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sábado, 1 de maio de 2021

PESCA DA SARDINHA ARRANCA EM MEADOS DE MAIO


A pesca da sardinha vai arrancar 15 dias mais cedo este ano. As duas datas em cima da mesa são 13 ou 17 de maio.

A quota está, por agora, fixada em 10 mil toneladas até 31 de julho, mas a expectativa é que possa ultrapassar as 20 mil, quase duplicando as capacidades de captura de 2020. É preciso recuar a 2013 para ver valores tão altos.

"Vem aí uma nova avaliação do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES), mas, pelo que temos visto, houve uma boa recuperação do recurso, para qual houve sacrifícios grandes do setor, mas que tiveram bons resultados. As expectativas são positivas", afirmou, esta manhã, o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, à margem da inauguração do novo polo da marina da Póvoa de Varzim.

Com 10 mil toneladas para pescar até 31 de julho (em 2020, foram 6300), pescadores e tutela acordaram já, explicou, antecipar em 15 dias o início da faina, que se iniciará a 13 ou a 17 de maio e não a 1 de junho, como aconteceu em 2020.

Contas feitas e sabendo-se que o valor fixado a partir de 1 de agosto é, habitualmente, igual ou maior ao estipulado para o período até 31 de julho, a quota da sardinha poderá, este ano, atingir ou mesmo ultrapassar as 20 mil toneladas.

Em queda livre desde 2010, a quota da sardinha atingiu, em 2018, o mínimo histórico de 7,9 mil toneladas. Em 2020, ficou-se pelas 12.705 toneladas, bem abaixo das pretensões dos pescadores, que reclamavam um aumento maior face aos "excelentes resultados" dos cruzeiros científicos. Em novembro, o último cruzeiro científico IBERAS0920, concluía que, desde 2005, que não nascia tanta sardinha na costa ocidental da Península Ibérica. O stock cresceu 66% entre 2019 e 2020.

Do lado das organizações do setor pediam-se 30 mil toneladas para 2021. A quota não deverá chegar a tanto, mas é muito provável que ultrapasse as 20 mil toneladas, valores que o setor já não via desde 2013.

terça-feira, 23 de março de 2021

PORTUGAL VAI PESCAR MENOS 400 TONELADAS DE BACALHAU NA NORUEGA


Portugal vai poder pescar menos 437 toneladas de bacalhau em águas da Noruega em 2021. O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, admite que não são boas notícias. Os pescadores dizem que, em matéria de bacalhau, este é "um ano para esquecer" e lamentam as sucessivas "cedências" da União Europeia (UE), primeiro ao Reino Unido, depois à Noruega.

Contas feitas, Portugal ficou com uma quota de "2607 toneladas em águas da zona económica exclusiva da Noruega e de 2274 toneladas ao largo do arquipélago de Svalbard", explicou, esta terça-feira, o ministro do Mar, no final do Conselho das Pescas dos 27. Quedas de 10 e 6% face a 2020, numa altura em que, considerando os dois pesqueiros, as possibilidades totais de captura subiram 20%.

"É o pior ano da década. Não se entende! Primeiro, a União Europeia deu ao Reino Unido 25% da quota de bacalhau no Svalbard, sem se perceber porquê. Depois, na distribuição, Portugal fica a perder quota. Ou seja, pagamos nós pelo acesso de outros a águas britânicas", frisa Luís Vicente, da Associação dos Armadores das Pescas Industriais (ADAPI).

"Nenhuma redução é bem recebida", reconheceu o ministro. Luís Vicente diz que Portugal, Espanha, França e Irlanda lavraram um protesto, mas "palavras não chegam".

A verdade é que, frisa, o acordo chegou "tarde e a más horas", tendo em conta que, em águas da Noruega a pesca se faz "até à Páscoa". E depois, com as possibilidades de captura de bacalhau a aumentarem 20%, a UE vai "perdendo terreno", cedendo a Oslo e, "de corte em corte, desaparecendo".

"A comissão não pode aceitar ser tratada assim. A Noruega vende a Portugal grande parte das 60 mil toneladas de bacalhau que consumimos por ano. Se beneficia por estar na Europa, temos também que fazer exigências", sublinha

O acordo tripartido entre a UE, o Reino Unido e a Noruega está, diz Serrão Santos, agora terminado, mas, quanto ao Svalbard, Luís Vicente ainda teme problemas. É que a UE entende poder pescar no Svalbard, território ártico norueguês mais de 28 mil toneladas. A Noruega diz que só aceita 17 mil. A ADAPI teme que, atingidas as 17 mil toneladas, haja problemas com a polícia norueguesa. "É uma bomba-relógio", remata.

Tudo isto, explica ainda, somado aos cortes de 86% nas possibilidades de captura na área da Organização de Pescas do Atlântico Noroeste (NAFO) faz Luís Vicente temer um ano "negro" para a frota portuguesa do bacalhau.

VÍDEO: EXPLOSÃO EM PARQUE INDUSTRIAL NA ALEMANHA CAUSA UM MORTO E 16 FERIDOS

Pelo menos uma pessoa morreu, 16 ficaram feridas e cinco estão desaparecidas depois de uma explosão que ocorreu esta terça-feira num parque ...