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quinta-feira, 15 de abril de 2021

BOTAS DE BORRACHA SALVARAM PASTOR QUE VIU REBANHO DIZIMADO POR RAIO


Dario Lima, de Arcos de Valdevez, sobreviveu porque tinha botas de borracha. Perdeu 68 cabras e cabritos.

Maria da Graça e Dario Lima, pastores de Gondoriz, Arcos de Valdevez, fizeram 33 anos de casados a 9 de abril, data que, se até agora merecia comemoração, tornou-se motivo de desgosto: foi quando um raio lhes matou 68 cabras.

Dario andava na serra com o rebanho e falava ao telemóvel quando sentiu uma forte trovoada. Viu cair fulminadas 68 das suas cerca de 320 cabeças de gado caprino de raça bravia. Salvaram-no de morrer eletrocutado as botas de borracha. O que consola o casal de pastores, que tem três filhos, é a onda de apoio e promessas de ajuda financeira.

Após ter corrido a notícia da mortandade, já se disponibilizaram para ajudar a Ordem dos Médicos Veterinários (com angariação de fundos), a Câmara (apoio e conta solidária) e o Ministério da Agricultura. A despesa da remoção dos cadáveres foi a tutela que pagou.

"Ando triste, porque vejo o rebanho mais pequeno. Queria comprar, pelo menos, as de raça que perdi. Há um pastor de Melgaço que diz que me vende 35", conta Dario, que completa 57 anos na segunda-feira. "Toda a gente tem sido nossa amiga. Não esperava este desastre nem que ia ser apoiado", afirma, contente.

A mulher ainda está impressionada. "O Dario diz que as cabras nem borregaram (gritaram) e ele se não tem as botas de borracha era atingido e também ia. Um antigo presidente da Junta pôs-lhe a mão no ombro e disse-lhe: "tiveste sorte, meu filho. Se não tens as botas, já estavas debaixo da terra"", comenta.

Maria da Graça e Dario andam na pastorícia desde crianças. Conheceram-se na escola primária e nunca tiveram outro trabalho. Começaram a namorar em 1987, na festa da Senhora da Guia. Casaram no ano seguinte. "Quando ele não pode, vou eu. Na sexta-feira, até era para ir eu, mas estava um bocado mal da cabeça e foi ele. Se fosse, morria com o susto", recorda.

Martírio

O dia que havia de ser de festa tornou-se um martírio. "Fazíamos 33 anos de casamento. Uma vizinha queria oferecer-nos um bolo e de manhã disse-lhe para não trazer. Ainda bem, porque nem lhe íamos tocar", contou Maria da Graça.

Além das 68 cabras que morreram, quatro ficaram combalidas e várias crias ficaram sem mãe e outras sem crias. "No dia a seguir dava dó ouvi-las a borregar. Os animais sentem", conclui.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

MERCADONA DOOU 80 TONELADAS DE COMIDA


A Mercadona doou 80 toneladas de alimentos a instituições das zonas onde tem lojas. Umas das entidades apoiadas foi o Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, onde os pedidos de ajuda dispararam.

Há cada vez mais famílias e instituições a bater à porta do Banco Alimentar Contra a Fome. A pandemia agudizou as dificuldades e, no Porto, os pedidos de ajuda dispararam. No distrito, o apoio chega a 300 instituições, abrangendo 60 mil pessoas carenciadas. Só neste ano, a instituição registou mais de 550 novos pedidos individuais por alimentos, "um aumento considerável" face às 60 solicitações do ano passado.

Sem as habituais campanhas de recolha nos supermercados, o Banco Alimentar tem procurado novas formas para angariar alimentos, designadamente junto de empresas. Nesta segunda-feira, foi uma das instituições de solidariedade social a receber parte das 80 toneladas de alimentos doados pela Mercadona. Os bens de primeira necessidade foram ainda entregues nos bancos alimentares de Aveiro, Braga e Viana do Castelo, onde a cadeia de hipermercados tem loja aberta, bem como na Cáritas e na Cruz Vermelha Portuguesa. Até ao momento, a Mercadona já doou mais de 900 toneladas de alimentos a instituições.

"Devido à relação que temos com as instituições, fomos sabendo que havia falta de alimentos para preparar os cabazes. Aliado também à situação atual que vivemos, em que o número de famílias que procuram apoio também está a aumentar, a Mercadona acabou por decidir fazer esta doação especial", explicou Joana Ribeiro, diretora de relações externas da empresa no distrito do Porto, sublinhando que os produtos doados não resultam de excedentes, mas de compras adicionais aos fornecedores.

"A Mercadona tem uma relação muito próxima com as entidades de cariz social. O nosso objetivo é, através das instituições, chegar a milhares de famílias", acrescentou Joana Soares.

Dos cabazes descarregados no Banco Alimentar do Porto, um seguiu rumo a Santo Tirso para encher a despensa da Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente. Na carrinha, entre outros produtos, acomodaram-se bolachas, leite, açúcar, massa, conservas e enlatados. "É uma excelente ajuda", referiu Fernando Vale, diretor executivo da instituição.

Com cerca de 90 utentes, nas famílias também se têm sentido os efeitos da pandemia. "Há famílias que viram a sua situação degradar-se neste último período e, com os contributos que temos, tentamos também ser um apoio", contou Fernando Vale, admitindo que alguns agregados "têm dificuldades no pagamento das suas responsabilidades".

De acordo com António Serôdio, diretor do Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, até ao final desta semana está em curso a campanha "Partilhar o Natal com o Banco Alimentar do Porto", que desafia empresas, escolas, escuteiros e voluntários a recolher e doar alimentos. O objetivo é tentar igualar as 320 toneladas de bens recolhidas na campanha de dezembro do ano passado para continuar a apoiar as famílias carenciadas do distrito.

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