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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

MERCADONA DOOU 80 TONELADAS DE COMIDA


A Mercadona doou 80 toneladas de alimentos a instituiçÔes das zonas onde tem lojas. Umas das entidades apoiadas foi o Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, onde os pedidos de ajuda dispararam.

HĂĄ cada vez mais famĂ­lias e instituiçÔes a bater Ă  porta do Banco Alimentar Contra a Fome. A pandemia agudizou as dificuldades e, no Porto, os pedidos de ajuda dispararam. No distrito, o apoio chega a 300 instituiçÔes, abrangendo 60 mil pessoas carenciadas. SĂł neste ano, a instituição registou mais de 550 novos pedidos individuais por alimentos, "um aumento considerĂĄvel" face Ă s 60 solicitaçÔes do ano passado.

Sem as habituais campanhas de recolha nos supermercados, o Banco Alimentar tem procurado novas formas para angariar alimentos, designadamente junto de empresas. Nesta segunda-feira, foi uma das instituiçÔes de solidariedade social a receber parte das 80 toneladas de alimentos doados pela Mercadona. Os bens de primeira necessidade foram ainda entregues nos bancos alimentares de Aveiro, Braga e Viana do Castelo, onde a cadeia de hipermercados tem loja aberta, bem como na CĂĄritas e na Cruz Vermelha Portuguesa. AtĂ© ao momento, a Mercadona jĂĄ doou mais de 900 toneladas de alimentos a instituiçÔes.

"Devido Ă  relação que temos com as instituiçÔes, fomos sabendo que havia falta de alimentos para preparar os cabazes. Aliado tambĂ©m Ă  situação atual que vivemos, em que o nĂșmero de famĂ­lias que procuram apoio tambĂ©m estĂĄ a aumentar, a Mercadona acabou por decidir fazer esta doação especial", explicou Joana Ribeiro, diretora de relaçÔes externas da empresa no distrito do Porto, sublinhando que os produtos doados nĂŁo resultam de excedentes, mas de compras adicionais aos fornecedores.

"A Mercadona tem uma relação muito prĂłxima com as entidades de cariz social. O nosso objetivo Ă©, atravĂ©s das instituiçÔes, chegar a milhares de famĂ­lias", acrescentou Joana Soares.

Dos cabazes descarregados no Banco Alimentar do Porto, um seguiu rumo a Santo Tirso para encher a despensa da Cooperativa de Apoio Ă  Integração do Deficiente. Na carrinha, entre outros produtos, acomodaram-se bolachas, leite, açĂșcar, massa, conservas e enlatados. "É uma excelente ajuda", referiu Fernando Vale, diretor executivo da instituição.

Com cerca de 90 utentes, nas famĂ­lias tambĂ©m se tĂȘm sentido os efeitos da pandemia. "HĂĄ famĂ­lias que viram a sua situação degradar-se neste Ășltimo perĂ­odo e, com os contributos que temos, tentamos tambĂ©m ser um apoio", contou Fernando Vale, admitindo que alguns agregados "tĂȘm dificuldades no pagamento das suas responsabilidades".

De acordo com AntĂłnio SerĂŽdio, diretor do Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, atĂ© ao final desta semana estĂĄ em curso a campanha "Partilhar o Natal com o Banco Alimentar do Porto", que desafia empresas, escolas, escuteiros e voluntĂĄrios a recolher e doar alimentos. O objetivo Ă© tentar igualar as 320 toneladas de bens recolhidas na campanha de dezembro do ano passado para continuar a apoiar as famĂ­lias carenciadas do distrito.

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