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domingo, 23 de janeiro de 2022

COMBATES PROVOCAM 136 MORTOS EM QUATRO DIAS NA SÍRIA


Combates entre jiadistas e forças curdas apoiadas pela coligação internacional prosseguem este domingo, pelo quarto dia, no nordeste da Síria, com um balanço de 136 mortos.

O grupo jiadista Estado Islâmico (EI) atacou a prisão de Ghwayran, na região de Hassaké, para libertar os seus companheiros amotinados, provocando a morte a 84 membros desta fação e 45 combatentes curdos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As Forças da Síria Democrática (FDS), liderada pelos curdos, recuperou o controlo de quase todo o setor, com exceção de algumas células, com o apoio da aviação da coligação internacional.

"A prisão está agora sob o controlo das nossas forças e tomaram-se medidas que frustraram as intenções de fuga dos terroristas (do EI), enquanto as nossas forças também estão a trabalhar para impor o seu controlo dentro da prisão", informaram as FDS em comunicado.

Restam, no entanto, "três células de terroristas" cercadas no bairro de Geweran, onde se encontra a prisão, a partir de onde as forças do EI apoiaram os presos amotinados.

Os confrontos puseram em fuga milhares de civis numa altura em que se fazem sentir temperaturas gélidas na região.

Desencadeada em março de 2011 pela repressão às manifestações pró-democracia, a guerra na Síria tornou-se mais complexa ao longo dos anos com o envolvimento de potências regionais e internacionais, e a ascensão dos jiadistas.

Apesar de derrota em 2019, o EI tem conseguido perpetrar ataques mortais através de células.

O conflito matou cerca de 500 mil pessoas de acordo com o OSDH, devastou a infraestrutura do país e deslocou milhões de pessoas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

ONG VENEZUELANA ACUSA POLÍCIAS E MILITARES DE MATAREM 51 PESSOAS


Agentes policiais e militares mataram 51 pessoas na Venezuela em dezembro de 2021, na maior parte dos casos "execuções extrajudiciais", denunciou a ONG Controlo Cidadão (CC), rejeitando a versão oficial de morte de "alegados criminosos" em confrontos.

"Em dezembro de 2021, registámos 51 'abatidos' pelos organismos de segurança do Estado e pelas Forças Armadas Bolivarianas (FANB) em operações que tiveram lugar em 11 entidades federais do país", refere a CC num comunicado divulgado em Caracas.

Segundo a ONG, "estas mortes foram justificadas pelo Estado venezuelano como 'confrontos com criminosos', mas na maioria dos casos poderiam ser chamadas 'execuções extrajudiciais', em violação do direito à vida, à integridade pessoal e ao devido processo".

Segundo a CC, no registo de vítimas não aparece nenhuma mulher "abatida" e o número de assassinatos pelas forças de segurança registados no último mês de 2021 é inferior ao de novembro último (73 pessoas).

Segundo a CC, os casos de "abatidos" envolvem em maior número o Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC, antiga Polícia Técnica Judiciária), a Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) e a Polícia do Estado de Carabobo (Policarabobo).

Funcionários do CICPC aparecem envolvidos em 16 casos de cidadãos "abatidos" em dezembro, durante alegados confrontos com as forças de segurança, a GNB em oito casos e a Policarabobo em sete.

Os restantes casos correspondem a "comissões mistas" daqueles organismos e de outras forças de segurança e policiais.

"No entanto, a análise dos dados está a mostrar como a polícia estatal e municipal estão a envolver-se cada vez mais nesta prática, que parece ser uma política estatal", sublinha o documento.

A CC adverte que nas operações em que participaram equipas mistas de polícias e militares, não foi determinada claramente a linha de comando ou o responsável pela operação "o que dificulta determinar as responsabilidades, no caso de violações dos Direitos Humanos".

Rocío San Miguel, presidente da CC, explicou aos jornalistas que as operações mistas "fazem parte da união militar-policial" que a Venezuela "apregoa como nova política de segurança".

Estes casos de "abatidos" que envolvem polícias e militares, no quadro das operações de segurança na Venezuela, "são poucas vezes investigados ou julgados, apesar de a maioria terem caraterísticas de ser execuções extrajudiciais, estimulando-se um ciclo de impunidade que alenta a prática, num contexto de violência cada vez maior no país", refere a ONG.

A CC instou o Ministério Público da Venezuela "para que, em todos os casos de 'abatidos' em operações realizadas por órgãos de segurança do Estado e componentes das Forças Armadas, sejam feitas as investigações correspondentes, que permitam determinar as responsabilidades" em cada caso.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

PELO MENOS 35 MIL CRIANÇAS E ADOLESCENTES FORAM MORTAS NO BRASIL EM CINCO ANOS


Pelo menos 35 mil crianças e adolescentes com idade até aos 19 anos foram mortas de forma violenta no Brasil, uma média de sete mil por ano, entre 2016 e 2020, segundo um levantamento divulgado esta sexta-feira.

A informação consta no "Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil", realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com uma análise inédita dos boletins de ocorrência das 27 estados do país.

O levantamento também destacou que entre os anos de 2017 a 2020, 180 mil brasileiros na mesma faixa etária sofreram violência sexual uma média de 45 mil por ano.

"A violência (no Brasil) se dá de forma diferente de acordo com a idade da vítima. Crianças morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido", lê-se no documento.

"O mesmo vale para a violência sexual contra elas, cometida dentro de casa, por pessoas próximas. Já os adolescentes morrem, maioritariamente, fora de casa, vítimas da violência armada urbana e do racismo", acrescentou.

Os dados recolhidos indicaram que a maioria das vítimas de mortes violentas até aos 19 anos são os adolescentes.

Assim, das 35 mil mortes violentas de pessoas até 19 anos identificadas nos últimos cinco anos no país sul-americano, mais de 31 mil tinham entre 15 e 19 anos.

No entanto, o número de crianças de até 4 anos vítimas de violência letal aumentou.

Entre 2016 e 2020, foram identificadas pelo menos 1070 mortes violentas de crianças de até 9 anos no Brasil. Em 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19, foram 213 crianças dessa faixa etária mortas de forma violenta.

"A violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenómenos complementares e simultâneos, é crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e resposta às violências", afirmou Florence Bauer, representante da Unicef no Brasil num comunicado sobre o levantamento.

O documento informou que no total de crianças de até 9 anos mortas de forma violenta no Brasil, 56% eram negras, 33% das vítimas eram meninas, 40% morreram dentro de casa, 46% das mortes ocorreram pelo uso de arma de fogo, e 28% pelo uso de armas brancas ou por agressão física.

Já entre os adolescentes, as mortes violentas têm alvo específico: mais de 90% das vítimas são meninos, e 80% são negros.

O número de mortes violentas de adolescentes de 15 a 19 anos caiu de 6.505 em 2016 para 4.481 em 2020, nos 18 estados brasileiros em que há dados completos de série histórica.

Segundo o documento, em 2020, nos 24 estados brasileiros em que há dados, um total de 787 mortes de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos foram identificadas como mortes decorrentes de intervenção policial.

Esse número representa 15% do total das mortes violentas intencionais nessa faixa etária, e indica uma média de mais de duas mortes por dia no Brasil.

domingo, 30 de maio de 2021

VENDAS DE ARMAS NOS EUA ESTÃO A SUBIR NUM RITMO ALARMANTE

 


As vendas de armas nos Estados Unidos subiram 6,5% no ano passado, acelerando face ao crescimento de 5,3% registado em 2019, o que significa que há mais 17 milhões de norte-americanos armados.

De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, que cita um estudo publicado no New York Times, as vendas de armas aceleraram desde o início da pandemia de covid-19, no princípio de 2020, com cerca de 20% das armas a serem adquiridas por pessoas que se estreiam como proprietários.

De acordo com as conclusões dos dados do estudo da Universidade Northeastern em colaboração com um centro de investigação de Harvard, isto significa que não só há mais armas, como há mais pessoas armadas.

Metade dos novos proprietários são mulheres, uma quinta parte são afro-americanos e outra quinta parte hispânicos, o que aponta para uma diversificação do perfil habitual do comprador de armas, que é homem e branco.

No total, estima-se que 39% das famílias nos Estados Unidos tenham pelo menos uma arma, acima dos 32% de 2016, aponta-se no estudo, que lembra que as vendas dispararam no início da pandemia de covid-19, com a verificação de antecedentes criminais um barómetro da compra de novas armas a chegar ao milhão por semana, o maior valor desde que se começaram a compilar os dados, em 1998.

Esta primavera, os números aumentaram para 1,2 milhões verificações de antecedentes criminais, de acordo com o FBI.

As vendas de armas estão a subir há anos nos Estados Unidos, havendo geralmente picos em anos de eleições ou depois de crimes mediáticos, mas os últimos dados apontam para um ritmo sem precedentes neste tipo de compras.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

GALO INDIANO MATA DONO COM LÂMINA USADA EM LUTAS ILEGAIS


Um galo utilizado em lutas ilegais de animais matou o seu dono com uma lâmina que tinha atada à pata, desencadeando uma caça ao homem para encontrar os organizadores do evento, numa região rural da Índia. A ave tinha uma faca presa à sua perna pronta a enfrentar um adversário quando infligiu ferimentos graves na virilha do homem, enquanto tentava fugir, revelou a polícia.

A vítima morreu por perda de sangue antes de chegar a um hospital no distrito de Karimnagar, no estado de Telangana, no início desta semana, disse o agente da polícia local B. Jeevan à AFP. O homem estava entre 16 pessoas a organizar a luta de galos na aldeia de Lothunur quando ocorreu o estranho acidente, disse Jeevan.

O galo foi brevemente retido na esquadra da polícia local antes de ser enviado para uma exploração avícola.

"Estamos à procura das outras 15 pessoas envolvidas na organização da luta ilegal", disse agente, que podem ser acusadas de homicídio involuntário, apostas ilegais e de terem organizado uma luta de galos.

As lutas de galos são proibidas mas ainda comuns nas zonas rurais dos estados de Telangana, Andhra Pradesh, Karnataka e Odisha - particularmente na altura do festival hindu de Sankranti. Os galos, de raça especial, têm facas de 7,5 centímetros ou lâminas amarradas às suas pernas e os apostadores apostam em quem irá ganhar a terrível luta.

Milhares de galos morrem todos os anos nas batalhas que, apesar dos esforços dos grupos de defesa dos direitos dos animais, atraem grandes multidões.

"REI DOS CATALISADORES" VOLTA A SER LIBERTADO

O Rei dos catalisadores, que protagonizou duas fugas as autoridades e é suspeito de mais de 70 furtos em veículos desde o início do ano, vol...