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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

GALP: FECHO DA REFINARIA DE MATOSINHOS PÕE EM CAUSA 350 POSTOS DE TRABALHO


A Galp anunciou, esta segunda-feira, que vai concentrar as suas operaçÔes de refinação e desenvolvimentos futuros no complexo de Sines e descontinuar a refinação em Matosinhos a partir do prĂłximo ano.

Ao que a TVI conseguiu apurar, essa decisĂŁo pode pĂŽr em causa 350 postos de trabalho diretos. A refinaria vai ser transformada num centro logĂ­stico, que vai albergar alguns destes trabalhadores, enquanto outros deverĂŁo ser transferidos, atravĂ©s do plano de mobilidade, para o complexo de Sines. Ainda assim, nĂŁo vai ser possĂ­vel salvaguardar todos os trabalhadores. 

Este processo, que tem sido falado durante os Ășltimos 10 anos, foi acelerado devido Ă  pandemia de covid-19, uma vez que o serviço estĂĄ praticamente parado desde o verĂŁo. 

Em comunicado, a Galp disse que as "alteraçÔes estruturais dos padrĂ”es de consumo de produtos petrolĂ­feros motivados pelo contexto regulatĂłrio e pelo contexto covid-19 originaram um impacto significativo nas atividades industriais de ‘downstreaming’ da Galp”, e afirmou que “o aprovisionamento e a distribuição de combustĂ­veis no paĂ­s nĂŁo serĂŁo impactados por esta decisĂŁo”.

Esta reconfiguração “permitirĂĄ uma redução de mais de €90m por ano em custo fixos e investimentos e c.900kt das emissĂ”es de CO2 e (scope 1 e 2) associadas ao sistema atual”.

Recorde-se que no passado dia 11, o Sindicato dos Trabalhadores das IndĂșstrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente (Site-Norte) tinha alertado para a “incerteza” quanto ao futuro da refinaria de Matosinhos, onde a produção de combustĂ­veis estĂĄ suspensa “indeterminadamente” e a monobĂłia desativada.

A Galp disse entretanto aos trabalhadores que a decisĂŁo de descontinuar a refinação em Matosinhos Ă© “complexa e difĂ­cil” e ocorreu “depois de muita ponderação”, mas torna-se “inevitĂĄvel em face da ausĂȘncia de resiliĂȘncia e sustentabilidade” do atual contexto.

É uma decisĂŁo complexa e difĂ­cil que ocorre depois de muita ponderação, mas torna-se inevitĂĄvel em face da ausĂȘncia de resiliĂȘncia e sustentabilidade perante o contexto em que estamos inseridos”, refere a Galp numa nota interna aos trabalhadores, a que a agĂȘncia Lusa teve acesso. 

Segundo a empresa, ao longo dos Ășltimos meses foram desenvolvidos vĂĄrios estudos e testadas alternativas para o desenvolvimento e a adaptação do aparelho refinador aos desafios regulatĂłrios, incluindo fiscais e parafiscais, de mercado e tecnolĂłgicos que emergem do atual contexto.

Analisadas as diversas opçÔes e ponderados os impactos supervenientes, foi decidido concentrar a atividade de refinação na Refinaria de Sines, dando inĂ­cio ao processo de descontinuação das operaçÔes de produção da Refinaria de Matosinhos, mas mantendo a sua atividade enquanto infraestrutura logĂ­stica”, indica. 

Prosseguiremos com o estudo de utilizaçÔes alternativas para a estrutura industrial de Matosinhos assim como concluiremos a avaliação do desenvolvimento de projetos de adaptação de unidades da Refinaria de Sines com vista a aumentar a sua preparação e competitividade futura, incluindo a integração de produção de biocombustĂ­veis avançados”, refere.

Segundo a Galp, a decisĂŁo de encerrar a refinaria de Matosinhos foi, nas Ășltimas dĂ©cadas, equacionada em algumas ocasiĂ”es.

No Ăąmbito do plano de implementação daremos naturalmente prioridade a promover as soluçÔes mais adequadas para as pessoas”, refere a empresa.

Continuaremos a trabalhar em conjunto para encontrar outros caminhos, com realismo e com a consciĂȘncia de que hĂĄ trabalho pela frente, mantendo-se o propĂłsito de continuarmos a desenvolver uma empresa lĂ­der internacional no setor da energia”, conclui.

Governo jĂĄ reagiu, dizendo que a decisĂŁo da Galp "levanta preocupaçÔes" em relação ao destino dos trabalhadores, "exigindo da empresa todo o empenho e sensibilidade social para procurar soluçÔes para o futuro prĂłximo".

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