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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

TENTOU FUGIR À GNR E CAUSOU ACIDENTE QUE MATOU JOVEM


Um condutor que estava em fuga à GNR colidiu com outro veículo em Mindelo, freguesia de Vila do Conde, causando um morto. Vítima, de 28 anos, tinha ido buscar o jantar. Suspeito, de 47 anos, foi detido com droga.

Acabou em tragédia a tentativa de um condutor escapar à GNR, esta terça-feira à noite, em Vila do Conde. O carro guiado pelo fugitivo embateu violentamente noutro automóvel, junto à estação de metro de Mindelo, matando o respetivo condutor, de 28 anos.


A vítima, João Silva, morava com a namorada relativamente perto do local do acidente e tinha ido buscar o jantar ao McDonald"s. Fazia a viagem de regresso à habitação, quando foi surpreendido pelo veículo em fuga. Na sequência da colisão, sofreu ferimentos de extrema gravidade. As equipas de socorro ainda estiveram cerca de 20 minutos em manobras de reanimação, mas o óbito foi declarado no local.

O detido é um homem de 47 anos, que ainda agrediu os elementos da GNR ao pontapé quando estava a ser algemado. As autoridades verificaram, depois, que tinha consigo droga.

Ordem de paragem

O acidente aconteceu pelas 20.30 horas. Pouco tempo antes, o condutor de um Mercedes não tinha respeitado a ordem de paragem de GNR, que procedia a uma operação de fiscalização em Modivas. Encetou uma tentativa fuga, a alta velocidade, e terá circulado pouco mais de um quilómetro até embater no Fiat Punto conduzido por João Silva

A GNR, que fazia a perseguição ao suspeito, assistiu ao acidente que deixou os dois carros destruídos. A colisão deu-se no entroncamento da Rua da Estação e da Rua do Pinheiro, em Mindelo. A situação não passou despercebida a quem mora naquela zona.

"Ouvi um estrondo e, depois, muitas sirenes. Vim tentar perceber o que se passava e vi a GNR a algemar um homem", contou Carlos Martins, morador.

Também a namorada de João Silva, com quem o jovem vivia, esteve no local do acidente. Vendo que o companheiro tardava a chegar a casa com o jantar, saiu para tentar ver o que se passava e acabou por deparar-se com a situação. Quando se apercebeu do que se tinha passado, ficou em desespero. João tinha 28 anos, feitos no dia 24 de dezembro.

Nas operações de socorro estiveram os Bombeiros Voluntários de Vila do Conde, a Cruz Vermelha de Vilar e o INEM.





sexta-feira, 28 de maio de 2021

PADRE RECUSA FAZER FUNERAL DE IDOSA QUE NÃO PAGOU A CÔNGRUA


"Uma pessoa que representa a Igreja não pode ser assim", atira, revoltada, Emanuela Cerqueira, com as lágrimas nos olhos. "Dói-lhe" muito não ter conseguido fazer à avó a sua "velhinha" o funeral que ela queria.

Maria da Conceição Ferreira Maia morreu a 13 de maio em casa em Guilhabreu, Vila do Conde. O padre, Carlos Duarte, recusou fazer-lhe o funeral. Diz que a idosa não pagava a côngrua (donativo anual à Igreja), mas um diferendo antigo com o genro de Conceição faz, há mais de 50 anos, toda a família pagar as "favas".

"Disse-nos que não fazia o funeral, porque ela não pagava a côngrua. Explicamos-lhe que ela esteve anos e anos emigrada em França. Só estava a viver em Portugal com a minha prima desde 3 de maio. A minha prima tem a côngrua de 2020 paga 25 euros, mais 13,5 euros. Mostramos-lhe os recibos da paróquia e o atestado da junta. Insistiu que não fazia. Perguntamos se podíamos pedir a outro padre para fazer a cerimónia. Não deixou. Quisemos pagar o que fosse. Não aceitou", conta.

A revolta cresce quando explica as horas "com um corpo morto em casa", "a correr de lado para lado", porque o padre lhe "recusou a igreja".

A avó, devota de Nossa Senhora de Fátima, morreu precisamente a 13 de maio. A "coincidência" deixou a família ainda mais indignada por não lhe poder fazer o funeral religioso e "digno" que Maria da Conceição desejava.

Um diferendo com mais de cinco décadas

"O genro e a filha não pagam os direitos paroquiais e não estão nada ligados à igreja. Além disso, o sr. não respeita a vizinhança da igreja. Tem um terreno aqui mesmo, todo maltratado e com umas cruzes e uns sinais estranhos", afirmou, ao JN, o padre Carlos Duarte.

O pároco, de 92 anos, que está há 59 à frente da paróquia de S. Martinho, em Guilhabreu, admite que, por ali, "há outros casos" de quem "não frequenta a igreja e não paga os direitos". Admite o diferendo antigo com António Sousa (mais conhecido por Patrício) que já motivou, "inclusive, um processo judicial" e mais não diz.

Helena Arezes, mulher de António Sousa, diz que o "marido foi excomungado pelo padre quando tinha 12 anos". Volvidos 54 anos, a "guerra" continua.

A "gota de água" terá sido uma pequenina capela, erguida por António Azevedo (o Inácio), num terreno de Patrício, mesmo ao lado da igreja. Carlos Duarte não gostou. Diz ainda que o terreno, mesmo no sopé da igreja, "dá mau aspeto" e põe em perigo de derrocada o adro da igreja.

Emanuela só lamenta que "toda a família continue a pagar as favas", mais de cinco décadas depois. "Não fui batizada, porque o meu padrinho era o meu tio e o padre não deixou. Não fui aceite na catequese. O padrinho do filho mais velho da minha prima é S. Lázaro. O padre também não aceitou os padrinhos. Ela própria foi batizada numa freguesia vizinha. Não é justo!".

Diocese diz que a "côngrua não é obrigatória"

A diocese já recebeu a exposição da família e está a averiguar o caso. O padre Jorge Duarte diz que a recusa de um funeral pelo não pagamento é "desproporcional". Acredita que "há outras razões, que não o dinheiro" e esclarece: "A côngrua é um dever das pessoas. É a fonte de financiamento da maior parte das paróquias, sobretudo as mais rurais, mas é uma indicação. Não é obrigatória. Na minha paróquia (em Gaia), por exemplo, tenho 40 ou 50 famílias que pagam em 30 mil pessoas. A ser assim, não fazia nenhum funeral por ano".

A "indicação" é que cada paroquiano dê um dia de salário por ano para assegurar o salário do pároco e todas as despesas da paróquia.

"A Igreja recomenda justamente o contrário: a proximidade, o acompanhamento e a solidariedade de quem está a sofrer pela perda de um ente querido e não uma atitude de exclusão", disse, ao JN, o padre Jorge Duarte, da diocese do Porto.

"REI DOS CATALISADORES" VOLTA A SER LIBERTADO

O Rei dos catalisadores, que protagonizou duas fugas as autoridades e é suspeito de mais de 70 furtos em veículos desde o início do ano, vol...