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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

SOCIEDADE DE ONCOLOGIA ALERTA QUE "O CANCRO NÃO ESPERA EM CASA"


De acordo com a SPO, o impacto da pandemia causou uma quebra de 60 a 80% dos novos diagnósticos de cancro.

A Sociedade Portuguesa de Oncologia alerta os doentes para a importância de não ficarem em casa, por medo da pandemia, lembrando que os hospitais são seguros e que é importante manter o contacto para não atrasar diagnósticos.

A campanha "O Cancro não Espera em Casa", da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), pretende lembrar a importância do diagnóstico atempado e do acompanhamento dos doentes oncológicos, insistindo que o doente não pode deixar de procurar ajuda médica, mesmo em tempo de pandemia e com um novo confinamento, que hoje começou.

"A campanha pretende sensibilizar a população para estar atenta a sintomas que possam estar relacionados com o diagnóstico de cancro, para as pessoas não deixarem de procurar ajuda médica", afirma a presidente da SPO, Ana Raimundo, sublinhando que, se for preciso fazer um diagnóstico, ele deve ser feito "o mais precocemente possível", evitando fases mais avançadas da doença.

"O CANCRO MATA MAIS DO QUE A COVID-19"

Ana Raimundo, presidente da SPO, explicou à Edição da Manhã da SIC Notícias que a diminuição de diagnósticos estão relacionados com a “redução da procura, por parte dos doentes, de cuidados médicos por receio de contrair a infeção de covid-19" e com a "capacidade diminuída de resposta do sistema de saúde”. Este atraso nos diagnósticos poderá ter impacto no futuro.

“É necessário estabelecer prioridades, estar atento e relembrarmos que apesar de estarmos preocupados com a covid-19, as outras doenças não desapareceram. Estão aí, também matam e o cancro mata mais do que a covid-19. Não tem um impacto imediato como tem a covid-19, mas nos próximos meses, nos próximos anos irá sentir-se o impacto deste atraso nos diagnósticos, do atraso no caso do início dos tratamentos”, sublinha.

Em declarações à agência Lusa no dia em que arrancou um novo confinamento imposto pelo Governo, Ana Raimundo afirma: "Parece um contrassenso [dizer para a pessoa não ficar em casa] mas na realidade não é. É nas fases mais difíceis que não nos podemos esquecer que existem outras doenças [além da covid-19]".

A especialista lembra os efeitos que o primeiro confinamento, no ano passado, teve nestes e noutros doentes, com os rastreios a ficarem suspensos, a maioria das consultas nos centros de saúde a fechar e as consultas de especialidade nos hospitais a diminuírem, o que levou a "uma quebra muito acentuada nos novos diagnósticos".

De acordo com a SPO, o impacto da pandemia causou uma quebra de 60 a 80% dos novos diagnósticos de cancro e, segundo estimativas da Liga Portuguesa Contra o Cancro, mais de mil cancros da mama, do colo do útero, colorretal e de outros tipos ficaram por diagnosticar em 2020, devido à redução dos rastreios por causa da covid-19.

Reconhecendo que a covid-19 representa um risco acrescido, uma vez que os doentes oncológicos são imunodeprimidos pela doença e pelo tratamento e que isso se reflete no acesso às consultas e aos tratamentos, Ana Raimundo sublinha: "o que tinha de ser feito para tornar o percurso dos doentes [no hospital] mais seguro foi feito e os serviços reorganizaram-se".

"Depende do sistema de saúde, mas também das populações", frisa a especialista, insistindo que os hospitais são locais seguros.

A presidente da SPO diz que se observou uma recuperação de diagnósticos no final do ano passado, a partir de setembro/outubro", e explica: "Agora estamos numa terceira fase e vamos ter novamente limitações em termos de consultas e meios com diagnóstico. Esta campanha destina-se exatamente a lembrar que as outras doenças [além da covid-19] continuam e não podem ser esquecidas".

"Tendo em atenção a capacidade de resposta e as prioridades, temos de fazer algo para diagnosticar o mais rápido possível", afirmou a responsável, sublinhando que é preciso continuar a encontrar alternativas e mecanismos de resposta a estes doentes.

A especialista considera que, neste momento, as situações mais complicadas estão nos centros de saúde, porque muitos médicos de medicina geral e familiar estão com tarefas ligadas aos rastreios epidemiológicos da covid-19, e nas cirurgias, pois em muitos casos implicam o recurso a camas de cuidados intensivos e equipas e o sistema está sobrecarregado.

Um despacho da ministra da Saúde enviado na quarta-feira para os hospitais decretou a suspensão da atividade não urgente e o adiamento da atividade cirúrgica programada de prioridade normal ou prioritária, desde que não implique risco para o doente, mas o documento não se aplica a hospitais como o Instituto Português de Oncologia.

Na primeira semana de 2021 foi atingido o número máximo de internamentos por covid-19 nas instituições do Serviço Nacional de Saúde desde o início da pandemia.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

SERÁ ESTE O CAMINHO PARA SALVAR MILHÕES DE VIDAS?

 


Uma investigação divulgada na segunda-feira na publicação científica PNAS, indica ser possível transformar veneno de uma vespa num antibiótico sintético capaz de combater bactérias multirresistentes. O tratamento já foi testado em ratos e o próximo passo são os testes clínicos em humanos.

O investigador espanhol César de la Fuente e a sua equipa transformaram as moléculas do veneno para que não sejam tóxicas para os humanos e para que se assemelhem aos melhores antibióticos utilizados hoje em dia, abrindo caminho para curar centenas de doenças infecciosas.

“Para vos dar uma ideia da eficácia, com o nosso antibiótico 80% dos ratos sobreviveram a uma infeção letal. Sem tratamento, teriam todos morrido no espaço de uma semana”, explicou ao El País.

Os dados da Organização Mundial da Saúde apontam para que em 2050, 10 milhões de pessoas morrerão todos os anos de infeções intratáveis. Estima-se que a resistência aos antibióticos seja, daqui a 30 anos, a principal causa de morte da população mundial.

Para enfrentar o problema, o cientista responsável pela recente investigação explica ser urgente criar novos antibióticos.

“Temos usado antibióticos numa escala massiva e agora as bactéricas estão a tornar-se resistentes. Os antibióticos que usamos hoje em dia já não funcionam muito bem”, alerta.

Para César de la Fuente, uma possível solução será o veneno da Vespula lewisii, que até então não tinha sido considerado por ser “demasiado tóxico”. Para explicar como manipulam as moléculas do veneno, o investigador compara-o a brincar com Legos: eliminando, reposicionando ou adicionando aminoácidos.

Apesar dos resultados, José Miguel Cisneros, responsável pelo Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha, aponta uma falha no estudo.

“Teria sido mais interessante comparar a eficácia do antibiótico contra bactérias que já sabemos terem criado resistência”, diz, alertando que no estudo foram usadas duas bactérias - Escherichia coli e Staphylococcus aureus – que não são completamente resistentes aos antibióticos atuais.

O próximo passo da investigação será fazer estas experiências, diz De la Fuente, e mais tarde avançar com os testes clínicos em humanos.

“Queremos testá-lo em pacientes. Sabemos que é um processo longo, mas não queremos desviar-nos do caminho. O nosso objetivo é salvar milhões de vidas”.

domingo, 4 de outubro de 2020

AUSTRALIANA SOFRIA DE ENXAQUECAS E MÉDICOS DESCOBREM LARVAS NO CÉREBRO

 



Durante anos a mulher queixava-se das dores.

Uma mulher australiana descobriu que tinha larvas de ténia no cérebro depois de sofrer com enxaquecas durante mais de uma semana seguida. De acordo com um estudo publicado no final de setembro, as dores eram provocadas pelas larvas que ocupavam espaço no seu cérebro.

A jovem de 25 anos, que nunca tinha viajado para fora do país, é o primeiro caso originário da doença na Austrália. O país já tinha registado casos, mas todos de indivíduos que viajaram para a África, Ásia ou América Latina.

Nos últimos sete anos, a australiana queixava-se de enxaquecas uma ou duas vezes por mês, que desapareciam após fazer medicação. Mas o último episódio durou mais de uma semana e incluía sintomas mais extremos como perturbações visuais. 

Uma ressonância magnética do cérebro levou os médicos a acreditarem que se tratava de um tumor, mas depois da cirurgia para remover a lesão, descobriram que afinal se tratava de um quisto cheio de larvas.

A NEUROCISTICERCOSE, UMA DOENÇA FATAL

Esta condição médica é conhecida como neurocisticercose, uma infeção do sistema nervoso central provocada pelas larvas de ténia, e que pode desenvolver-se ao consumir carne de porco crua ou ao ingerir alimentos contaminados. Ã‰ uma doença fatal.

VACINA: EFEITOS SECUNDÁRIOS "INCAPACITANTES" COLOCAM DEZ ENFERMEIROS DE BAIXA

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros recebeu uma dezena de relatos de enfermeiros a quem foi administrada ontem, quarta-feir...