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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

" HÁ BRANCOS MAUS, MAS TAMBÉM HÁ PRETOS MAUS, HÁ PRETOS MUITO MAUS"

                                    

O Presidente angolano classificou hoje como racistas posiçÔes da ativista (‘revu’) Rosa Mendes, filha do deputado eleito pela UNITA (oposição) David Mendes, sublinhando que o que tem de ser combatido Ă© o mal e nĂŁo a cor da pele.

João Lourenço, que falava hoje num encontro com jovens em Luanda, abordou o tema após a intervenção da ativista cívica, Rosa Mendes, uma das participantes desta iniciativa, onde estiveram representados vårios setores e organizaçÔes.

Rosa Mendes, que se aproximou cantando antes de iniciar a sua intervenção perante cerca de uma centena de jovens convidados, lamentou nĂŁo ter sido possĂ­vel “enterrar o irmĂŁo InocĂȘncio de Matos”, passados 15 dias da morte do jovem, na sequĂȘncia de uma manifestação e abordou situaçÔes de discriminação que vivem as mulheres.

AlĂ©m das dificuldades por que passam as mulheres ‘zungueiras’ (vendedoras ambulantes) e empregadas domĂ©sticas, que estĂŁo excluĂ­das dos apoios sociais, Rosa Mendes apontou ainda “a escravidĂŁo moderna do setor privado”, de que disse tambĂ©m ter sido vĂ­tima.

“Somos escravizados pelos brancos”, acusou a ativista, lamentando que os membros do movimento revolucionĂĄrio (‘revus’) em Angola, por terem opiniĂŁo diferente, nĂŁo sejam reconhecidos, como disse ser o seu caso.

“Peço como pai que Ă©, ajuda-nos, nĂŁo nos chamem nomes, nĂŁo nos tratem como arruaceiros porque somos todos angolanos”, apelou, dirigindo-se a JoĂŁo Lourenço.

Rosa Mendes definiu-se como “uma vĂ­tima do sistema”, apesar do empenho na batalha pela democracia.

Em resposta, o Presidente afirmou nĂŁo ter chamado nomes a ninguĂ©m: “VocĂȘs Ă© que se auto intitulam de ‘revus’, se Ă© elogio ou pejorativo cada um tira as suas conclusĂ”es”.

JoĂŁo Lourenço disse ainda que “os que lutaram pela liberdade deste paĂ­s eram revolucionĂĄrios e orgulharam-se muito disso”, pelo que ser revolucionĂĄrio nĂŁo Ă© pejorativo.

“NinguĂ©m condena o que estĂŁo a dizer, nĂŁo Ă© condenĂĄvel, Ă© um direito vosso”, reforçou, salientando que “a revolução deve ser revolução de ideias”.

O chefe do executivo angolano reprovou, por outro lado, o que considerou como declaraçÔes racistas.

NĂŁo apoiamos comportamento de xenofobia e racismo de quem vem dizer que nĂŁo trabalha com os brancos. HĂĄ brancos maus, mas tambĂ©m hĂĄ pretos maus, hĂĄ pretos muito maus”, frisou, acrescentando: “o que temos de combater Ă© o mal, e nĂŁo a cor da pele”.

Quanto ao pedido de intervenção para enterrar InocĂȘncio de Matos, realçou que nĂŁo depende da sua autorização.

“Isto Ă© sĂł querer fazer espetĂĄculo, eu sei perfeitamente o que tem ocorrido atĂ© aqui e por que razĂŁo o malogrado ainda nĂŁo foi enterrado”, afirmou, questionando a intenção da ativista.

“As autoridades impediram o enterro de InocĂȘncio de Matos? Isso Ă© falso. AlguĂ©m impediu?”, questionou, recordando que fez tambĂ©m todos os esforços para que se realizassem as exĂ©quias do lĂ­der da UNITA, Jonas Savimbi.

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