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terça-feira, 7 de setembro de 2021

NOVO MINISTRO AFEGÃO PROCURADO PELOS EUA. FBI OFERECE QUATRO MILHÕES DE EUROS


O nomeado ministro do Interior do Afeganistão, Sirajuddin Haqqani, é procurado pelos EUA, que oferecem uma recompensa de cinco milhões de dólares (cerca de 4,22 milhões de euros) pela sua captura.

Haqqani, na lista dos mais procurados pelo FBI, acredita-se que ainda mantém pelo menos um refém americano, segundo a agência Associated Press. O futuro ministro talibã chefiou a rede Haqqani, a quem são atribuídos muitos ataques mortais e raptos.

Os talibãs anunciaram, esta terça-feira, um Governo provisório, composto na totalidade por homens, horas depois de dispararem armas para dispersarem manifestantes na capital, Cabul, e de prenderem vários jornalistas. No Governo nomeado juntam-se vários veteranos extremistas dos anos 1990 e da guerra de cerca de vinte anos contra a coligação liderada pelos EUA.

Mohammad Hassan Akhund vai assumir a chefia do novo Governo afegão, anunciou, esta terça-feira, o principal porta-voz dos talibãs, mais de três semanas depois da tomada do poder pelo movimento extremista islâmico. O cofundador dos talibãs, Abdul Ghani Baradar, será o número dois do novo executivo, precisou Zabihullah Mujahid, numa conferência de imprensa em Cabul.

Segundo a agência Associated Press, o mullah Hassan Akhund chefiou o Governo dos talibãs durante os últimos anos do seu anterior regime (1996-2001) e o mullah (designação dada a um muçulmano, educado na teologia islâmica e na lei sagrada) Baradar, que liderou as negociações com os EUA e assinou o acordo para a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, é um dos seus dois adjuntos.

O porta-voz anunciou ainda a nomeação do mullah Yaqub (filho do 'mullah' Omar, fundador do movimento e chefe de Estado de facto do Afeganistão durante o anterior regime) para ministro da Defesa e de Sirajuddin Haqqani (líder da rede Haqqani, grupo de guerrilheiros ligado à Al-Qaeda, encarregado da segurança em Cabul) para o Interior. Amir Khan Muttaqi, negociador dos talibãs em Doha, chefiará o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Após quase duas décadas de presença de forças militares norte-americanas e da NATO, os talibãs tomaram o poder em Cabul a 15 de agosto, culminando uma rápida ofensiva que os levou a controlar as capitais de 33 das 34 províncias afegãs em apenas dez dias.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

CÂMARA DE LISBOA DISPONÍVEL PARA RECEBER REFUGIADOS AFEGÃOS


A Câmara de Lisboa manifestou, estas segunda-feira, disponibilidade "logística e financeira" para receber refugiados afegãos, no âmbito da operação da União Europeia e da NATO para proteger cidadãos no Afeganistão.

Em comunicado, a autarquia lisboeta refere que já manifestou junto do Governo e ao presidente do Conselho de Representantes da Rede Internacional de Cidades Refúgio "total disponibilidade logística e financeira para a colaboração nestes esforços de apoio ao povo afegão, no contexto de uma resposta europeia que deve ser um exemplo de solidariedade e humanismo".

"Esta situação responsabiliza-nos a todos a agir e a tomar medidas para defender aqueles que lutam em todo o mundo pela democracia e pela liberdade, no sentido de convocar todas as ações possíveis para apoiar os afegãos que no seu país apenas encontram um clima de medo e repressão e que procuram uma vida melhor", realça a Câmara de Lisboa, liderada pelo socialista Fernando Medina.

Na nota de imprensa, a autarquia salienta ainda que "Lisboa é uma cidade comprometida com a defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão em todos os cantos do mundo", considerando "chocantes" as imagens de Cabul, "onde os talibãs estão a retomar o poder".

"Causa especial preocupação a situação das mulheres afegãs, neste novo quadro, e com caráter de especial urgência daquelas que mais se expuseram no espaço público nos últimos anos", lê-se ainda na nota.

Portugal vai integrar a operação da União Europeia (UE) e da NATO para proteger cidadãos no Afeganistão e está disponível para receber afegãos, disse no domingo o ministro da Defesa, sublinhando que o Governo acompanha a situação "com grande preocupação" .

"Acompanhamos com grande preocupação" a situação no Afeganistão, onde os talibãs estão prestes a retomar o poder, disse João Gomes Cravinho à "RTP". "O nosso objetivo imediato é apoiar, criar condições para que possam sair do país em segurança os funcionários que trabalharam com a NATO, com a UE, com as Nações Unidas e, nessa matéria, Portugal participará evidentemente num esforço coletivo que se está agora a desenhar", disse o ministro.

João Gomes Cravinho referiu também que, "neste primeiro momento", o Governo português está "a dar conta às autoridades da UE, da NATO e das Nações Unidas" da sua "disponibilidade para apoiar, para receber afegãos em território português".

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