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quinta-feira, 17 de junho de 2021

VIDEO: DOIS POLICIAIS MILITARES SÃO MORTOS A TIROS DENTRO DE VIATURA


O cabo Helder Augusto Gonçalves Silveira, de 37 anos, e o soldado Sérgio Magalhães Belchior, de 31, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foram assassinados nesta quinta-feira (17), em Nova Iguaçu (RJ). As informações são do jornal Extra.

De acordo com a corporação, os policiais militares estavam dentro de uma viatura quando foram baleados. Os dois foram socorridos para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiram aos ferimentos.

Conforme os agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), as armas dos PMs, um fuzil e uma pistola, foram levadas. Os agentes mortos eram lotados no 24º BPM (Queimados) e estavam cumprindo Regime Adicional de Serviço (RAS) no 20º BPM (Nova Iguaçu) quando foram atacados.

A Polícia Civil vai investigar o caso e uma perícia foi feita no local do crime. Os corpos dos policiais estão no Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu.

Em um comunicado divulgado nas redes sociais, o secretário da PM, coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro Rogério Figueiredo de Lacerda, lamentou a morte dos policiais e pediu para que os suspeitos se entreguem.

“Dou o recado a esses marginais: se entreguem e venham com as armas roubadas. Nós iremos prendê-los. Toda a Polícia Militar estará empenhada atrás de vocês”, disse Figueiredo.

domingo, 9 de maio de 2021

POLÍCIA CIVIL DIVULGA NOME DOS 28 MORTOS EM OPERAÇÃO NO JACAREZINHO


A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou, de forma oficial, os nomes dos mortos na operação na comunidade do Jacarezinho, na zona norte do Rio.

No total, foram 28 óbitos, um a menos do que que havia sido informado anteriormente. A retificação se deve por conta de dois corpos que não estavam identificados no hospital, mas que já tinham sido identificados pela Delegacia de Homicídios.

Além da lista, a Polícia também divulgou o nome de André Leonardo Mello Frias, 48 anos, inspetor policial, que foi morto durante a operação.

Confira a lista com os outros 27 nomes:

  1.  Jonathan Araújo Da Silva
  2.  Jonas Do Carmo Santos
  3.  Márcio Da Silva Bezerra
  4.  Carlos Ivan Avelino Da Costa Junior
  5.  Rômulo Oliveira Lúcio
  6.  Francisco Fábio Dias Araújo Chaves
  7.  Cleyton Da Silva Freitas De Lima
  8.  Natan Oliveira De Almeida
  9.  Maurício Ferreira Da Silva
  10.  Ray Barreiros De Araújo
  11.  Guilherme De Aquino Simões
  12.  Pedro Donato De Sant’ana
  13.  Luiz Augusto Oliveira De Farias
  14.  Isaac Pinheiro De Oliveira
  15.  Richard Gabriel Da Silva Ferreira
  16.  Omar Pereira Da Silva
  17.  Marlon Santana De Araújo
  18.  Bruno Brasil
  19.  Pablo Araújo De Mello
  20.  John Jefferson Mendes Rufino Da Silva
  21.  Wagner Luiz Magalhães Fagundes
  22. Matheus Gomes Dos Santos
  23.  Rodrigo Paula De Barros
  24.  Toni Da Conceição
  25.  Diogo Barbosa Gomes
  26.  Caio Da Silva Figueiredo
  27.  Evandro Da Silva Santos

sexta-feira, 7 de maio de 2021

BANHO DE SANGUE: 200 POLÍCIAS ENTRAM NA FAVELA E EXECUTAM 24 "SUSPEITOS". UM POLÍCIA MORTO


O que correu mal na operação da Polícia Civil do Rio desta quinta-feira que deixou cadáveres espalhados pelas ruas do Jacarezinho? TV tabloide diz que devia haver mais operações assim. Ativistas clamam "massacre" e "extermínio". É a operação mais sangrenta deste século na "cidade maravilhosa".

Cadáveres de homens jovens cobertos de sangue, caídos e espalhados pelas vielas estreitas da favela; outros corpos baleados e tombados na margem do rio poluído que dá nome ao Jacarezinho; o corpo sem vida de um adolescente sentado numa cadeira de jardim de plástico roxa, a boca descaída e um dedo cortado metido dentro da boca aberta.

São imagens de horror real e estão a correr o mundo e a internet, disseminadas como um vírus ativo de raiva e repulsão pelos populares: pelo menos 25 pessoas morreram esta quinta-feira na Favela do Jacarezinho, bairro municipal da zona norte do Rio de Janeiro, Brasil, após um batalhão de 200 polícias fortemente armados , carros blindados, armamento de guerra, tiros de fuzis disparados de helicóptero, ter invadido aquela que é uma das maiores e mais violentas favelas do Brasil.

No Jacarezinho vivem mais de 60 mil pessoas concentradas em 40 hectares urbanos decadentes de terreno pejado de edifícios incompletos de tijolo cru e folhas de chapa em sobrelotação.

Apenas a 20 minutos de carro da praia do Leblon e do bilhete-postal do calçadão turístico do Rio, o Jacarezinho alberga dezenas de milhares de brasileiros da classe operária e é considerado desde os anos 80 bastião de uma das organizações criminosas mais perigosas do Brasil, o Comando Vermelho.


Um polícia e 24 suspeitos executados

Um polícia foi assassinado, as autoridades dizem ter sido executado com um tiro direto na cabeça, e os outros 24 mortos são na maioria de homens jovens, ou mesmo adolescentes. Eram considerados "suspeitos" pela Polícia Civil, que desencadeou a operação em conjunto com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e que tinha por alvo "os traficantes do Comando Vermelho", que recrutam menores para o narcotráfico e o crime, segundo alegações policiais.

A autoridade não deu provas dos crimes levados a cabo pelos "suspeitos" que foram executados no local. As suas identidades não foram reveladas. Não foi formada acusação judicial.

Polícia tinha 45 anos

A Polícia Civil confirmou já que o polícia morto é André Leonardo de Mello Frias, de 45 anos, inspetor do DCOD, Delegacia de Combate às Drogas.

Segundo a Polícia Civil, as ruas estreitas do Jacarezinho estavam bloqueadas em vários pontos de acesso com grades blocos de cimento e pedaços de trilhos metálicos amontoados, que pretendiam evitar a entrada dos carros blindados. Por disso, os policiais tiveram que descer várias vezes dos veículos para retirarem à mão os obstáculos. Foi num desses momentos que o inspetor terá sido baleado na cabeça, morrendo no local.

Na operação houve ainda outras pessoas feridas. Pelo menos dois passageiros de um autocarro foram atingidos, um por uma bala perdida e outro por estilhaços de vidros, mas sobreviveram e não correrão perigo de vida.

Operação mais sangrenta em décadas

Esta operação policial é já considerada a "mais sangrenta" e "mais mortal de sempre" na história do Rio de Janeiro, superando o terror do massacre de Vigário Geral, em 1993, no qual 21 pessoas foram mortas aos tiros quando a polícia invadiu uma outra favela a norte do Jacarezinho.

Supera também a batida policial de 2007, a operação mais mortal do Rio que ocorreu em 2007, na comunidade do Complexo do Alemão, quando 19 pessoas perderam a vida durante um varrimento de polícia armada.


Foi um extermínio, gritam os ativistas

"É inacreditável, é desprezível, é verdadeiramente horrível", disse Pablo Nunes, investigador do Centro de Estudos de Segurança Pública e Cidadania do Rio, citado pelo jornal "Globo".

"Isto foi um extermínio, não há outra forma de o dizer", comentou Pedro Paulo Silva. "Foi um massacre".

"Nunca vi tanto derramamento de sangue. Foi uma carnificina completa", disse por seu lado Joel Costa, advogado e ativista de direitos humanos natural do Jacarezinho, que está a partilhar imagens perturbadoras do ataque.

"Hoje [ontem, 6 de maio] foi assustador até para nós que trabalhamos com segurança pública", disse ainda. "Perante isto, a única conclusão que você pode tirar é que nas favelas não há democracia. Os suspeitos de crimes devem ser presos e julgados e não executados pela polícia nas ruas".

TV tabloide quer mais sangue

Por outro lado, a Imprensa tabloide está a dar voz a certos comentadores populares que defendem ações mais musculadas da autoridade.

"Seria ótimo se a polícia pudesse lançar duas operações como essa todos os dias para libertar o Rio de Janeiro dos traficantes, ou pelo menos reduzir seu poder", disse taxativamente o apresentador do programa de TV "Balanço Geral", que considerou ainda a morte de 24 "suspeitos" como "um ataque "cirúrgico".

"Isto não é tolerado em lado nenhum"

Para o cientista político Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, ações violentas como esta, empreendidas pelas forças policiais, não seriam toleradas em nenhum lugar do mundo democrático.

"Só no Brasil é que o cumprimento de mandados de prisão termina com 25 mortos e ainda é chamado de 'operação policial'", diz. "Estas operações não ocorrem sequer noutros Estados do Brasil. Mas, no Rio, acontecem com toda a frequência e passam em branco: a Justiça não pune ninguém. A impunidade é uma certeza e alimenta o comportamento violento da polícia", afirmou o especialista à BBC Brasil.


Polícia justifica-se

Perante a pressão da opinião pública, a Polícia Civil já foi obrigada a dar mais explicações, afirmando ter entrado no Jacarezinho após receber denúncias de que os traficantes locais estariam a aliciar crianças e adolescentes para a prática de ações criminosas.

Segundo um comunicado, a polícia identificou, através de trabalho de investigação e de vigilância autorizadas pela Justiça, 21 integrantes da quadrilha do Comando Vermelho que controla todo o território da famosa favela.

"Foi possível caracterizar a associação dessas pessoas com a organização criminosa que domina a região, onde foi montada uma estrutura típica de guerra provida de centenas de 'soldados' munidos com fuzis, pistolas, granadas, coletes balísticos, roupas camufladas e todo tipo de acessórios militares", disse a corporação do Rio.

Polícia matou 797 pessoas em 9 meses

A polémica e trágica operação desta quinta-feira, que a polícia diz ter tido como objetivo "evitar que crianças e adolescentes sejam atraídos para o mundo do crime", ocorreu apesar de uma ordem do Supremo Tribunal brasileiro de junho de 2020 que impedia incursões policiais durante a pandemia do coronavírus.

O número de operações policiais nas favelas foi desde então reduzido, mas voltou a aumentar desde outubro, relata o correspondente do jornal inglês "The Guardian".

Números divulgados recentemente mostram que a polícia brasileira matou 797 pessoas no estado do Rio no espaço de nove meses, entre junho de 2020 e março de 2021, a grande maioria no centro urbano ou nos arredores metropolitanos.

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