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sexta-feira, 12 de março de 2021

PSP VAI RECRUTAR 1200 NOVOS AGENTES


A PSP abriu esta sexta-feira o concurso para a admissão de 1200 novos agentes, um processo que segue as orientações do ministro da Administração Interna para o recrutamento de mais mulheres e privilegiar elementos de minorias sociais.

Segundo o aviso publicado esta sexta-feira em Diário da República (DR), o concurso de admissão ao curso de formação de agentes da Polícia de Segurança Pública, bem como para a banda de música da PSP, vai estar aberto até 5 de abril.

O procedimento concursal aberto visa a constituição de reserva de recrutamento para preenchimento de, no máximo, 1200 vagas para admissão ao Curso de Formação de Agentes (CFA) da PSP, refere o aviso que define as condições de candidaturas estabelecidas no despacho do diretor nacional desta polícia.

Este novo concurso segue as orientações gerais do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que num despacho de novembro de 2020, sugeria que se aumentasse para 20% o recrutamento de candidatas femininos e se privilegiasse o recrutamento de candidatos representativos da diversidade de contextos sociais e culturais, refere o documento.

No aviso, a PSP ressalva que "promove ativamente uma política de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no acesso ao emprego e na progressão profissional, providenciando escrupulosamente no sentido de evitar toda e qualquer forma de discriminação".

Em comunicado, a PSP sublinha também que "rejeita e combate qualquer forma de discriminação ou extremismo, independentemente da sua origem ou orientação".

"Incentivamos todos os cidadãos que reúnam condições para o efeito e que desejem contribuir para uma sociedade mais segura e inclusiva a apresentar a candidatura para integrar a PSP, independentemente da sua ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual, sustenta esta força de segurança.

Os interessados em candidatar-se à PSP devem ter entre 19 e 27 anos e o 12.º ano de escolaridade, sendo 15% das vagas fixadas atribuídas a militares que prestem ou tenham prestado serviço em regime de contrato.

A candidatura é feita exclusivamente através do portal de recrutamento da PSP (https://recrutamento.psp.pt/).

Segundo a PSP, para o concurso de agente são utilizadas como métodos de seleção as provas físicas, de conhecimentos, de avaliação psicológica, entrevista profissional de seleção e exame médico.

Durante o exame médico, realizado por médico contratado pela PSP, são avaliadas as tatuagens existentes e outras formas de modificação corporal.

De acordo com as normas da PSP, são proibidas tatuagens nas mãos até à linha do pulso, no pescoço e cabeça, quando visíveis ao usar-se o uniforme, bem como as tatuagens que, em qualquer parte do corpo, contenham símbolos, palavras ou desenhos de natureza partidária, extremista, rácica ou de incentivo à violência.

A PSP refere que são excluídos os candidatos que possuem tatuagens com estes símbolos exceto se manifestarem formalmente a intenção de as remover até final do concurso.

A PSP tem vindo a realizar uma campanha nas redes sociais para atrair jovens a concorrer a esta força de segurança, mostrando algumas vantagens da carreira, como a diversidade de funções, missões internacionais, acesso à carreira de chefe após cinco anos de serviço e o ingresso no curso de oficiais que tem 30% de vagas para a agentes.

A falta de candidatos para o curso de agentes da PSP tem sido uma preocupação manifestada nos últimos tempos.

Em novembro do ano passado, foram aprovados para o curso de formação 793 candidatos para 1000 vagas.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

PORTUGUESES TÊM DE TRABALHAR ATÉ AOS 72 ANOS


País perdeu 134 mil ativos em menos de uma década. Perspetivas de crescimento são pobres. Em 2050, portugueses deviam trabalhar mais oito anos além dos 64 para sistema funcionar.

Portugal é dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) onde os trabalhadores terão de trabalhar mais tempo além dos 64 ou 65 anos de modo a manter o peso da população em idade produtiva face à população total.

Segundo um estudo da OCDE, dentro de 30 anos, se nada mudar na estrutura produtiva e demográfica, os portugueses terão de trabalhar, em média, mais 8 anos além daquela idade de referência, o que significa que o peso da população capaz de trabalhar só se mantém estável, nos níveis atuais, se essas pessoas em condições ativas se reformarem aos 72 anos ou mais tarde.

Pobreza agrava situação

O caso de Portugal é especialmente grave, pois a OCDE assume nos seus cálculos que a idade de reforma até é das que mais têm subido no grupo das mais de 40 economias estudadas. Portugal conseguiu prolongar o tempo de vida profissional ou produtiva em 5 anos mas, mesmo assim, não chega para estabilizar o sistema nas próximas décadas.

Além do problema do envelhecimento, a organização diz que o PIB per capita português deve cair 4,9% até 2030, mas se alargarmos o horizonte até 2040 ou 2050, o empobrecimento é ainda mais grave. Num cenário base, o PIB por habitante cai 11% até 2040 ou 15% até 2050.

Para muitos países (como Espanha e Coreia), a pressão para trabalhar mais anos na chamada terceira idade é grande porque a "fertilidade é baixa", o envelhecimento é um fenómeno cada vez mais forte (associado a maior esperança de vida) e as perspetivas de crescimento da economia a prazo são francamente pobres aos olhos destes economistas.

A OCDE explica no estudo "Promover uma força de trabalho inclusiva em termos de idade" que "o limite máximo para a idade da vida profissional (65 anos por referência) terá que aumentar substancialmente para evitar o declínio no tamanho relativo da força de trabalho".

Solução? "Um prolongamento no que se define como a faixa etária de trabalhadores principais em cerca de 6 anos até 2050". Isto é a média do conjunto da OCDE. No caso de Portugal, como referido, os anos de trabalho a mais (além dos 64 anos) são 8. No caso de Espanha, sobe para 10.

A organização admite que os governos não têm estado impávidos a olhar para o inverno demográfico. "O prolongamento da vida laboral já está a acontecer. As idades efetivas de saída do mercado de trabalho na OCDE subiram cerca de 2 anos e meio no caso dos homens e 3 anos no caso das mulheres entre 2000 e 2019". Em Portugal, a vida profissional foi prolongada "em mais de 5 anos" nos 19 anos em análise.

Menos 134 mil ativos

Portugal perdeu 134 mil pessoas produtivas (ativos) desde 2011. Ou seja, nunca recuperou do embate da crise anterior. Em 2020, apareceu a pandemia e aumentou mais a inatividade.

Reforma oficial

A idade normal de reforma para não haver penalizações subiu para 66 anos e seis meses em 2021, mais um mês do que este ano. E, em 2022, aumenta mais um mês, para 66 anos e sete meses.

Pensões em risco

"Devido à baixa fertilidade e ao envelhecimento", o grupo dos que têm 65 anos ou mais vai ganhar cada vez mais peso, "pressionando os sistemas de pensões e níveis de vida".

OCDE pede incentivos

"Vão ser necessários grandes esforços nas políticas públicas e privadas de modo a incentivar trabalhadores a estenderem a sua vida profissional enquanto podem, querem e precisam".

Investir na saúde

A OCDE defende mais "investimentos na segurança financeira e na saúde dos trabalhadores ao longo da vida" e mais qualificações para "eles serem resilientes até idades avançadas".

RICARDO SALGADO PROPÕE PAGAR 11 MILHÕES DE EUROS PARA ARQUIVAR O PROCESSO

Ricardo Salgado está disposto a pagar para que seja arquivado o processo que teve origem na Operação Marquês e que o vai levar a julgamento ...