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terça-feira, 30 de março de 2021

TIARA DE DIAMANTES E SAFIRAS DA RAINHA D. MARIA II VAI A LEILÃO


Várias joias que pertenceram a casas reais europeias, entre as quais a de Portugal, vão a leilão no dia 12 de maio, em Genebra. Entre elas, está uma tiara de safiras e diamantes que pertenceu a D. Maria II,. O diretor do Palácio Nacional da Ajuda quer tê-la no novo museu.

Segundo a descrição da leiloeira Christie's, a coroa que foi da rainha D. Maria II (1819-1853), cravejada de diamantes e safiras, com "uma notável safira birmanesa no centro". Terá sido herdada pela filha da rainha infanta D. Antónia, quando se casou, em 1861, com Leopoldo, príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen.

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), contactada pela agência Lusa, afirmou que "está a analisar a situação e a obter todas as informações necessárias (relativamente a uma eventual aquisição)", através do diretor do Palácio Nacional da Ajuda, José Alberto Ribeiro. O palácio tem previsto inaugurar, em breve, uma exposição sobre a rainha, no âmbito dos 200 anos da Revolução Liberal de 1820. O Estado tem previsto a efetivação do Museu do Tesouro Real, no Palácio da Ajuda, com abertura prevista para junho.

Em Genebra, a leilão vai também um conjunto de adornos, igualmente em safiras e diamantes, da coleção de Estefânia de Beauharnais, filha adotiva de Napoleão I (1769-1821), que foi grã-duquesa de Baden (1789-1860), por casamento com Carlos I, de Baden, em abril de 1806. O conjunto totaliza nove peças, incluindo uma tiara, um par de brincos, dois pingentes e broches, bem como um anel e uma pulseira, que vão à praça em lotes individuais. Para este conjunto foram utilizadas 38 safiras originárias do Ceilão, atual Sri Lanka, segundo a leiloeira.

Um documento, encontrado no estojo, atesta que as joias foram oferecidas a Estefânia, sobrinha da imperatriz Josefina, que Napoleão adotou como filha em março de 1806, pela sua prima Hortense de Beauharnais. "Uma origem muito provável", indica a leiloeira em comunicado, referindo as "muitas pinturas", nas quais Hortense e a mãe, a imperatriz Josefina, podem ser vistas usando adornos preciosos". Documentação relativa a Hortense, atualmente no Arquivo Napoleão, em Paris, "evidenciam a sua fortuna, entre 1817 e 1837, quando faleceu".

Os documentos, segundo a mesma fonte, demonstram que, em 1816, Hortense deixou Paris com pouco dinheiro, mas muitas joias. Após a morte de Estefânia, o conjunto foi herdado pela sua segunda filha, Josefina, princesa de Hohenzollern-Sigmaringen. Do conjunto faria parte um cinto decorado com pedras preciosas, um adereço comum na corte de Napoleão I.

Os cintos decorados com pedras preciosas faziam parte de qualquer conjunto de joalharia, já que, segundo o figurino de moda, a cintura era muito alta nos vestidos e as damas da corte precisavam de um cinto que era colocado logo abaixo do decote. Segundo a mesma fonte, "parece que o cinto foi remodelado em 'bandeau-tiara' e pulseira pela princesa Josefina, que morreu em 1900, aos 83 anos".

sábado, 13 de março de 2021

PILAR RUIU E MORADORES TEMEM QUEDA DE PONTE CENTENÁRIA NA MAIA


Pilar de estrutura na Maia ruiu esta semana. Câmara garante que vai reabilitar. Obra sem data para avançar

Em ruínas há mais de cinco anos, a ponte centenária dos Moinhos do Pisão, em Ardegães, na Maia, começa a dar sinais de degradação. Esta semana, ruiu um dos pilares da estrutura sobre o rio Leça, aumentando o receio dos moradores pelo possível desmoronar da ponte.

Aliás, João Pereira, de 35 anos, afirma que, no momento em que as pedras do pilar se soltaram, levando consigo parte do tabuleiro, "foi uma sorte não estar ninguém a passar".

A estrutura vai ser reabilitada e "está interdita há cerca de dois anos", justifica a Câmara da Maia, "com barras de ferro nas duas extremidades, placa com aviso de interdição e, ultimamente, fitas da Polícia Municipal". Nada disto impede a circulação pedonal, que foi testemunhada pelo JN.

A placa - onde se pode ler "Passagem Proibida. Ponte a ser intervencionada" -, e as barras de ferro, confirma o morador, estão lá há dois anos. Até hoje, "não houve qualquer intervenção". Após o ruir do pilar, a Polícia Municipal visitou o local e acrescentou duas fitas em cada uma das margens.

As barras de ferro não impedem que, quem por lá passa, as ultrapasse e atravesse para o outro lado. Se houver crianças por perto, esclarece o morador, o perigo aumenta, uma vez que a altura da barra permite a passagem sem grandes dificuldades. Mais: com o ruir do pilar, parte do tabuleiro, numa das margens também se soltou, havendo ainda o risco de alguém colocar o pé em falso.

A Autarquia garante que "iniciou já os estudos com vista à reabilitação da ponte" e que a estrutura será para uso pedonal. Mas, acrescenta o Município, "não está ainda definida uma data para o arranque das obras".

Com as cheias, a água arrastou muito lixo para junto dos pilares da ponte, incluindo o tronco de uma árvore de grandes dimensões que ainda hoje lá está, observa o morador, descrevendo o entulho que se deposita naquela zona.

João Pereira acrescenta que a estrutura nunca recebeu trabalhos de manutenção e que, em 2018, enviou um requerimento à Câmara, "a avisar que a ponte está degradada desde 2016". Até à data, ainda não recebeu uma resposta.

PSP DETETA 7 ESTABELECIMENTOS NO BAIRRO ALTO A VIOLAREM O ESTADO DE EMERGÊNCIA

Sete estabelecimentos de restauração no Bairro Alto, em Lisboa, foram detetados na sexta-feira a violarem as regras do estado de emergência ...