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domingo, 18 de julho de 2021

CARTÃO AMARELO PARA MARCELO. COSTA QUASE NO VERMELHO


Popularidade dos dois líderes políticos caiu a pique neste mês. Mas, enquanto o presidente se aguenta com um saldo positivo de 37 pontos, o primeiro-ministro fica-se por apenas seis, revela sondagem da Aximage.

É um verdadeiro cartão amarelo o que é mostrado, este mês, a Marcelo Rebelo de Sousa. Mas é ainda pior para António Costa, que se aproxima do vermelho. De acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, a popularidade dos dois líderes cai a pique e o primeiro-ministro tem agora escassos seis pontos de saldo positivo (diferença entre avaliações positivas e negativas). Este mês, a queda do presidente foi mais acentuada, mas o facto de partir de um patamar muito elevado permite-lhe manter um generoso saldo positivo de 37 pontos.

O último mês e meio foi crítico na avaliação dos portugueses aos dois políticos (mas também para os que estão na Oposição). A sondagem não faz perguntas sobre as razões para a desilusão dos portugueses, mas o calendário dá pistas suficientes. Se, no início de junho, o Governo ainda mostrava surpresa com o alerta britânico para a variante delta, um mês e meio depois o país está em plena quarta vaga da pandemia.

Ao contrário de crises anteriores, faltou sintonia entre Costa e Marcelo. As divergências foram públicas, com o presidente a pedir uma abordagem menos "fundamentalista" e a recusar o regresso ao estado de emergência; e o primeiro-ministro a manter a rigidez de critérios, mas a ser atingido, mesmo assim, com os estilhaços da desconfiança que foram chegando do Reino Unido, Espanha, Alemanha e França.

SENIORES MUITO CRÍTICOS

O resultado final, para ambos, é uma queda sem precedentes, em todos os parâmetros, desde julho do ano passado (altura em que se iniciou esta série de barómetros). No caso do primeiro-ministro, a queda já se iniciara em maio, acumulando uma perda de 18 pontos nas avaliações positivas (são agora 41%) e uma subida de 16 pontos nas negativas (35%). O desgaste do seu Governo e a recorrente discussão sobre a necessidade de fazer uma remodelação (ver texto ao lado) ajudará a explicar o momento negativo.

A quebra reflete-se em todos os segmentos da amostra, mas há alguns que se destacam. Até abril, os mais velhos foram sempre uma das âncoras da popularidade do primeiro-ministro. Desde então, regista-se uma deserção em massa dos seniores, ao ponto de serem agora os mais descontentes: na população com 65 ou mais anos, o saldo de Costa é agora negativo. Em termos regionais, o primeiro-ministro já só tem o benefício da dúvida em Lisboa e no Centro. Na região Norte, no Porto e no Sul, o saldo também já é negativo. Na geografia partidária, o saldo positivo limita-se agora aos eleitores dos partidos à Esquerda.

PATAMAR ERA ELEVADO

A situação do presidente da República é diferente: caiu mais do que o primeiro-ministro este mês, mas partia de um patamar muito superior e continua, por isso, a ter uma popularidade sem paralelo. Perdeu 15 pontos de maio para julho nas avaliações positivas (tem agora 55%) e subiu oito nas negativas (18%), o que resulta num saldo positivo de 37 pontos (quase igual ao de julho do ano passado, no arranque dos barómetros).

Marcelo também foi castigado pelos mais velhos (baixa 29 pontos nas avaliações positivas), mas há uma diferença fundamental em relação a Costa: entre os inquiridos com 65 anos ou mais, o presidente ainda tem um saldo positivo de 41 pontos. A exemplo do primeiro-ministro, os piores resultados são nas regiões Norte e Sul e no Porto, mas com saldo positivo. Na geografia partidária, continuam a ser os socialistas os mais generosos (apesar da quebra), mas passa a ter saldo negativo entre quem vota CDU e Chega.

Números

73%

Cresce a percentagem dos que pedem mais exigência do presidente sobre o Governo, com mais cinco pontos do que em maio. Esta exigência é maioritária em todos os segmentos, incluindo os socialistas (51%).

51%

Sem surpresa, Marcelo continua a liderar no "jogo" da confiança, ainda que perca um ponto relativamente a maio. Costa sobe dois para 14%. A maior diferença continua a ser no eleitorado PSD, com vantagem para Marcelo (76%).

domingo, 11 de abril de 2021

MAIS DE METADE DOS PORTUGUESES NÃO TENCIONA FAZER FÉRIAS


Entre aqueles que afirmam o contrário, a maioria vai gozá-las em Portugal numa casa alugada, hotel ou segunda residência e prevê gastar tanto como no ano passado.

Mais de 50% da população portuguesa não tenciona fazer férias este ano - é, sobretudo, no Norte e na Área Metropolitana do Porto (AMP) que essa tendência se verifica com valores acima da média nacional. A sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF revela também que, entre aqueles que planeiam fazer férias, a grande maioria vai gozá-las dentro das fronteiras nacionais (90%) e estima realizar os mesmos gastos do que no ano passado (64%).

Num tempo em que a pandemia condiciona fortemente a mobilidade, não espanta que apenas 5% dos inquiridos pretendam viajar para o estrangeiro durante o descanso anual.

O mesmo princípio de prudência observa-se nas despesas previstas para o verão. Dos 48% que tencionam fazer férias, só 11% admitem gastar mais do que no ano passado, valor que sobe para 21% quando se consideram aqueles que admitem despender uma quantia menor. É no Centro, na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e no Sul e ilhas que cerca de um quarto das pessoas pretende poupar face a 2020, enquanto no Norte 21% pensam gastar mais, quase o dobro ou mesmo o triplo em relação às outras regiões.

O estudo conclui que, dos 43% que farão férias no país, a maior parte vai fazê-lo em casa alugada (24%), num hotel (23%) ou em segunda residência (19%). É interessante verificar que é sobretudo no Norte (43%) e na AMP (23%) que vive quem escolhe uma unidade hoteleira para o descanso.

44% a perder rendimento

Nestas circunstâncias tão incertas, 52% dos habitantes da Grande Lisboa pensam tirar férias, percentagem igual ao do total nacional. Já o Norte (59%) e a AMP (55%) encontram-se acima da tendência nacional dos que não tencionam fazê-lo, tal como as pessoas com 65 ou mais anos (59%).

A sondagem debruça-se, também, sobre o impacto da crise sanitária nos rendimentos, que se cruza com os planos dos portugueses para este verão. Os dados apurados indicam que 44% dos inquiridos declararam ter tido quebra nos seus rendimentos, sendo que a AML está claramente acima da média (50%). São mais os homens (47%) do que as mulheres (42%) que afirmaram ter visto os rendimentos afetados e provêm, sobretudo, do grupo etário entre os 35 e 49 anos.

Em relação ao nível de poupança, manteve-se para 70% daqueles que não perderam dinheiro. Dos 30% que afirmaram o contrário, o Grande Porto apresenta um desempenho assinalável (43%) e a AML também se destacou (32%). Ou seja, foi nos dois maiores centros urbanos onde se pôs mais dinheiro de lado.

As outras regiões ficaram abaixo da média nacional, sendo de sublinhar que a população mais jovem, entre os 18 e os 34 anos, foi a que mais se empenhou em poupar (49%).

A sondagem da Aximage avalia, ainda, o comportamento face a uma despesa ou compra de valor importante: 56% responderam que não a adiaram. Dos 44% que tomaram decisão contrária, esses deixaram de adquirir equipamentos para o lar e a viagem de férias.

Ainda assim, uma percentagem significativa (40%) espera concretizar essa despesa importante até ao final deste ano.

Classes baixas adiaram menos compras avultadas

A decisão de adiar uma despesa avultada afetou menos a classe D (63%), a mais vulnerável, e as pessoas com 65 ou mais anos (86%). Foi na Área Metropolitana de Lisboa que a maior percentagem de inquiridos declarou ter tido quebras nos rendimentos (50%) e afirmou ter adiado esse gasto (51%). Foi também nesta zona do país que menos pessoas disseram ter condições para fazer, ainda em 2021, esse gasto importante (39%).

VÍDEO: EXPLOSÃO EM PARQUE INDUSTRIAL NA ALEMANHA CAUSA UM MORTO E 16 FERIDOS

Pelo menos uma pessoa morreu, 16 ficaram feridas e cinco estão desaparecidas depois de uma explosão que ocorreu esta terça-feira num parque ...