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domingo, 22 de janeiro de 2023

FRANÇA E ALEMANHA REITERAM APOIO APÓS ENCONTRO ENTRE MACRON E SCHOLZ


França e Alemanha reiteraram este domingo o seu apoio à Ucrânia, após um encontro em Paris entre o presidente Emmanuel Macron e o chanceler Olaf Scholz.

"Continuaremos a dar à Ucrânia, pelo tempo que for necessário, todo o apoio de que necessita", prometeu o chanceler alemão, Olaf Scholz, ao lado do Presidente francês, Emmanuel Macron, durante uma cerimónia na Universidade da Sorbonne, por ocasião dos 60 anos do tratado de reconciliação entre a Alemanha e a França.

Emmanuel Macron assegurou que o "apoio infalível" à Ucrânia "continuará em todas as áreas" e que a União Europeia "não se escondeu nem se dividiu" por causa da invasão russa ao país há cerca de um ano.

A cerimónia de hoje marca igualmente a unidade franco-alemã, enfraquecida pelas consequências da guerra na Ucrânia.

"O futuro, tal como o passado, depende da cooperação dos dois países, como locomotiva de uma Europa unida", declarou o chanceler alemão, que qualificou o "motor franco-alemão" como uma "máquina de compromisso" que permite "transformar controvérsias e interesses divergentes em ação convergente".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

NATO AVISA QUE KIEV SÓ VENCERÁ GUERRA COM ARMAMENTO "MAIS PESADO"


O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, insistiu, esta quarta-feira, na necessidade de enviar para a Ucrânia armamento "mais pesado e moderno", frisando que em causa na guerra em curso está a continuidade das democracias.

Durante um painel intitulado "Restaurar a Segurança e a Paz", no Fórum Económico Mundial, que está a decorrer esta semana em Davos (Suíça), Jens Stoltenberg insistiu que o único caminho para alcançar a paz é através da vitória da Ucrânia na guerra, por muito que pareça "um paradoxo".

"Vamos reunir-nos com o Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia (na sexta-feira), liderado pelos Estados Unidos da América e a nossa principal mensagem vai ser o reforço do apoio (a Kiev) com armamento mais pesado e moderno", sustentou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Nesta reunião, que vai realizar-se na base aérea norte-americana de Ramstein, na Alemanha, está previsto um acordo para o fornecimento de tanques à Ucrânia.

O Reino Unido, por exemplo, já se comprometeu com 14 tanques "Challenger 02" e a Polónia disse estar em condições para enviar para as linhas da frente 14 "Leopard 02", sob a condição de Berlim aceitar este envio.

A vitória da Ucrânia é "a única maneira de (Presidente russo, Vladimir Putin) perceber" que tem de se sentar à mesa de negociações, afirmou Stoltenberg, destacando que tem sido por esse motivo que tem viajado pelos atuais 30 Estados-membros da aliança militar para pedir aos seus líderes que "façam mais".

"É extremamente importante que Putin não vença esta guerra, porque seria uma tragédia, uma mensagem para os outros líderes autoritários", reforçou.

E deixou também uma promessa: "A Ucrânia vai ser um Estado-membro da NATO."

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

domingo, 1 de janeiro de 2023

ZELENSKY DIZ QUE 2023 SERÁ O ANO DA "VITÓRIA"

 


O ano de 2023 será o ano da "vitória" na guerra contra a Rússia, afirmo, este sábado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nas suas saudações ao Ano Novo.

"Tem saudades de fé e de esperança? Ambas estão nas Forças Armadas (ucranianas) há muito tempo. Saudades de luz? Está em todos nós, mesmo quando não há eletricidade", cujo fornecimento tem sido fortemente perturbado pelos bombardeamentos russos, referiu o presidente da Ucrânia, na sua mensagem de Ano Novo através da plataforma Telegram.

"Feliz Ano Novo! O ano da nossa vitória", acrescentou, numa altura em que já passaram 10 meses desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022, apelando aos seus compatriotas para "trabalhar" na "luta" e na "ajuda mútua".

Na sua mensagem de Ano Novo, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, por sua vez, que a "justeza moral e histórica" estava "do lado" da Rússia.

sábado, 31 de dezembro de 2022

ZELENSKY DIZ QUE NINGUÉM PERDOARÁ AOS RUSSOS A INVASÃO E O "TERROR"


O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou, este sábado, que o seu país "não perdoará" a Rússia pela invasão e bombardeamentos, depois de novos ataques que atingiram Kiev e outras cidades, provocando dezenas de feridos e pelo menos um morto.

"Ninguém vos perdoará pelo terror. Ninguém no mundo vos perdoará. A Ucrânia não perdoará", escreveu Zelensky em russo no Telegram.

O Presidente ucraniano garantiu que não serão perdoados "aqueles que ordenam tais ataques" nem "os que os executam".

As forças russas atacaram hoje de novo várias cidades ucranianas, disparando 20 mísseis, incluindo a partir de bombardeiros, dos quais 12 foram abatidos por defesas aéreas ucranianas, disse o chefe do Estado-Maior ucraniano, Valery Zaluzhny.

"O inimigo lançou mais de 20 mísseis de cruzeiro a partir de bombardeiros estratégicos Tu-95MS no Mar Cáspio e de sistemas de mísseis terrestres. As nossas forças de defesa aérea destruíram 12 mísseis", escreveu Zaluzhny na rede Telegram.

Várias cidades, incluindo Kiev, foram alvo destes ataques russos, que fizeram pelo menos um morto e trinta feridos, no dia em que o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que 2022 foi um ano de "decisões difíceis e necessárias" para a Rússia, mas que permitiu ao país "alcançar a plena soberania".

domingo, 18 de dezembro de 2022

VÍDEO: O DISCURSO DE ZELENSKY QUE A FIFA RECUSOU: "OFERECEMOS A PAZ AO MUNDO"


A FIFA recusou passar uma mensagem do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante a final do Mundial de futebol, este domingo, no Catar. O vídeo diz que a "Ucrânia anseia pela paz" e que as diferenças podem ser dirimidas no relvado, não no campo de batalha.

"O Mundial provou, uma vez mais, que diferentes países e nacionalidades podem decidir quem é o mais forte com fair-play, não a brincar com o fogo. No campo verde, não no campo de batalha", diz Volodymyr Zelensky, na mensagem que a FIFA recusou passar durante a final do Mundial.

O vídeo, disponível no YouTube, começa com uma "saudação da Ucrânia para todos os amantes do futebol, da vida e da paz". A final será "uma celebração do espírito humano", diz Zelensky.

"Todos os pais gostariam de levar o filho a um estádio. Em todo o Mundo. E todas as mães gostariam de ver os filhos regressar da guerra. A todo o momento. A Ucrânia anseia pela paz, mais do que qualquer outra coisa", diz Zelensky.

"Oferecemos uma fórmula de paz ao mundo. Absolutamente justa. Fizemos esta oferta porque não há campeões na guerra, não pode haver empate", garante o presidente ucraniano. "Assim, anunciei a iniciativa de realizar uma Cimeira da Fórmula pela Paz Global este inverno. Uma cimeira para unir todas as nações do mundo em torno da causa da paz global. As bancadas dos estádios ficam vazias após o jogo, e depois da guerra as cidades permanecem vazias. É por isso que as guerras têm de falhar, e a paz tornar-se o campeão, como é aqui agora no Catar! O Campeonato do Mundo, mas não a Guerra Mundial. É possível!", continuou Zelensky.

"Por favor, apoiem a Ucrânia e os nossos esforços para restaurar a paz! Junte-se à Cimeira da Fórmula pela Paz Global e torne-se um campeão da paz! Vamos assistir junto à final e ao fim da guerra", diz Zelensky, antes de dizer "Viva a Ucrânia", em ucraniano. "E feliz Dia do Catar!", termina.

Segundo um porta-voz do governo ucraniano, citado pela CNN, "o Catar apoia a iniciativa do presidente" Zelensky, mas a FIFA recusou.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

KREMLIN REJEITA RETIRAR-SE DA GUERRA PARA CUMPRIR EXIGÊNCIAS DE BIDEN


A Presidência russa (Kremlin) rejeitou, nesta sexta-feira, a exigência de se retirar da Ucrânia apresentada pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, como condição fundamental para voltar a abrir o diálogo com o homólogo russo, Vladimir Putin.

O Presidente dos Estados Unidos "disse de facto que só seriam possíveis negociações se Putin abandonasse a Ucrânia", o que Moscovo "obviamente rejeita", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sublinhando que "a operação militar vai continuar".

Biden disse na quinta-feira que "estava pronto" para falar com Putin se este "encontrasse uma maneira de acabar com a guerra" na Ucrânia e estabeleceu como primeira condição a retirada das tropas russas.

"Se isso acontecer, ficarei feliz em, depois de consultar os meus amigos franceses e a NATO, sentar-me com Putin para ver o que ele tem em mente", avançou Biden numa conferência de imprensa conjunta em Washington com o Presidente francês, Emmanuel Macron.

Apesar de rejeitar as condições de Biden, Putin "mantém-se aberto a contactos e a negociações, o que é muito importante", assegurou hoje o porta-voz do Kremlin.

No entanto, adiantou Peskov, "continua a ser muito difícil encontrar um denominador comum para possíveis negociações", já que os Estados Unidos não reconhecem a anexação de quatro territórios ucranianos reivindicados por Moscovo em setembro, alertou.

"A forma preferível para alcançar os nossos objetivos é através de meios pacíficos e diplomáticos", sublinhou ainda o porta-voz russo.

Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, também garantiu que Moscovo "sempre esteve disponível" para a possibilidade de uma reunião entre os Presidentes russo e norte-americano, mas disse que "ainda não se ouviu nenhuma ideia séria".

Lavrov adiantou que, num contacto telefónico, o homólogo dos Estados Unidos, Antony Blinken, levantou a questão dos cidadãos norte-americanos presos na Rússia, mas observou que Putin e Biden concordaram em estabelecer um canal separado de comunicação para discutir o assunto quando se encontraram em Genebra, em junho de 2021.

"Está a funcionar e espero que sejam alcançados alguns resultados", observou Lavrov.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

BIDEN E XI FALARAM DA UCRÂNIA E CONCORDARAM QUE GUERRA NÃO PODE NUNCA SER NUCLEAR


O presidente dos EUA, Joe Biden, e o líder chinês, Xi Jinping, reuniram em Bali, na Indonésia, esta segunda-feira. O encontro, que durou cerca de três horas, abordou a rivalidade entre os dois países, a questão de Taiwan e o conflito na Ucrânia, que sentou os dois líderes do mesmo lado da mesa: nuclear não é uma opção.

O presidente dos EUA, Joe Biden, definiu como uma "conversa franca e honesta", o encontro de mais de três horas que o sentou na mesma sala de reuniões com o líder chinês, Xi Jinping, à margem do G20. Uma cimeira, que segundo o líder norte-americano, deve servir para unir os vários Estados numa "coligação alargada" para atacar um vasto leque de "grandes desafios mundiais", incluindo o clima, discutido na semana passada durante a 27.ª edição das Nações Unidas da Conferência do Clima, a COP27.

A Casa Branca revelou, entretanto, os tópicos da conversa entre os líderes das duas principais economias mundiais, EUA e China, esta segunda-feira, em Bali. A guerra na Ucrânia, que marca a atualidade mundial desde 24 de fevereiro, quando o exército russo invadiu território ucraniano, foi um dos temas discutidos entre os dois líderes. O assunto foi levado à mesa de negociações pelo presidente dos EUA, que sublinhou a importância, verdadeiramente vital, de evitar a escalada do conflito.

Segundo a BBC, Xi Jinping concordou que uma guerra nuclear nunca pode ser travada. De acordo com a imprensa oficial de Pequim, o líder chinês expressou "grande preocupação" com o conflito na Ucrânia, o que parece ser uma subida do tom face a declarações anteriores em que Pequim pediu moderação a Moscovo, um dos principais parceiros económicos do "império do meio".

China uma responsabilidade com a Coreia do Norte

Ainda com o tema nuclear em cima da mesa, Biden expressou preocupação sobre o comportamento "provocador" da Coreia do Norte, que nos últimos dois meses disparou dezenas de mísseis balísticos, vários sobre o Japão. "É difícil dizer que estou certo que a China pode controlar a Coreia do Norte. Mas a china tem a obrigação de tentar", disse Biden, em conferência de imprensa, no fim o encontro.

Na eventualidade de um teste nuclear de Pyongyang, Biden disse que os EUA não deixariam de reagir, "tomando certas medidas que seriam mais defensivas" mas "nunca visando diretamente a China". Para evitar "mal-entendidos", o presidente do EUA sublinhou: "Disse o que queria e o que disse era o que queria dizer."

Segundo a agência de notícias AFP, Biden levantou também a questão Taiwan no encontro, e expressou objeções face "às ações crescentemente agressivas e coercivas" de Pequim em relação a Taipé. Xi Jinping, que tinha o assunto em agenda também, definiu as chamadas linhas vermelhas, relata a imprensa oficial chinesa, incomodado com as palavras do homólogo norte-americano, que repete desde que chegou à Casa Branca que se juntará à defesa daquele território em caso de invasão chinesa.

"Acredito piamente que não haverá uma Guerra Fria com a China", disse Biden, numa referência ao conflito que dividiu o mundo em dois blocos antagónicos, os EUA e a antiga União Soviética, durante mais de 40 anos, entre o fim da II Guerra Mundial, em 1945, e a queda do muro de Berlim, em 1989, sob o espetro de um conflito nuclear.

"Acho que não está iminente uma tentativa da China de invadir Taiwan", disse Biden, salientando que a posição dos EUA não mudou, mas que Washington quer "uma solução pacífica" para a questão. "Estou convencido de que Xi Jinping entendeu perfeitamente o que disse", acrescentou o presidente norte-americano.

EUA vão "continuar a competir vigorosamente" com a China

O assunto que parece ter serenado, pelo menos, durante o encontro, em que os líderes das delegações chinesa e norte-americana acenaram, ainda antes do início da reunião, com o compromisso de fazer esforços para "evitar um conflito" entre China e EUA. Biden garantiu a Xi que os "states" vão "continuar a competir vigorosamente" com o "império do meio", mas que essa competitividade, que é também política, além da económica, "não deve nunca degenerar num conflito" entre as duas potências.

Da reunião saiu, segundo a BBC, uma nota na agenda do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que vai visitar a China em data a definir. Questionado pelos jornalistas no fim do encontro, Joe Biden disse que acordou com Xi Jinping que ambos manterão encontros para aprofundar muitos dos assuntos debatidos na reunião.

Segundo Biden, o líder chinês "foi direto e frontal, como sempre". O encontro foi franco, "sem rodeios" e, garante o presidente norte-americano, o homólogo chinês mostrou-se disponível a colaborar em certos assuntos, que não determinou.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

ATRAVÉS DE UMA CARTA, PUTIN EXIGE PROPRIEDADE DE IGREJA EM JERUSALÉM


Numa carta endereçada ao primeiro-ministro israelita, Naftali Benet, o presidente russo, Vladimir Putin, exigiu a transferência da propriedade da Igreja Alexander Nevsky, na Cidade Velha de Jerusalém, justificando tratar-se de uma promessa do seu antecessor, Benjamin Netanyahu, que ainda está por cumprir.

Citado pela Efe, o portal Ynet adianta que a carta terá sido enviada no domingo à noite, recordando a promessa de Netanyahu quanto à transferência do templo, também conhecido como a Catedral da Santíssima Trindade, que está sob a tutela da Igreja Ortodoxa russa em Jerusalém. A proposta remonta a 2020, após a libertação da israelita Naama Isachar de uma prisão russa, onde cumpria pena por posse de cannabis.

A Rússia controla a propriedade do local desde 1890, uma vez que, durante o Império Otomano, reconheceu-se que pertencia ao “glorioso reino russo”. Apesar desse ‘reino’ já não existir, Moscovo recorreu à justiça em 2017 com base nessa declaração, alegando titularidade sobre a igreja.

Por sua vez, Netanyahu decidiu em 2020 que a disputa não poderia ser resolvida nos tribunais por se tratar de um "lugar sagrado", ordenando que o governo russo fosse registado como proprietário.

Contudo, o governo de Benet devolveu essa decisão ao Supremo Tribunal, que suspendeu o reconhecimento final da propriedade russa e estabeleceu um comité para determinar a titularidade do lugar.

O pedido de Putin surge num momento de mal-estar russo no que toca a posição de Israel quanto ao conflito na Ucrânia, já que, após se ter mostrado neutro no início da invasão, o país condenou o massacre de civis em Bucha e apoiou a decisão de suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

domingo, 17 de abril de 2022

FALÊNCIA DA ECONOMIA RUSSA É UMA "QUESTÃO DE TEMPO", DIZ VON DER LEYEN


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, admitiu hoje que a entrada da Rússia em incumprimento é uma "questão de tempo" devido às sanções ocidentais impostas por ter invadido a Ucrânia.

"A falência do Estado russo é apenas uma questão de tempo", disse Von der Leyen ao jornal alemão Bild am Sonntag, citada pela agência oficial russa TASS.

Von der Leyen disse que as sanções estão a afetar cada vez mais a economia russa, "semana após semana", e que as "exportações de bens para a Rússia caíram 70%".

"Centenas de grandes empresas e milhares de especialistas deixaram o país. O PIB (Produto Interno Bruto) na Rússia, de acordo com as previsões atuais, irá diminuir em 11%", afirmou a política alemã.

De acordo com dados do Ministério das Finanças russo citados pela TASS, a dívida pública externa da Rússia ascende a 59.500 milhões de dólares (mais de 55.000 milhões de euros ao câmbio atual), correspondendo a 20% da dívida pública.

No total, a Federação Russa tem 15 empréstimos obrigacionistas ativos com vencimentos entre 2022 e 2047.

Em resposta às sanções, o Presidente russo, Vladimir Putin, autorizou a utilização da moeda nacional, o rublo, no pagamento de dívidas em moeda estrangeira a "países não amigos", ou seja, os que impuseram sanções a Moscovo.

Segundo o decreto citado pela TASS, as empresas devedoras ou o próprio Estado podem abrir uma conta em bancos russos em nome de um credor estrangeiro e transferir os pagamentos em rublos à taxa de câmbio do Banco Central no dia do pagamento.

Os credores de países que não tenham imposto sanções podem receber pagamentos em euros ou dólares se o devedor russo tiver uma autorização especial para o fazer.

O ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, reconheceu esta semana que o congelamento das contas do Estado russo em moeda estrangeira, decorrente das sanções internacionais, dificulta o cumprimento das obrigações da dívida.

"Existem dificuldades em cumprir as obrigações da dívida soberana apenas devido à falta de acesso às nossas contas em moeda estrangeira", disse Siluanov numa carta enviada ao seu homólogo brasileiro, Paulo Guedes.

Na carta, divulgada pelo jornal brasileiro O Globo, Siluanov pediu o apoio diplomático do Brasil junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e do G20 para evitar "tentativas de discriminação em instituições financeiras internacionais e fóruns multilaterais".

"Quase metade das reservas internacionais da Federação Russa foram congeladas, as transações de comércio exterior estão bloqueadas, incluindo aquelas com os nossos parceiros de economias de mercados emergentes", explicou o ministro russo.

Siluanov disse anteriormente, segundo a TASS, que a Rússia só pagaria a sua dívida em moeda estrangeira se as suas contas no exterior fossem descongeladas.

Um país é considerado em incumprimento quando não é capaz de cumprir os compromissos que assumiu com os credores.

Em 09 de abril, a agência de notação financeira S&P Global Ratings baixou a nota da Rússia para os seus pagamentos em moeda estrangeira para o nível de "incumprimento seletivo", depois de Moscovo ter recorrido a rublos para pagar uma dívida em dólares.

Numa entrevista recente a um jornal russo, Siluanov disse que a Rússia recorrerá aos tribunais se for considerada em incumprimento pelo Ocidente, embora sem especificar a que instância jurídica se referia.

Na sequência da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Rússia foi alvo de sanções económicas e financeiras da UE e de países como os Estados Unidos, o Reino Unido, o Japão ou a tradicionalmente neutral Suíça.

domingo, 10 de abril de 2022

CARAVANA MILITAR RUSSA DE 13 QUILÓMETROS AVANÇA EM DIREÇÃO A DONBASS


Uma caravana de veículos militares russos, com uma extensão de 13 quilómetros, está a dirigir-se para a região de Donbass, no leste da Ucrânia, segundo imagens de satélite.

Imagens de satélite Maxar, recolhidas na sexta-feira e divulgadas hoje, mostraram uma caravana militar a ir para o sul, para Donbass, através da cidade ucraniana de Velykyi Burluk.

Mais de seis semanas após o início da invasão, a Rússia retirou as suas tropas da parte norte da Ucrânia, em torno de Kiev, e voltou a concentrá-las no leste do país.

Analistas militares ocidentais disseram que um arco de território no leste da Ucrânia estava sob controlo russo, de Kharkiv a segunda maior cidade da Ucrânia, no norte, a Kherson no sul.

Os analistas acreditam que as forças ucranianas estão a ameaçar o controle russo de Kherson e a repelir ataques russos em outras partes do Donbass, uma região industrial e onde a maioria da população fala russo.

O assessor da Presidência ucraniana Mykhailo Podoliak disse que a Ucrânia está preparada para travar uma "grande batalha" no leste do país, um alvo que considera prioritário para a Rússia e onde a retirada de civis continua, com receio de uma ofensiva iminente.

O Estado-Maior do exército ucraniano disse no sábado que "o inimigo russo continua a preparar-se para intensificar as suas operações ofensivas no leste da Ucrânia e assumir o controlo total das regiões de Donetsk e Lugansk", em Donbass.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.626 civis, incluindo 132 crianças, e feriu 2.267, entre os quais 197 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

quinta-feira, 7 de abril de 2022

GRAVAÇÕES APANHAM SOLDADOS RUSSOS A COMBINAR DISPARAR SOBRE CIVIS EM BUCHA


Os serviços de informações da Alemanha gravaram conversas entre soldados russos na Ucrânia que supostamente provam que os disparos contra civis fazem parte da estratégia da invasão da Rússia, noticiou hoje o semanário Der Spiegel.

Os serviços de informações alemães (BND) captaram conversas transmitidas via rádio entre militares russos que mencionam a morte de civis, estando as gravações, segundo o semanário, na posse do Parlamento de Berlim.

De acordo com a notícia publicada pelo "Der Spiegel", alguns diálogos entre soldados russos podem relacionar-se com os civis encontrados mortos nas ruas de Bucha, nos arredores de Kiev.

Segundo a publicação, nas gravações do BND um soldado conta como ele e outro militar dispararam contra uma pessoa que se deslocava de bicicleta.

Numa outra conversa captada pelo BND ouve-se um homem que afirma que "primeiro fazem-se perguntas aos civis e depois dispara-se".

O semanário alemão refere que as gravações foram enviadas na quarta-feira para o Parlamento alemão, sendo que o material captado pelo BND pode indicar que nas mortes de civis na Ucrânia podem também estar envolvidos mercenários da empresa russa Wagner, que "se destacou na Síria pela crueldade".

O Der Spiegel informa ainda que as escutas do BND permitem demonstrar que os disparos contra civis não foram ações isoladas de alguns soldados e que "são um testemunho" de que as forças russas conversavam sobre os atos cometidos "de forma quotidiana".

"Isto aponta que os assassinatos de civis eram parte da ação dos militares russos, possivelmente parte de uma estratégia definida. Trata-se de propagar o medo e o terror entre a população civil para eliminar a resistência", escreve ainda o Der Spiegel sobre o material recolhido pelos serviços de espionagem da Alemanha.

No fim de semana foi divulgada a existência de centenas de corpos com roupas civis, espalhados pelas ruas e em valas comuns, em Bucha, a noroeste de Kiev, após a retirada das tropas russas. Moscovo rejeitou qualquer responsabilidade e acusou a Ucrânia de "encenação".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1563 civis, incluindo 130 crianças, e feriu 2213, entre os quais 188 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

domingo, 27 de março de 2022

ZELENSKY FALA EM "PINGUE-PONGUE" E ACUSA OCIDENTE DE FALTA DE CORAGEM


O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou, este domingo, o Ocidente de falta de coragem quando o seu país luta contra a invasão russa e pediu jatos e tanques para a Ucrânia se defender.

Em declarações esta manhã, após o Presidente norte-americano, Joe Biden, ter dito em Varsóvia que Putin não podia ficar na Presidência russa e após a Casa Branca e o secretário de Estado Blinken terem suavizado essas declarações, Zelensky criticou o "pingue-pongue" do Ocidente sobre quem e como entregará jatos e armas a Kiev.

"Falei com os defensores de Mariupol hoje. Estou em constante contacto com eles. A sua determinação, heroísmo e firmeza são espantosos", disse Zelensky numa mensagem em vídeo, referindo-se à cidade cercada do sul da Ucrânia que tem sofrido as piores privações e horrores da guerra. "Se ao menos aqueles que estão há 31 dias a pensar sobre como entregar dezenas de jatos e tanques tivessem 1% da sua coragem", lamentou.

A invasão russa da Ucrânia, que começou há 32 dias, está parada em muitas zonas e o objetivo russo de cercar a capital e forçar a sua rendição tem enfrentado forte resistência do exército ucraniano, apoiado por armas cedidas pelo Ocidente. Este domingo, um relatório do serviço de informação militar publicado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido diz que a Rússia "parece estar a concentrar os seus esforços em cercar as forças ucranianas que estão a combater nas regiões separatistas no leste do país". Para tal, Moscovo está a deslocar tropas que estavam colocadas em Kharkiv e Mariupol, onde estão em curso duas das principais batalhas da guerra.

A Rússia afirmou na sexta-feira que o objetivo do seu exército, concluída a primeira fase da guerra, é concentrar-se no Donbass, anúncio que o Governo ucraniano e os seus aliados receberam com ceticismo. No Donbass, o líder da autoproclamada república separatista de Lugansk, Leonid Paschenik, admitiu hoje a realização, "num futuro próximo", de um referendo sobre a integração do território pró-russo na Rússia, mostrando-se confiante de que o resultado será a escolha do povo da região será unir-se à Federação Russa.

O Presidente ucraniano, por seu lado, avisou Moscovo de que está a semear um profundo ódio anti-russo entre os ucranianos, à medida que os seus ataques reduzem as cidades do país a escombros, matam civis, empurram outros para abrigos e forçam muitos a procurar comida e água para sobreviver. "Estás a fazer tudo para que o nosso povo abandone a língua russa, porque a língua russa será agora associada, não são só a ti, mas às tuas explosões e homicídios, aos teus crimes", disse Volodymyr Zelensky num vídeo divulgado no sábado à noite.

domingo, 6 de março de 2022

A PRIMEIRA-DAMA QUE NÃO GOSTA DA RIBALTA MAS TAMBÉM RESISTE PELO AMOR AO PAÍS


Olena Zelenska praticamente cresceu ao lado de Volodymyr Zelensky mas só quando ambos estavam na Universidade é que deram mais atenção um ao outro. Desta união, nasceu uma grande história de amor e ambos têm sido uma prova de resistência e coragem perante a invasão russa.

O nome de Volodymyr Zelensky, bem como a sua coragem e liderança, têm estado nas bocas do mundo. Mas por trás de um grande líder, está também uma grande mulher que, apesar de não gostar das luzes da ribalta, nunca deixou de apoiar as decisões do marido e aproveitar a influência para apoiar as causas em que acredita.

Olena Zelenska nasceu a 6 de fevereiro de 1978, em Kyvyi Rih, no centro da Ucrânia, tal como o líder do país, e apesar de terem estudado na mesma escola, foi na Universidade Nacional da mesma localidade, onde se formou em arquitetura, que se apaixonou por aquele que, hoje, é considerado a figura mundial do momento. Olena nunca trabalhou na área em que se formou. A escrita era uma grande paixão e a primeira-dama acabou por ficar atrás da ribalta e ser argumentista, escrevendo vários textos para o grupo de comédia que catapultou Zelensky para a fama.

Juntamente com o marido com quem se casou depois de oito anos de namoro Olena fundou a Studio Kvartal 95, empresa de produção de conteúdos televisivos e contribuiu para a criação da série "Servo do Povo", na qual Zelensky era protagonista, desempenhando o papel de um professor de história que acaba por se tornar presidente da Ucrânia após um discurso contra a corrupção se tornar viral. A ficção acabou por se tornar realidade e Zelensky candidatou-se à Presidência da Ucrânia, mesmo com algum receio da mulher. "Soube da candidatura dele pelos meios de comunicação social. Quando cheguei a casa, perguntei 'então, porque não me contaste?'. Ele sorriu e disse-me 'esqueci-me", contou a mulher de 44 anos em entrevista à Vogue ucraniana. Mas, num tom mais sério, garantiu que o assunto já tinha sido conversado.

Olena e Zelensky, pais de Oleksandra e Kyrylo, acabaram por se tornar o casal mais jovem de sempre à frente do país na altura da tomada de posse, ambos tinham 41 anos e a primeira-dama foi considerada uma das mulheres mais influentes do país. "Prefiro ficar nos bastidores, estou mais confortável na sombra, ao contrário do meu marido, sempre na frente. Não sou a vida da festa, não gosto de contar piadas", contou mas Olena acabou por aproveitar a influência para defender as causas em que acredita.

Além de acompanhar Zelensky para todo o lado, Olena conseguiu, apenas meio ano depois, incluir a Ucrânia na Parceria de Biarritz, uma iniciativa internacional do G7 que tem como objetivo promover a igualdade de género. Conseguiu também influenciar na alimentação das escolas, para combater a obesidade e, durante a pandemia de covid-19 lutou ainda mais contra a violência doméstica, uma vez que os números aumentaram durante o confinamento.

Atualmente, por óbvias questões de segurança, ninguém sabe do paradeiro do "alvo número dois" de Putin. Mas, mesmo "escondida", Olena não desiste de causas e de se mostrar ativa contra a invasão russa. "Admiro-vos tanto, minhas incríveis compatriotas. Estou orgulhosa de viver convosco no mesmo país. Não vou ter pânico nem verter lágrimas. Vou estar calma e confiante. Os meus filhos olham para mim, vou estar perto deles e do meu marido e de todos vós. Amo-vos! Amo a Ucrânia", escreveu numa publicação acompanhada com uma imagem de uma mulher fardada com as cores do exército.

terça-feira, 1 de março de 2022

VÍDEO: MOMENTO EXATO EM QUE MÍSSIL ATINGE EDIFÍCIO DO GOVERNO EM KHARKIV


O centro da segunda maior cidade ucraniana, Kharkiv, foi esta terça-feira alvo de novos bombardeamentos russos.

O edifício da administração, no centro da cidade, e vários prédios residenciais foram alvo das forças russas.

Até ao momento, desconhece-se a existência de vítimas em Kharkiv, onde na segunda-feira morreram pelo menos 11 pessoas e dezenas ficaram feridas, indicou o chefe da administração regional, Oleh Sinehubov.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, partilhou no Twitter as imagens do ataque aéreo desta manhã e acusou a Rússia de cometer "crimes de guerra" e de "assassinar civis inocentes".

"Ataques bárbaros de mísseis russos na Praça de Liberdade e em bairros residenciais de Kharkiv", escreveu Kuleba na rede social.

"Putin é incapaz de vergar a Ucrânia. Ele comete mais crimes de guerra devido à fúria e assassina civis inocentes. O mundo pode e deve fazer mais. Aumentem a pressão, isolem completamente a Rússia!", concluiu o ministro ucraniano.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

UE FINANCIA PELA PRIMEIRA VEZ COMPRA DE ARMAS


Pela primeira vez, a União Europeia vai financiar a compra e entrega de armas e equipamento militar a um país sob ataque, a Ucrânia, anunciou, este domingo, a presidente da Comissão Europeia, que revelou também novas sanções à Rússia.

Numa declaração à imprensa na sede do executivo comunitário, em Bruxelas, Ursula von der Leyen anunciou também "o encerramento do espaço aéreo da UE a aeronaves de propriedade russa, registadas ou controladas pela Rússia", incluindo os jatos privados dos oligarcas, que "não poderão aterrar, descolar ou sobrevoar o território da UE".

Von der Leyen acrescentou que os 27 estão a trabalhar para "proibir os oligarcas russos de utilizarem os seus ativos financeiros nos mercados europeus" e anunciou outra sanção inédita da UE, que decidiu proibir no espaço comunitário "a máquina mediática do Kremlin", para banir "a desinformação tóxica e nociva" lançada por Moscovo na Europa.

"A Rússia Today e a Sputnik (detidas pelo Estado russo), bem como as suas filiais, já não poderão espalhar as suas mentiras para justificar a guerra de (Vladimir) Putin", disse.

Classificando este como "um momento de viragem", a presidente da Comissão adiantou que a UE prepara-se também para sancionar "o outro agressor nesta guerra, o regime (bielorrusso) de (Alexander) Lukashenko", que é "cúmplice neste ataque vicioso contra a Ucrânia" e que será alvo de um "novo pacote de sanções".

Estes anúncios ocorrem pouco antes do início de uma videoconferência de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, naquela que é a quarta reunião da semana dos chefes da diplomacia dos 27 para discutir a resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

ATAQUE RUSSO DESTRÓI MAIOR AVIÃO DO MUNDO


A conta da Ucrânia no Twitter anunciou que o maior avião do Mundo, o Antonov An-225 Mriya (que significa "Sonho"), foi destruído por ocupantes russos num aeródromo perto de Kiev.

"Vamos reconstruir o avião. Cumpriremos o nosso sonho de uma Ucrânia forte, livre e democrática", lê-se na mensagem.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, culpou a Rússia de ter destruído o avião, mas garantiu: "Nunca poderão destruir o nosso sonho de um Estado europeu forte, livre e democrático".

Segundo a fabricante de armas estatal ucraniana Ukroboronprom, a restauração do avião pode custar mais de 2,6 milhões de euros.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

PUTIN DIZ QUE INVASÃO ERA A ÚNICA SOLUÇÃO


O presidente russo, Vladimir Putin, disse esta quinta-feira que o seu país "não tinha outra maneira" de se defender a não ser lançar um ataque à Ucrânia, confirmando que o Exército russo está em processo de invasão daquele país vizinho.

"O que está a acontecer agora é uma medida coerciva. Porque não temos outra forma de fazer o contrário", disse Putin, durante uma reunião com empresários, em Moscovo, que foi difundida pelas estações televisivas.

"Os riscos de segurança criados eram tais que era impossível reagir de outra forma", explicou Putin, questionando a intransigência de Kiev e do Ocidente em relação às exigências de segurança apresentadas pela Rússia, nos últimos meses.

"Eles poderiam colocar-nos num tal risco que não saberíamos como sobreviver", acrescentou o presidente russo, depois de ter exigido a promessa de que a Ucrânia não faria parte da NATO.

Putin também assegurou que a Rússia não quer minar o sistema económico e não quer ser excluído dele, reagindo ao anúncio de sanções que estão a afetar duramente os mercados e a moeda russa.

"A Rússia continua a participar da economia global", defendeu Putin, acrescentando que Moscovo "não pretende minar o sistema no qual funciona" e avisando que o seu Governo está preparado para o impacto de novas sanções contra a economia, pedindo aos empresários que mostrem "solidariedade".

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

BIDEN GARANTE "SINTONIA" ENTRE EUA E ALEMANHA PERANTE A AMEAÇA RUSSA


Os Estados Unidos e a Alemanha estão a trabalhar "em sintonia" perante a "agressão" da Rússia na Europa, garantiu esta segunda-feira o Presidente norte-americano, Joe Biden, na primeira visita à Casa Branca do chanceler alemão, Olaf Scholz.

A Alemanha é "um dos aliados mais próximos" dos Estados Unidos, frisou o chefe de Estado norte-americano, em declarações ao lado do chefe de governo alemão, considerado por alguns, em Washington, como complacente perante o risco de uma invasão russa à Ucrânia.

A primeira reunião na Sala Oval da Casa Branca entre Biden e Scholz acontece num momento em que também alguns parceiros da NATO têm criticado a posição de Berlim, que se tem recusado a estabelecer um limite claro sobre as possíveis ações de Moscovo na Ucrânia.

"Estamos a trabalhar em sintonia para dissuadir a Rússia de uma agressão na Europa", garantiu Joe Biden, num breve comentário momentos antes do início da reunião.

A ministra da Defesa da Alemanha, Christine Lambrecht, anunciou hoje que o país vai enviar mais 350 soldados para a Lituânia no âmbito de uma operação da NATO, "num sinal claro de determinação aos nossos aliados".

A Alemanha dirige uma operação da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) na Lituânia, onde já se encontram destacados 500 soldados alemães.

Na reunião de hoje na Casa Branca, o Presidente norte-americano acrescentou ainda que está a trabalhar com a Alemanha para enfrentar os desafios apresentados pela China, promover a estabilidade nos Balcãs ocidentais e responder à pandemia e crise climática.

Já Olaf Scholz concordou com Joe Biden de que os norte-americanos são um dos "aliados mais próximos" de Berlim e explicou que iria dialogar com Biden sobre "como combater a agressão da Rússia contra a Ucrânia".

Segundo a Casa Branca, Biden e Scholz planeavam discutir a preparação de um "pacote robusto de sanções" que "imporia um custo sério caso a Rússia invadisse a Ucrânia".

Em concreto, um dos tópicos de conversa será o futuro gasoduto Nord Stream 2, que transporta gás natural russo através do mar Báltico diretamente para a Europa ocidental, 'contornando' a Ucrânia.

Apesar de concluído, o processo de certificação continua bloqueado, e, por isso, este ainda não está em funcionamento.

A posição de Washington, segundo um alto funcionário do governo de Biden, é que caso a Rússia invada a Ucrânia "de uma forma ou de outra, o Nord Stream 2 não começará" a transportar gás.

Momentos antes da viagem aos Estados Unidos, o chanceler alemão recusou-se, no entanto, a falar explicitamente de uma possível suspensão de licenças ao Nord Stream 2, embora tenha enfatizado que a punição potencial seria "ampla e muito dura".

A Ucrânia e os seus aliados ocidentais acusam a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas na fronteira ucraniana para invadir novamente o país, depois de lhe ter anexado a península da Crimeia em 2014.

A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança, incluindo garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Com mais de 41 milhões de habitantes, a Ucrânia é o segundo maior país da Europa em área, depois da Rússia.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

EUA E NATO OFERECERAM ACORDOS DE DESARMAMENTO À RÚSSIA


Washington e a Aliança Atlântica enviaram, na semana passada, propostas a Moscovo nas quais se mostraram abertos ao diálogo, divulga o jornal espanhol "El País".

Os Estados Unidos e a NATO ofereceram à Rússia a negociação de acordos de desarmamento e "medidas de confiança", mediante a condição de Moscovo reduzir a ameaça militar à Ucrânia. A proposta consta nos dois documentos confidenciais enviados na semana passada por Washington e pela Aliança Atlântica ao Kremlin, aos quais o jornal espanhol "El País" teve acesso.

Em ambas as cartas, enviadas numa resposta escrita às exigências securitárias de Moscovo, Washington e a Aliança Atlântica negam-se a assinar um tratado de segurança bilateral com a Rússia e recusam fechar a NATO à entrada da Ucrânia, tal como vem sendo reiteradamente defendido pela Administração norte-americana.

Revelações feitas no mesmo dia em que os EUA anunciaram o envio de milhares de soldados para reforçar as forças da NATO na Europa Oriental, aumentando resposta militar na região. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que mil soldados americanos na Alemanha serão enviados para a Roménia e que outros dois mil, baseados nos Estados Unidos, serão enviados para a Alemanha e a para a Polónia.

Apoio total à "política de portas abertas"
O documento de Washington, conta o "El País", deixa claro o apoio à "política de portas abertas da NATO" e o direito dos estados de escolher acordos "livres de interferência". Biden oferece a Vladimir Putin "medidas de transparência condicional e compromissos recíprocos". Os EUA dizem estar abertos a discutir as diferentes "interpretações" do conceito de "indivisibilidade da segurança" a que Moscovo apela para pedir garantias de que a Ucrânia não irá aderir à NATO.

As duas das principais exigências de Moscovo para acabar com a crise na Ucrânia foram, assim, recusadas, num momento de tensão crescente entre a Rússia e o Ocidente. Washington e a Aliança Atlântica oferecem, antes, a Putin a negociação de acordos de desarmamento e medidas de construção de confiança em diferentes fóruns.

"Considerando o destacamento militar substancial, unilateral e injustificado em curso na Ucrânia e na Bielorrússia, instamos a Rússia a reduzir imediatamente a situação de forma verificável, oportuna e duradoura", escreve a NATO. "A posição do Governo dos Estados Unidos é que o progresso só poderá ser alcançado num ambiente de diminuição de ações ameaçadoras da Rússia em relação à Ucrânia", adverte Washington.

Envio de rascunho de possível tratado
As autoridades russas exigiram resposta por escrito à proposta de Moscovo de assinar um tratado que daria garantias de segurança à Rússia face à expansão da NATO para leste. O Kremlin apresentou inclusive o rascunho de um tratado hipotético.

Os dois textos consultados pelo jornal espanhol foram a resposta ao repto russo. O de Washington intitula-se "Confidencial/Rel Russia" e é composto por uma introdução, sete pontos e breves conclusões. Com o título "NATO-Rússia Restrito", o documento com 12 secções, enviado pela Aliança Atlântica.

Moscovo ainda não enviou uma resposta por escrito, mas fontes aliadas apontam que a Rússia pediu aos Estados Unidos e à NATO para unificarem as respostas e que a Aliança Atlântica concordou em discutir o conceito de "indivisibilidade da segurança", tal como proposto pelos EUA.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, tiveram primeiro contacto telefónico desde que foram enviadas as respostas a Moscovo, esta terça-feira. Blinken, de acordo com um porta-voz do departamento de Estado, transmitiu a Lavrov a disposição de continuar com uma troca "substantiva" de propostas sobre segurança, enquanto o homólogo russo disse que ambos concordaram em continuar o diálogo. "Vamos ver como vai ser", disse, à televisão russa.

Em relação à Ucrânia, o Governo Biden oferece a Putin "medidas de transparência condicional e compromissos recíprocos", ao abrigo das quais a Rússia e os Estados Unidos se absterão de "implantar sistemas de mísseis ofensivos terrestres e forças de combate permanentes no território da Ucrânia". É nesse sentido que Washington anuncia intenção de realizar negociações com Kiev.

Os Estados Unidos declaram-se dispostos a enfrentar o processo "de boa-fé", ao mesmo tempo que censuram Putin por ter destacado mais de 100 mil soldados na fronteira da Ucrânia, ocupado a Crimeia e alimentado o conflito em Donbas.

Segundo Washington, no projeto de tratado sobre segurança na Europa, "a Rússia faz exigências que minam os princípios com os quais se comprometeu em documentos anteriores".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

PUTIM DISSE "CLARAMENTE" A MACRON QUE NÃO PROCURA UM CONFRONTO


O presidente russo disse "muito claramente" ao seu homólogo francês que não procura uma confrontação na Ucrânia, anunciou a presidência francesa, segundo a qual os dois líderes concordaram na necessidade de desanuviar tensões e continuar a dialogar.

"O presidente [Vladimir] Putin não expressou qualquer intenção ofensiva. Ele disse muito claramente que não estava à procura de confrontação", disse o gabinete de Emmanuel Macron, citado pela agência noticiosa France-Presse.

A conversa telefónica, que durou mais de uma hora, permitiu aos dois chefes de Estado "chegar a acordo sobre a necessidade de uma desescalada" na tensão sobre a Ucrânia, disse o Eliseu (presidência francesa).

Sobre a segurança estratégica na Europa, Macron e Putin concordaram na "continuação do diálogo, que exigirá que os europeus façam parte deste diálogo", o qual envolve principalmente os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Relativamente ao conflito no Leste da Ucrânia, onde separatistas pró-russos combatem as forças ucranianas desde 2014, Putin insistiu nas conversações no chamado Formato Normandia (Rússia, Ucrânia, Alemanha e França), que visa implementar os acordos de paz de Minsk de 2015, segundo a presidência russa.

"Também deseja continuar com o presidente (Macron) a discussão que começou hoje", acrescentou o Eliseu.

Emmanuel Macron deverá também falar com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, no final da tarde.

"Irá falar-lhe do nosso empenho na soberania da Ucrânia, da nossa solidariedade neste período de tensão e do nosso empenho em continuar as negociações para encontrar uma forma de implementar os acordos de Minsk", acrescentou a presidência francesa.

A França exerce atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia.

Antes da declaração francesa, a presidência russa (Kremlin) tinha informado que Putin disse a Macron que as respostas do Ocidente às suas exigências ignoraram as "preocupações fundamentais" da Rússia.

Entre as preocupações que ficaram sem resposta, Putin mencionou a recusa categórica da Rússia ao alargamento da NATO para o Leste europeu, aludindo claramente à Ucrânia e também à Geórgia, e o destacamento de armamento ofensivo para perto das fronteiras russas.

Também referiu a retirada das infraestruturas militares aliadas para as posições que ocupava em 1997, antes da expansão para a Europa Oriental e o espaço pós-soviético (1999 e 2004), segundo a agência espanhola EFE.

Segundo o Kremlin, a Rússia "determinará a sua reação futura" depois de estudar em pormenor as respostas dos Estados Unidos e da NATO.

A conversa entre Putin e Macron realizou-se no quadro da crescente tensão entre Moscovo e o Ocidente, que receia uma nova invasão da Ucrânia pela Rússia na sequência do envio de pelo menos 100 mil tropas russas para a fronteira com o país vizinho.

A Rússia negou essa intenção, mas disse sentir-se ameaçada pela expansão de 20 anos da NATO ao Leste europeu e pelo apoio ocidental à Ucrânia.

BISPO AUXILIAR DE LISBOA: VALOR DO ALTAR-PALCO "MAGOA TODOS"

O presidente da Fundação Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 disse, esta quinta-feira, que o valor (superior a quatro milhões de ...