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segunda-feira, 18 de abril de 2022

ATRAVÉS DE UMA CARTA, PUTIN EXIGE PROPRIEDADE DE IGREJA EM JERUSALÉM


Numa carta endereçada ao primeiro-ministro israelita, Naftali Benet, o presidente russo, Vladimir Putin, exigiu a transferência da propriedade da Igreja Alexander Nevsky, na Cidade Velha de Jerusalém, justificando tratar-se de uma promessa do seu antecessor, Benjamin Netanyahu, que ainda está por cumprir.

Citado pela Efe, o portal Ynet adianta que a carta terá sido enviada no domingo à noite, recordando a promessa de Netanyahu quanto à transferência do templo, também conhecido como a Catedral da Santíssima Trindade, que está sob a tutela da Igreja Ortodoxa russa em Jerusalém. A proposta remonta a 2020, após a libertação da israelita Naama Isachar de uma prisão russa, onde cumpria pena por posse de cannabis.

A Rússia controla a propriedade do local desde 1890, uma vez que, durante o Império Otomano, reconheceu-se que pertencia ao “glorioso reino russo”. Apesar desse ‘reino’ já não existir, Moscovo recorreu à justiça em 2017 com base nessa declaração, alegando titularidade sobre a igreja.

Por sua vez, Netanyahu decidiu em 2020 que a disputa não poderia ser resolvida nos tribunais por se tratar de um "lugar sagrado", ordenando que o governo russo fosse registado como proprietário.

Contudo, o governo de Benet devolveu essa decisão ao Supremo Tribunal, que suspendeu o reconhecimento final da propriedade russa e estabeleceu um comité para determinar a titularidade do lugar.

O pedido de Putin surge num momento de mal-estar russo no que toca a posição de Israel quanto ao conflito na Ucrânia, já que, após se ter mostrado neutro no início da invasão, o país condenou o massacre de civis em Bucha e apoiou a decisão de suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

sexta-feira, 15 de abril de 2022

"ELES SÃO A CARTEIRA DE PUTIN": O QUE É UM OLIGARCA E OS QUE OS SEPARA DOS BILIONÁRIOS OCIDENTAIS ?

 


Mega-iates, clubes de desportivos, televisões e mansões espalhadas por todo o mundo. À vista desarmada, a diferença entre um bilionário e um oligarca russo pode parecer apenas um detalhe ideológico. Porém, os especialistas alertam que o termo pode não descrever corretamente estes indivíduos e a sua relação com a elite política russa.

“Inicialmente, Putin era guiado pela vontade de fazer dinheiro. Agora, tem uma missão na sua cabeça e isso é muito mais assustador”, afirmou Mikhail Khodorkovsky, um oligarca e antigo ministro “saneado” pelo regime russo, em entrevista à CNN Internacional.

Khodorkovsky não é um russo normal. Foi o homem mais rico do seu país até ao momento em que, em 2003, não colaborou com o recém-eleito presidente, Vladimir Putin, e apoiou publicamente um dos seus rivais políticos. Acabou por perder tudo o que tinha devido uma acusação de fraude fiscal. Esteve dez anos preso na Rússia.

Tinha sido um dos homens escolhidos a dedo após a dissolução da União Soviética para tomar as rédeas de um dos setores estratégicos da economia russa que anteriormente pertenciam ao Estado soviético. Este processo esteve envolto num manto de corrupção e numa luta pelo controlo de alguns setores a qualquer custo.

Como resultado, alguns dos indivíduos que saíram vitoriosos deste processo juntaram fortunas enormes, acabando por influenciar o próprio governo russo, então liderado por Boris Yeltsin. Porém, muito mudou desde que Vladimir Putin chegou ao poder, no ano 2000.  

Os oligarcas são oligarcas?

“É um erro, a forma como se pensa que a Rússia organiza a sua estrutura de poder. O poder russo não é uma oligarquia, mas sim uma ditadura. Os oligarcas, no fundo, não são oligarcas, são apenas agentes do Kremlin que são utilizados como uma ferramenta. Não existe feedback numa direção que permita influenciar o ditador. Eles não conseguem fazer isso, em termos práticos. Eles são a carteira de Putin”, garante Khodorkovsky.

Para o comentador da CNN Portugal, Azeredo Lopes, é um erro utilizar a expressão “oligarca” apenas aplicada aos russos quando visa descrever quem, à custa de um regime autocrático, beneficia de vantagens económicas que não teria com o funcionamento normal da economia. “A utilização a propósito e despropósito da palavra oligarca e associada a uma nacionalidade não me faz muito sentido. É uma espécie de conforto de linguagem”, alerta.

Azeredo Lopes recordou que a “euforia de transferência de propriedade e de meios de produção da esfera pública para a esfera privada” e que criou uma nova classe de pessoas “obscenamente ricas” não se restringiu apenas à Rússia, mas sim a quase todos os países da esfera de influência da antiga União Soviética.

De acordo com a Forbes, em 2001 a Rússia tinha 8 bilionários com uma fortuna coletiva avaliada em 12,4 mil milhões de dólares. Cerca de 20 anos mais tarde, já são 101 bilionários com uma fortuna de 432,7 mil milhões.

“A certa altura, considerou-se aceitável que os poderes estabelecidos designassem nós chamaríamos a isso corrupção uma transferência brutal de riqueza para pessoas que não tinham nada que as recomendasse, do ponto de vista do funcionamento das regras normais, para terem a exclusividade sobre alguma coisa. Estas pessoas apareceram em setores estratégicos como o gás natural, o petróleo e algumas áreas industriais”, explica o antigo ministro da Defesa português.

O mesmo aconteceu na Ucrânia, embora a uma escala ligeiramente mais reduzida do que na Rússia. Azeredo Lopes recorda que, apesar de tudo, a Ucrânia ainda não “atingiu os patamares de controlo que são típicos de um Estado de Direito ou das democracias que assentam nas leis de mercado” e que, ao longo de vários anos, reinou uma dança de cadeiras na liderança do país entre líderes pró-Rússia e pró-Ocidente, onde “toda a gente das estruturas dirigentes” aproveitava-se dos recursos e dos dinheiros públicos.

Isso contrasta com os agentes económicos, conhecidos como bilionários, que atuam dentro das regras da economia de mercado, onde a propriedade privada é salvaguardada e as decisões de investimento, produção e distribuição são regidas pelos sinais criados pela lei da oferta e da procura.

“A expressão oligarca tornou-se uma espécie de tique de linguagem da nossa parte, quando começamos a falar daqueles que controlam a riqueza por privilégio, por concessão direta. Temos setores inteiros que foram atribuídos a quatro ou a cinco pessoas”, frisa.

Como é que as sanções económicas vão pressionar Putin?

Parte da reação do Ocidente à invasão da Ucrânia passou pelo apertar do cerco à elite económica russa e a alguns dos seus familiares. A estratégia passa pela crença de que muitos destes milionários que são próximos do Kremlin poderão não gostar de ver as suas fortunas reduzidas e os seus ativos congelados, e que poderão exercer pressão junto de Vladimir Putin para parar a guerra e eles poderem retomar a atividade económica.

Em declarações à CNN Portugal, a especialista em assuntos internacionais Diana Soller acredita que o facto de estes bilionários russos da confiança de Putin não deterem o controlo do sistema coloca em causa a estratégia ocidental de máxima pressão aos oligarcas. “Os oligarcas não controlam o sistema. É o sistema que controla os oligarcas. Poderá haver um ou outro oligarca que tenha algum controlo sobre o regime, mas eu duvido muito. Há uma cúpula das elites político-militares que gravitam à volta de Putin, mas é uma cúpula muito pequena e muito controlada pelo Estado”, destaca. 

A possibilidade de que parte deste grupo de pessoas que beneficia da sua relação de proximidade com Vladimir Putin se vire contra o Kremlin é, para Diana Soller, wishful thinking por parte do Ocidente, uma vez que nada garante a estes indivíduos que não serão responsabilizados após a queda do líder.

“Nós gostaríamos de acreditar que a cúpula do poder teria capacidade para derrubar o presidente Putin, mas não me parece que isso seja verdade. Há um controlo muito forte do Kremlin. Se Putin cair, toda a gente cai com ele. Seja a elite política, seja a económica ou a mediática, não há qualquer interesse no derrube de Vladimir Putin. No dia em que Putin cair, a elite cai com ele”, aponta.

A mesma opinião é partilhada por Mikhail Khodorkovsky. O antigo magnata do petróleo russo acredita que para travar a guerra não basta sancionar o seu círculo intimo, mas sim “retirar qualquer oxigénio financeiro” ao regime russo. “Porque é que as sanções cobrem apenas 70% dos bancos russos? Qualquer pagamento a favor da Rússia ou nos interesses do regime de Putin deve ser travado. Para isso, todas as contas que pertencem a oligarcas devem ser bloqueadas até que a guerra pare”, sublinha em conversa com Fareed Zakaria, da CNN Internacional.

“Nunca propus sanções contra a Rússia, mas agora temos de parar esta guerra. Não há um preço demasiado elevado para travar esta guerra”, disse.

quarta-feira, 30 de março de 2022

LAVROV FOI À CHINA CLAMAR UMA "NOVA ORDEM MUNDIAL, MULTIPOLAR, JUSTA E DEMOCRÁTICA"


O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, anunciou esta terça-feira uma ordem mundial “mais justa”, em parceria com a China, durante a sua primeira visita ao país desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. “Estamos a viver uma fase muito séria na história das relações internacionais”, disse o chefe da diplomacia do Kremlin, no início de um encontro bilateral com o seu homólogo chinês, Wang Yi.

“Estou convencido de que no final desta etapa, a situação internacional ficará muito mais clara, e que nós, juntamente com vocês e com os nossos apoiantes, caminharemos para uma ordem mundial multipolar, justa e democrática”, afirmou Lavrov.

Pequim recusou-se a condenar a invasão russa da Ucrânia, desencadeada a 24 de fevereiro, preferindo denunciar as sanções ocidentais contra a Rússia. No início de março, Wang Yi enalteceu mesmo a amizade “sólida” entre Pequim e Moscovo e defendeu as preocupações "razoáveis" da Rússia com a sua segurança.

Poucas semanas antes da guerra na Ucrânia, o Presidente russo, Vladimir Putin, foi calorosamente recebido em Pequim pelo homólogo chinês, Xi Jinping. Os dois países celebraram então uma amizade "sem limites" e denunciaram o “alargamento” da NATO.

Sergei Lavrov está na China para um encontro de dois dias, dedicado não à Ucrânia, mas ao Afeganistão. O diplomata russo deve estar lado a lado com um colega norte-americano.

O encontro, organizado em Tunxi, leste da China, reúne sete países vizinhos do Afeganistão. Além da Rússia e da China, vão estar representantes do Paquistão, Irão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.

O chefe da diplomacia dos talibãs, Amir Khan Muttaqi, também é esperado, segundo a imprensa estatal chinesa.

Em simultâneo, deve ser realizada a reunião de um "mecanismo de consulta" sobre o Afeganistão, com a participação de diplomatas da China, Rússia, Paquistão e também dos Estados Unidos, anunciou Pequim. De acordo com um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, o representante especial de Washington para o Afeganistão, Tom West, deve participar na reunião.

Estas reuniões ocorrem uma semana após a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês a Cabul, pela primeira vez desde que os fundamentalistas islâmicos chegaram ao poder, em agosto passado. A China compartilha uma pequena fronteira de 76 quilómetros com o Afeganistão. Pequim teme que o país vizinho se torne uma base de apoio para separatistas e extremistas islâmicos uigures, uma minoria étnica chinesa de origem muçulmana.

terça-feira, 15 de março de 2022

FORTUNA DE ABRAMOVICH INVESTIGADA: LEILÕES VICIADOS E RAPTOS DE RIVAIS


A origem da riqueza do dono do Chelsea está alegadamente ligada a vários atos criminosos.

A vida não vai bem para Roman Abramovich e esta terça-feira ficou um pouco pior. A BBC lançou uma investigação após ter recebido documentos de uma fonte anónima, que revelam como é que o russo fez fortuna. O oligarca alegadamente terá manipulado dois leilões em seu favor, lesando o Estado em mais de dois mil milhões de euros e raptado um rival para conseguir concretizar um negócio.

O início da riqueza de Abramovich começou com a compra da petrolífera Sibneft. Em 1995 comprou a empresa por 230 milhões de euros ao Estado russo e em 2005 vendeu-a ao antigo dono por 12 mil milhões de euros. Em 2012 foi processado e, apesar de ter ganho em tribunal, admitiu que o leilão em que adquiriu a Sibneft estava viciado, visto que terá pagado nove milhões de euros a um funcionário do Kremlin para defraudar o processo. Na sequência deste caso, a investigação concluiu que o Estado russo terá sido lesado em cerca de 2,46 mil milhões de euros e as autoridades queriam, na altura, acusar Abramovich de fraude.

"Basicamente, foi um esquema fraudulento, em que aqueles que participaram na privatização formaram um grupo criminoso que permitiu a Abramovich e Berezovsky enganarem o Governo e não pagar o dinheiro que a empresa realmente valia", revelou Yuri Skuratov, ex-procurador do processo. O oligarca estaria protegido pelo antigo presidente da Rússia Boris Ieltsin, que terá travado a investigação e desviado vários ficheiros.

Em 2002 surgiu outro leilão manipulado por Abramovich. Pretendia adquirir a Slavneft, juntamente com uma parceria com outra empresa russa, mas o plano iria ser travado por uns concorrentes chineses. Uma organização da China iria, ao que tudo indicava, licitar o dobro pela Slavneft, o que iria causar enormes perdas financeiras a pessoas influentes no Kremlin e no Parlamento russo. Para resolver o problema, a solução passou por raptar um dos representantes da empresa chinesa.

"A CNPC, empresa chinesa, concorrente muito forte, teve que de retirar-se do leilão depois de um de seus representantes ter sido sequestrado na chegada ao aeroporto de Moscovo e só foi libertado após a empresa declarar a sua retirada", segundo revela a investigação. Desta forma, a proposta de Abramovich foi a única a ficar em cima da mesa e conseguiu concretizar o negócio.

Os advogados de Abramovich revelaram à BBC que não há indícios que o russo acumulou fortuna com base em atividades criminosas. Relativamente ao caso do rapto do rival chinês, afirmam que a acusação é "totalmente infundada" e que o dono do Chelsea "não tem conhecimento de tal incidente".

segunda-feira, 14 de junho de 2021

PUTIN ADMITE TROCA DE PRISIONEIROS COM OS EUA


O Presidente russo Vladimir Putin admitiu a possibilidade de uma troca de prisioneiros entre a Rússia e os Estados Unidos, numa entrevista esta segunda-feira difundida pela cadeia norte-americana NBC a dois dias do seu encontro em Genebra com Joe Biden.

"Sim, sim, certamente", respondeu Putin ao jornalista que o questionava sobre uma possibilidade de troca os norte-americanos Paul Whelan e Trevor Reed, detidos na Rússia, e de dois russos presos no Estados Unidos.

Antigo oficial do corpo dos marines (fuzileiros), Paul Whelan era agente dos serviços de segurança de um grupo norte-americano de peças para automóveis quando foi detido em Moscovo em dezembro de 2018, e de seguida condenado a 16 anos de prisão por acusações de espionagem.

Recentemente apelou a Joe Biden para organizar uma troca de prisioneiros para obter a sua libertação, ao indicar durante uma entrevista à cadeia televisiva CNN ser vítima da "diplomacia dos reféns".

Trevor Reed foi por sua vez condenado em julho de 2019 a nove anos de prisão por ter agredido dois polícias russas quando se encontrava alcoolizado.

As famílias dos dois russos detidos nos Estados Unidos, o traficante de armas Viktor Bout e um piloto russo acusado de tráfico de cocaína, Konstantin Iarochenko, também apelaram à sua libertação.

Nas suas declarações, o líder do Kremlin, que na quarta-feira se reúne em cimeira com o seu homólogo dos EUA, Putin também considerou "grotesco" considerar que Moscovo promove uma guerra informática contra os Estados Unidos.

"Fomos acusados de toda a espécie de coisas", em particular "a ingerência nas eleições" ou "os ciberataques", declarou, para sublinhar que "nem uma única vez conseguiram apresentar a menor prova".

Diversas grandes empresas, como o gigante agroalimentar JBS ou o operador do enorme oleoduto norte-americano Colonial Pipeline, foram recentemente alvo de ciberataques atribuídos a grupos de piratas informáticos a partir da Rússia, e que no segundo caso implicou o pagamento de um elevado resgate.

No início de junho, Biden tinha declarado não excluir possíveis represálias contra a Rússia após o ataque informático contra a JBS, e a Casa Branca afirmou que abordaria as inquietações norte-americanas no decurso da cimeira de 16 de junho, a primeira que reúne os dois presidentes.

Questionado sobre o caso de Alexei Navalny, o opositor russo detido e cuja situação tem motivado protestos internacionais, Putin repetiu que "não será mais maltratado que qualquer outro".

"Não temos esse género de hábito, assassinar quem quer que seja", respondeu Putin após ser questionado se ordenou a tentativa de morte de Navalny.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

EUA, REINO UNIDO, ALEMANHA E FRANÇA EXIGEM "LIBERTAÇÃO IMEDIATA" DE NAVALNY


Os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França foram os primeiros países ocidentais a reagir à confirmação da pena de prisão para o opositor russo Alexei Navalny, e exigiram em uníssono a sua "libertação imediata".

Em Washington, a diplomacia dos Estados Unidos manifestou "profunda preocupação" após a condenação de Navalny e apelou à Rússia que garanta a sua libertação "imediata e sem condições".

"Apesar de trabalharmos com a Rússia na defesa dos interesses dos Estados Unidos, vamos coordenar-nos estreitamente com os nossos aliados e parceiros para que a Rússia preste contas por não ter respeitado os direitos dos seus cidadãos", defendeu em comunicado o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

"À semelhança de qualquer cidadão russo, Navalny deve usufruir os direitos garantidos pela Constituição russa", disse.

"Reiteramos o nosso apelo ao Governo russo para que liberte imediatamente e sem condições Navalny e ainda as centenas de outros cidadãos russos injustamente detidos nas últimas semanas por terem simplesmente exercido os seus direitos, nomeadamente o direito à liberdade de expressão e de reunião pacífica", acrescentou.

Um tribunal de Moscovo ordenou a prisão do opositor por mais de dois anos, anulando a pena suspensa de uma precedente condenação, uma decisão de um apelo aos seus apoiantes para voltarem às ruas em sinal de protesto.

A juíza Natalia Repnikova indicou que o crítico do Kremlin deverá cumprir os três anos e meio de prisão da sua pena pronunciada em 2014, menos os meses que passou em prisão domiciliária. O opositor pode apelar da sentença.

Em Londres, o Governo britânico também apelou à "libertação imediata e sem condições" e denunciou uma decisão "perversa" da justiça russa.

"O Reino Unido apela à libertação imediata e sem condições de Alexei Navalny e de todos os manifestantes pacíficos e jornalistas detidos nas duas últimas semanas", declarou em comunicado o chefe da diplomacia Dominic Raab, ao considerar que a decisão "perversa" da justiça russa demonstra que o país não preenche "os compromissos mais elementares aguardados por qualquer membro responsável da comunidade internacional".

Em Berlim, Heiko Maas, ministro dos Negócios Estrangeiros do executivo da chanceler Angela Merkel, também se pronunciou pela "libertação imediata" do opositor e definiu a pena infligida como um "golpe severo" contra o Estado de direito na Rússia.

"O veredito de hoje contra Alexei Navalny é um golpe severo contra as liberdades fundamentais e o Estado de direito na Rússia", declarou Mass na rede social Twitter. "Navalny deve ser libertado imediatamente".

O Governo francês também se associou aos protestos ocidentais e emitiu um comunicado oficial onde considera "inaceitável" a condenação e pede a "libertação imediata" de Navalny.

Ao pronunciar-se sobre a condenação, o Conselho da Europa considerou a decisão "contrária às obrigações internacionais da Rússia em matéria de direitos humanos" e que "desafia toda a credibilidade".

O julgamento "que ordena a detenção de Alexei Navalny desafia toda a credibilidade e transgride as obrigações da Rússia em termos de direitos humanos", considerou Dunja Mijatovic, comissária para os direitos humanos da organização pan-europeia.

RÚSSIA FAZ NOVA AMEAÇA NUCLEAR: KREMLIN ADMITE LANÇAR O MÍSSIL BALÍSTICO INTERCONTINENTAL "SATAN II"

leksey Zhuravlyov, deputado da Duma (câmara baixa do parlamento), fez uma nova ameaça nuclear contra o ocidente. Zhuravlyov foi entrevistado...