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terça-feira, 6 de outubro de 2020

REDUÇÃO DO HORÁRIO DE TRABALHO FOI "DOS MAIORES ERROS DO PODER POLÍTICO"

 



Num livro intitulado "Uma ExperiĂȘncia de Social-Democrata Moderna", com a chancela da Porto Editora e que foi apresentado hoje em Lisboa, Cavaco Silva passa em revista vĂĄrias obras e momentos da sua governação enquanto primeiro-ministro, como a Expo-98, o Centro Cultural de BelĂ©m ou a Ponte Vasco da Gama, dedicando tambĂ©m um subcapĂ­tulo Ă  polĂ­tica que seguiu na ĂĄrea da saĂșde.

"OpçÔes polĂ­tico-ideolĂłgicas recentes contra o setor privado da medicina, Ă  margem de qualquer preocupação de justiça social, ou sequer de defesa do interesse pĂșblico, que se juntaram ao subfinanciamento do sistema de saĂșde e Ă  redução do horĂĄrio semanal dos servidores do Estado para 35 horas, um dos maiores erros do poder polĂ­tico, traduziram-se num verdadeiro ataque ao Serviço Nacional de SaĂșde, atravĂ©s da deterioração acentuada da qualidade dos serviços prestados aos utentes". 

"O meu primeiro Governo, que tomou posse em novembro de 1985, confrontado com a anemia de que padecia o nosso sistema de saĂșde, que degradara a qualidade dos serviços prestados aos cidadĂŁos, atribuiu Ă  polĂ­tica de saĂșde, desde a primeira hora, uma especial atenção".

Segundo o antigo lĂ­der do executivo e do PSD, "o interesse dos utentes dos serviços a que o Estado deve assegurar o acesso aos cuidados de saĂșde foi adotado como grande linha de orientação, contra a barreira dos interesses corporativos que entĂŁo predominava".

"Para mim, a primazia conferida pela social-democracia Ă  pessoa humana determinava, sem qualquer equĂ­voco, que o Estado tinha de garantir que qualquer pessoa carente de cuidados de saĂșde nunca poderia deixar de ser tratada por falta de recursos econĂłmicos", defende.

E porque Portugal Ă© um "paĂ­s de escassos recursos" e os gastos em saĂșde sĂŁo "cada vez maiores", foi "atribuĂ­da prioridade ao correto aproveitamento dos meios humanos e materiais, Ă  dotação do paĂ­s de uma adequada cobertura mĂ©dica e hospitalar e Ă  abertura da prestação de cuidados de saĂșde Ă  iniciativa privada e ao setor social, sem o que  nĂŁo seria possĂ­vel garantir a todos os portugueses o direito Ă  proteção da saĂșde com serviços de qualidade", tendo ainda os hospitais sido submetidos a "modernas regras de gestĂŁo".

Cavaco lembra que, na sequĂȘncia da revisĂŁo constitucional de 1989, foi aprovada uma nova Lei de Bases da SaĂșde, que "pĂŽs termo Ă  tendĂȘncia para a estatização da medicina em Portugal e abriu Ă  iniciativa privada a prestação de cuidados de saĂșde, sem pĂŽr em causa a função do Estado como garante do acesso de todos os cidadĂŁos Ă  saĂșde".

"O seu contributo para a melhoria dos cuidados de saĂșde e para que Portugal se aproximasse dos paĂ­ses mais desenvolvidos da Comunidade Europeia explica que a lei se tenha mantido em vigor durante 29 anos, resistindo a nove governos, cinco dos quais do Partido Socialista".

Depois de apontar a construção de raiz de "seis hospitais de grande dimensĂŁo" - Vila Real, GuimarĂŁes, Matosinhos, Leiria, Almada e Amadora Sintra -, o antigo chefe do Governo salienta a "especial atenção" dada a ĂĄreas como a "humanização dos serviços, a saĂșde materna, neonatal e infantil, e o combate Ă  toxicodependĂȘncia e Ă  sida".

"O intenso esforço desenvolvido pelo Governo nos meus dez anos de Primeiro-Ministro, na linha da social-democracia moderna, teve em vista proporcionar a todos os Portugueses, , em condiçÔes de justiça e equidade, serviços de saĂșde com melhor qualidade".

"ATENÇÃO QUE QUEM PERDE TUDO, PERDE TAMBÉM O MEDO" DIZ FERNANDO ROCHA

  Fernando Rocha  refletiu  sobre um dos maiores flagelos da  atualidade : a corrupção. Partilhando uma frase de reflexĂŁo acerca do assunto,...