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sábado, 26 de setembro de 2020

GOVERNO FALA DE "PROGRESSIVIDADE" DO PÚBLICO AOS ESTÁDIOS

 


"Temos vindo a discutir não só a própria lotação dos recintos, como também a progressividade com que isso (regresso do público) pode vir a ser feito", disse João Paulo Rebelo, e sublinhou que o Governo, tem "tido sempre em conta essa progressividade"

O responsável reconheceu "a necessidade que o desporto tem de ter público" e assegurou que "assim que a evolução epidemiológica, assim que os números permitam", pode ser autorizado o público aos estádios.

"É evidente que o Governo fala a uma só voz e, como nós sabemos, neste momento, não está previsto haver público nos espetáculos desportivos. Agora, isso não significa que nós não estejamos preparados e a trabalhar para que, assim que seja possível, o público possa retornar aos estádios. Faço votos para que isso possa acontecer tão depressa quanto possível".

E acrescentou "todos nós sabemos que há um bem maior, que, seguramente, é consensual que todos queremos tratar, que é a nossa saúde individual e a nossa saúde coletiva".

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

A "ÚNICA VACINA" É MANTER CUIDADOS DIZEM MÉDICOS DO HOSPITAL DE SÃO JOÃO

 





Já é muito difícil dizermos que não estamos numa segunda vaga se olharmos para a nossa curva. Está claramente a subir (...). A França está numa típica segunda vaga (...) e chegam-nos sinais preocupantes de Espanha, do mesmo país que nos antecipou o que estava a acontecer na primeira vaga. O que é que há de diferente neste momento em Portugal (em relação ao pico de marçoabril ou maio)? A população que é atingida e a taxa de letalidade que tem sido menor agora", referiu Nelson Pereira, médico do serviço de urgência do Hospital de São João.

"Tenho uma mágoa, uma angústia, que é os jovens não terem percebido que têm um papel social e fundamental a desempenhar. Não peço para que as pessoas fiquem fechadas dentro de casa, mas acho que não se conseguiu transmitir uma consciência de que, ainda assim e com algumas cautelas, é possível conviver".

"Vamos continuar a ter grupos que se reúnem sem máscara, às vezes apetece dar uns abanões, mas revolta não sinto. Se calhar fomos nós que não passamos a mensagem. Basta essa mensagem passar, esse comportamento melhorar, e isso refletir-se-á no tipo de população infetada e na (taxa de) letalidade (do vírus)", diz a diretora do serviço de urgência do mesmo hospital, Cristina Marujo.

"Parece que vivemos do oito ao 80. Só sabemos ou estar fechados em casa ou viver de forma normal. Claramente já deslumbrámos a preocupação de todos: dos políticos e dos técnicos", disse Nelson Pereira.

O médico diz que "parece estar a faltar habilidade" na explicação de conceitos como "risco" e "transmissão", observando que "a sociedade, incluindo muito os jovens, acha que risco é apenas evitar um sítio, quando risco pode ser ter comportamentos pouco seguros em casa".

"As pessoas perdem a noção do conceito de transmissão e apegam-se ao sítio como risco (...). O risco sério não é nas compras. No supermercado desinfetamos as mãos e estamos de máscara. O risco sério é quando se faz uma almoçarada em casa. Nas escolas cumprem-se as regras, a partilha fora é que é preocupante. As pessoas acham que dentro do seu ambiente de trabalho, condomínio, estão numa espécie de bolha e não estão", exemplifica o especialista.

"Dizem: 'oh, nós estamos sempre uns com os outros e só entre nós' quando é uma família que se junta ou um grupo que convive. O problema é que cada um desses 'uns com os outros' está com muitas outras pessoas porque vai trabalhar, faz compras, carrega no botão do elevador", descreve a diretora da urgência.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

"A OPERAÇÃO PARA IMPEDIR A FESTA DO AVANTE FOI DERROTADA" DIZ O PCP

 


O PCP diz que é uma "campanha reacionária" e "desprovida de qualquer fundamento", a providência cautelar contra a festa do Avante.

O PCP diz que as condições de segurança e tranquilidade, estão garantidas para a realização do evento.

"A operação para impedir a festa do "Avante!" foi derrotada.
Impõe-se agora que cada um dos que não prescindem do exercício de direitos políticos e liberdades, faça da sua presença numa festa onde estão garantidas condições de segurança e tranquilidade, a resposta a essa operação antidemocrática contra a liberdade, a cultura e os direitos dos trabalhadores e do povo".

Não é demais lembrar que a providência cautelar, partiu do um empresário Carlos Valente com caráter urgente que vai ser avaliada por um juiz que depois de ouvir a organização do festival decide se aceita ou não o pedido.

Se for aceite, pode o evento ser suspenso, mas o partido Comunista tem a possibilidade de impugnar a decisão.

sábado, 15 de agosto de 2020

"ESTAMOS TODOS EM SITUAÇÃO DE PERIGO...." DIZ JOACINE KATAR MOREIRA

 


"Estamos todas e todos em situação de perigo quando a extrema-direita se sente impune".

Em declaração à agência Lusa Joacine disse que as ameaças antidemocráticas e de de cariz racista"Começam sempre pelos bodes-expiatórios até atingir o coração da democracia, capturando as suas instituições".

"A história já nos provou que não podemos ser cúmplices, com o nosso silêncio, passividade e morosidade, dos ataques àqueles que constituem os alvos mais fáceis da nossa sociedade".
 
Joacine diz que tem sido ameaçada desde a sua eleição em 2019, e diz que ainda há tempo para "lutar por uma sociedade mais justa, mais igualitária, que reforce e não fira de morte os valores democráticos".

"Foi para isso que fui eleita e é este o meu compromisso político, imune a quaisquer ameaças ou condicionamentos".

"Mais do que nunca precisamos de sinais concretos de que temos o Estado do nosso lado no combate contra tudo o que não dignifique a democracia e não contribua para o ambiente de justiça social".

Lembrando que nos últimos dias, o SOS Racismo recebeu um email com ameaças a 3 deputadas e sete ativistas.



quarta-feira, 15 de julho de 2020

"NÃO PODEMOS REPETIR O CONFINAMENTO. O PAÍS NÃO AGUENTA" DISSE ANTÓNIO COSTA




"Há uma coisa que sabemos: Não podemos voltar a repetir o confinamento que tivemos de impor durante o período do estado de emergência e nas semanas seguinte, porque a sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo".

"Tem de ser feito agora, porque ainda há algum tempo de distância para evitar o pior".

"O tempo é curtíssimo, se calhar não conseguimos fazer tudo, mas temos mesmo de arregaçar as mangas e fazer o máximo possível para assegurar a continuidade do funcionamento da sociedade, designadamente das escolas, das empresas e dos serviços de administração pública, mesmo numa condição tão ou mais adversa como aquela que vivemos em Março. Temos de acelerar este processo".

No próximo Outono ou inverno podemos viver momentos"tão ou mais difíceis como aqueles que se viveram no inicio de Março em matéria de pandemia da covid-19".

"Nada nos dizendo a ciência, só sabemos que a nossa intuição nos diz que no inverno há habitualmente menor imunidade. Não é por acaso que no inverno há mais doentes do que no verão, há mais gripes do que no verão. Devemos desejar o melhor, mas temos de nos preparar para o pior com o que já sabemos hoje". 

"Máscaras, gel desinfetante, etiquetas respiratórias ou distanciamento físico", este é o reconhecimento de António Costa, para com a disciplina da sociedade.

"Todos os serviços e empresas estão mais bem organizadas para assegurar estas condições. Temos de usar os recursos europeus disponíveis, há que acelerar e elevar a ambição daquilo que podemos e devemos fazer. Esse é outro contra-relógio que está a correr e que não podemos perder".



domingo, 5 de julho de 2020

GOVERNO RECUA E ADMITE QUE TRANSPORTES PÚBLICOS PODEM SER PONTO DE CONTÁGIO



Apesar  das constantes queixas dos utentes, o ministro dos Transportes sempre negou que existia sobrelotação, até a própria ministra da Saúde foi ao Parlamento afirmar que, "os transportes públicos não são associados a nenhum dos novos casos de infeção".

Como os número de contágios continua a aumentar em Lisboa, Marta Temido, agora, admite desconhecer se há ou não contágios nos autocarros e comboios, porque, os estudos só levam em conta os locais onde as  pessoas permanecem durante períodos mais longos.





sábado, 4 de julho de 2020

"PORTUGAL JÁ APOIOU O REINO UNIDO EM MOMENTOS DIFÍCEIS" DIZ MARCELO REBELO DE SOUSA




O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa diz que: "(O Reino Unido) é o nosso aliado mais antigo, as nossas relações são de muitos séculos e há uma coisa que toda a gente sabe, que na vida das pessoas, como nos países, ora se está no alto,ora se está em baixo. E quando se está em baixo precisa-se dos outros. Quando se está no alto - ou quando se pensa que se está no alto - às vezes esquecem-se os outros".

"Há sempre uma ocasião, é um problema de esperar, em que é preciso a ajuda daqueles que, num determinado momento, se pensou que estariam, para sempre, em baixo", disse o Presidente da República.

Sobre a exclusão de Portugal da lista de países considerados seguros pelo Governo Britânico, o Presidente disse:"Em Portugal nós temos situações muito diversas no território português em termos de pandemia, por isso é que há um estado de calamidade, um estado de contingência e um estado de alerta, que não devem ser tarados da mesma maneira, porque são diferentes. E essas realidades diferentes, do nosso ponto de vista, significam que, quem de fora olha para Portugal, tem de olhar para realidades diversas".

"O Algarve tem números que, comparados com alguns números de países estrangeiros, para não estar a identificar um em particular, são lisonjeiros para o Algarve".

"Eu digo só que isto é uma lição da historia. A nossa historia mostrou como umas vezes o Reino Unido nos apoiou quando estávamos em baixo, outras vezes apoiámos nós o Reino Unido, mesmo em situações complicadas a nível mundial, quando foi necessário apoiar. Portanto, não há fim de história, não há fim de história", disse Marcelo Rebelo de Sousa.




É OBRIGATÓRIO O USO DE MÁSCARA NAS RUAS

  O Parlamento aprovou esta sexta-feira, em votação final global, um projeto-lei do PSD que impõe o uso obrigatório de máscara em espaços pú...