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segunda-feira, 14 de junho de 2021

PUTIN ADMITE TROCA DE PRISIONEIROS COM OS EUA


O Presidente russo Vladimir Putin admitiu a possibilidade de uma troca de prisioneiros entre a Rússia e os Estados Unidos, numa entrevista esta segunda-feira difundida pela cadeia norte-americana NBC a dois dias do seu encontro em Genebra com Joe Biden.

"Sim, sim, certamente", respondeu Putin ao jornalista que o questionava sobre uma possibilidade de troca os norte-americanos Paul Whelan e Trevor Reed, detidos na Rússia, e de dois russos presos no Estados Unidos.

Antigo oficial do corpo dos marines (fuzileiros), Paul Whelan era agente dos serviços de segurança de um grupo norte-americano de peças para automóveis quando foi detido em Moscovo em dezembro de 2018, e de seguida condenado a 16 anos de prisão por acusações de espionagem.

Recentemente apelou a Joe Biden para organizar uma troca de prisioneiros para obter a sua libertação, ao indicar durante uma entrevista à cadeia televisiva CNN ser vítima da "diplomacia dos reféns".

Trevor Reed foi por sua vez condenado em julho de 2019 a nove anos de prisão por ter agredido dois polícias russas quando se encontrava alcoolizado.

As famílias dos dois russos detidos nos Estados Unidos, o traficante de armas Viktor Bout e um piloto russo acusado de tráfico de cocaína, Konstantin Iarochenko, também apelaram à sua libertação.

Nas suas declarações, o líder do Kremlin, que na quarta-feira se reúne em cimeira com o seu homólogo dos EUA, Putin também considerou "grotesco" considerar que Moscovo promove uma guerra informática contra os Estados Unidos.

"Fomos acusados de toda a espécie de coisas", em particular "a ingerência nas eleições" ou "os ciberataques", declarou, para sublinhar que "nem uma única vez conseguiram apresentar a menor prova".

Diversas grandes empresas, como o gigante agroalimentar JBS ou o operador do enorme oleoduto norte-americano Colonial Pipeline, foram recentemente alvo de ciberataques atribuídos a grupos de piratas informáticos a partir da Rússia, e que no segundo caso implicou o pagamento de um elevado resgate.

No início de junho, Biden tinha declarado não excluir possíveis represálias contra a Rússia após o ataque informático contra a JBS, e a Casa Branca afirmou que abordaria as inquietações norte-americanas no decurso da cimeira de 16 de junho, a primeira que reúne os dois presidentes.

Questionado sobre o caso de Alexei Navalny, o opositor russo detido e cuja situação tem motivado protestos internacionais, Putin repetiu que "não será mais maltratado que qualquer outro".

"Não temos esse género de hábito, assassinar quem quer que seja", respondeu Putin após ser questionado se ordenou a tentativa de morte de Navalny.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

EUA, REINO UNIDO, ALEMANHA E FRANÇA EXIGEM "LIBERTAÇÃO IMEDIATA" DE NAVALNY


Os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França foram os primeiros países ocidentais a reagir à confirmação da pena de prisão para o opositor russo Alexei Navalny, e exigiram em uníssono a sua "libertação imediata".

Em Washington, a diplomacia dos Estados Unidos manifestou "profunda preocupação" após a condenação de Navalny e apelou à Rússia que garanta a sua libertação "imediata e sem condições".

"Apesar de trabalharmos com a Rússia na defesa dos interesses dos Estados Unidos, vamos coordenar-nos estreitamente com os nossos aliados e parceiros para que a Rússia preste contas por não ter respeitado os direitos dos seus cidadãos", defendeu em comunicado o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

"À semelhança de qualquer cidadão russo, Navalny deve usufruir os direitos garantidos pela Constituição russa", disse.

"Reiteramos o nosso apelo ao Governo russo para que liberte imediatamente e sem condições Navalny e ainda as centenas de outros cidadãos russos injustamente detidos nas últimas semanas por terem simplesmente exercido os seus direitos, nomeadamente o direito à liberdade de expressão e de reunião pacífica", acrescentou.

Um tribunal de Moscovo ordenou a prisão do opositor por mais de dois anos, anulando a pena suspensa de uma precedente condenação, uma decisão de um apelo aos seus apoiantes para voltarem às ruas em sinal de protesto.

A juíza Natalia Repnikova indicou que o crítico do Kremlin deverá cumprir os três anos e meio de prisão da sua pena pronunciada em 2014, menos os meses que passou em prisão domiciliária. O opositor pode apelar da sentença.

Em Londres, o Governo britânico também apelou à "libertação imediata e sem condições" e denunciou uma decisão "perversa" da justiça russa.

"O Reino Unido apela à libertação imediata e sem condições de Alexei Navalny e de todos os manifestantes pacíficos e jornalistas detidos nas duas últimas semanas", declarou em comunicado o chefe da diplomacia Dominic Raab, ao considerar que a decisão "perversa" da justiça russa demonstra que o país não preenche "os compromissos mais elementares aguardados por qualquer membro responsável da comunidade internacional".

Em Berlim, Heiko Maas, ministro dos Negócios Estrangeiros do executivo da chanceler Angela Merkel, também se pronunciou pela "libertação imediata" do opositor e definiu a pena infligida como um "golpe severo" contra o Estado de direito na Rússia.

"O veredito de hoje contra Alexei Navalny é um golpe severo contra as liberdades fundamentais e o Estado de direito na Rússia", declarou Mass na rede social Twitter. "Navalny deve ser libertado imediatamente".

O Governo francês também se associou aos protestos ocidentais e emitiu um comunicado oficial onde considera "inaceitável" a condenação e pede a "libertação imediata" de Navalny.

Ao pronunciar-se sobre a condenação, o Conselho da Europa considerou a decisão "contrária às obrigações internacionais da Rússia em matéria de direitos humanos" e que "desafia toda a credibilidade".

O julgamento "que ordena a detenção de Alexei Navalny desafia toda a credibilidade e transgride as obrigações da Rússia em termos de direitos humanos", considerou Dunja Mijatovic, comissária para os direitos humanos da organização pan-europeia.

INTERVENÇÃO NA PONTE DO FREIXO DURANTE MÊS E MEIO PODE CONDICIONAR TRÂNSITO

A Infraestruturas de Portugal está a proceder à colocação de barreiras de proteção nas laterais da Ponte do Freixo, podendo os trabalhos, co...