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terça-feira, 15 de novembro de 2022

EUA DIZEM QUE MÍSSEIS RUSSOS MATARAM DUAS PESSOAS NA POLÓNIA


Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse, esta terça-feira, que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.

O porta-voz do Governo polaco, Piotr Mueller, não confirmou imediatamente esta informação, mas referiu que os principais líderes estavam a realizar uma reunião de emergência devido a uma "situação de crise", noticiou a agência Associated Press (AP).

De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram esta tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.

O ministro da Defesa da Letónia, Artis Pabriks, lamentou o sucedido numa publicação no Twitter. "As minhas condolências aos nossos irmãos de armas polacos. O regime criminoso russo disparou mísseis que não só atingiram civis ucranianos, mas também aterraram em território da NATO na Polónia. A Letónia apoia plenamente os amigos polacos e condena este crime".

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Estónia disse estar em "total solidariedade" com a Polónia e que está "pronta para defender cada centímetro do território da NATO".

As autoridades húngaras anunciaram que também vão convocar o seu conselho de defesa.

A Rússia bombardeou cidades e instalações de energia em toda a Ucrânia esta terça-feira, incluindo Lviv, uma cidade no oeste do país perto da Polónia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

TALIBÃS ORDENAM IMPLEMENTAÇÃO MAIS RESTRITA DA LEI ISLÂMICA


O líder supremo do Afeganistão ordenou que os juízes do país implementassem de forma absoluta todas as penas da lei islâmica, que incluem execuções públicas, apedrejamentos, açoitamentos e amputação de membros. O líder talibã prometeu uma versão mais branda do regime severo, que caracterizou o seu período no poder de 1996 a 2001, mas gradualmente reprimiu direitos e liberdades.

O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, esclareceu, numa mensagem divulgada através da rede social Twitter, que a norma "obrigatória" partiu do líder supremo, Hibatullah Akhundzada, após uma reunião com um grupo de juízes.

O líder do país pediu que os crimes mais graves, como o adultério, acusação falsa de adultério, consumo de álcool, roubo, crimes com violência ou ameaças, deserção e rebelião fossem punidos conforme a lei islâmica.

Quando o movimento talibã regressou ao poder, em agosto de 2021, prometeu ser mais flexível na aplicação da 'sharia', mas a interpretação ultra rigorosa do Islão foi sendo retomada. As autoridades passaram a punir em público os autores de roubos, sequestros e adultérios com penas como açoitamentos, amputações e apedrejamentos.

As mulheres, em particular, perderam o emprego ou recebem salários miseráveis para ficar em casa, além de enfrentarem a proibição de viajar sem estarem acompanhadas de um parente do sexo masculino e a obrigação de usar o 'hijab' quando saem de casa. Na semana passada, os talibãs também as proibiram de entrar em parques, jardins, pavilhões desportivos, ginásio e banhos públicos.

BIDEN E XI FALARAM DA UCRÂNIA E CONCORDARAM QUE GUERRA NÃO PODE NUNCA SER NUCLEAR


O presidente dos EUA, Joe Biden, e o líder chinês, Xi Jinping, reuniram em Bali, na Indonésia, esta segunda-feira. O encontro, que durou cerca de três horas, abordou a rivalidade entre os dois países, a questão de Taiwan e o conflito na Ucrânia, que sentou os dois líderes do mesmo lado da mesa: nuclear não é uma opção.

O presidente dos EUA, Joe Biden, definiu como uma "conversa franca e honesta", o encontro de mais de três horas que o sentou na mesma sala de reuniões com o líder chinês, Xi Jinping, à margem do G20. Uma cimeira, que segundo o líder norte-americano, deve servir para unir os vários Estados numa "coligação alargada" para atacar um vasto leque de "grandes desafios mundiais", incluindo o clima, discutido na semana passada durante a 27.ª edição das Nações Unidas da Conferência do Clima, a COP27.

A Casa Branca revelou, entretanto, os tópicos da conversa entre os líderes das duas principais economias mundiais, EUA e China, esta segunda-feira, em Bali. A guerra na Ucrânia, que marca a atualidade mundial desde 24 de fevereiro, quando o exército russo invadiu território ucraniano, foi um dos temas discutidos entre os dois líderes. O assunto foi levado à mesa de negociações pelo presidente dos EUA, que sublinhou a importância, verdadeiramente vital, de evitar a escalada do conflito.

Segundo a BBC, Xi Jinping concordou que uma guerra nuclear nunca pode ser travada. De acordo com a imprensa oficial de Pequim, o líder chinês expressou "grande preocupação" com o conflito na Ucrânia, o que parece ser uma subida do tom face a declarações anteriores em que Pequim pediu moderação a Moscovo, um dos principais parceiros económicos do "império do meio".

China uma responsabilidade com a Coreia do Norte

Ainda com o tema nuclear em cima da mesa, Biden expressou preocupação sobre o comportamento "provocador" da Coreia do Norte, que nos últimos dois meses disparou dezenas de mísseis balísticos, vários sobre o Japão. "É difícil dizer que estou certo que a China pode controlar a Coreia do Norte. Mas a china tem a obrigação de tentar", disse Biden, em conferência de imprensa, no fim o encontro.

Na eventualidade de um teste nuclear de Pyongyang, Biden disse que os EUA não deixariam de reagir, "tomando certas medidas que seriam mais defensivas" mas "nunca visando diretamente a China". Para evitar "mal-entendidos", o presidente do EUA sublinhou: "Disse o que queria e o que disse era o que queria dizer."

Segundo a agência de notícias AFP, Biden levantou também a questão Taiwan no encontro, e expressou objeções face "às ações crescentemente agressivas e coercivas" de Pequim em relação a Taipé. Xi Jinping, que tinha o assunto em agenda também, definiu as chamadas linhas vermelhas, relata a imprensa oficial chinesa, incomodado com as palavras do homólogo norte-americano, que repete desde que chegou à Casa Branca que se juntará à defesa daquele território em caso de invasão chinesa.

"Acredito piamente que não haverá uma Guerra Fria com a China", disse Biden, numa referência ao conflito que dividiu o mundo em dois blocos antagónicos, os EUA e a antiga União Soviética, durante mais de 40 anos, entre o fim da II Guerra Mundial, em 1945, e a queda do muro de Berlim, em 1989, sob o espetro de um conflito nuclear.

"Acho que não está iminente uma tentativa da China de invadir Taiwan", disse Biden, salientando que a posição dos EUA não mudou, mas que Washington quer "uma solução pacífica" para a questão. "Estou convencido de que Xi Jinping entendeu perfeitamente o que disse", acrescentou o presidente norte-americano.

EUA vão "continuar a competir vigorosamente" com a China

O assunto que parece ter serenado, pelo menos, durante o encontro, em que os líderes das delegações chinesa e norte-americana acenaram, ainda antes do início da reunião, com o compromisso de fazer esforços para "evitar um conflito" entre China e EUA. Biden garantiu a Xi que os "states" vão "continuar a competir vigorosamente" com o "império do meio", mas que essa competitividade, que é também política, além da económica, "não deve nunca degenerar num conflito" entre as duas potências.

Da reunião saiu, segundo a BBC, uma nota na agenda do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que vai visitar a China em data a definir. Questionado pelos jornalistas no fim do encontro, Joe Biden disse que acordou com Xi Jinping que ambos manterão encontros para aprofundar muitos dos assuntos debatidos na reunião.

Segundo Biden, o líder chinês "foi direto e frontal, como sempre". O encontro foi franco, "sem rodeios" e, garante o presidente norte-americano, o homólogo chinês mostrou-se disponível a colaborar em certos assuntos, que não determinou.

domingo, 13 de novembro de 2022

VÍDEO: TESLA DESCONTROLADO ATROPELA MORTALMENTE DUAS PESSOAS E FERE OUTRAS TRÊS NA CHINA


A Tesla disse este domingo que vai ajudar a polícia chinesa a investigar um acidente envolvendo um dos seus carros Model Y depois de duas pessoas terem morrido atropeladas por um veículo descontrolado.

O incidente deu-se a 5 de novembro na província de Guangdong, no sul, e matou duas pessoas e feriu outras três. A China é o segundo maior mercado da Tesla e o acidente estava entre os principais tópicos de tendências na rede social Weibo.

AS POLÉMICAS E EXTRAVAGÂNCIAS DO MUNDIAL MAIS CARO DA HISTÓRIA


O Mundial de futebol do Catar arranca dia 20 de novembro às 16 horas (hora de Portugal continental) com um jogo entre a seleção anfitriã e o Equador. A organização do evento neste emirado árabe levantou muitas questões. As suspeitas de corrupção, as altas temperaturas e a exploração laboral são só alguns dos problemas.

Estamos em contagem decrescente para o Mundial mais caro e, provavelmente, dos mais polémicos da História. Com o aproximar do arranque oficial da competição, adensa-se o clima de suspeita e revolta sobre os bastidores do evento que custou 225 mil milhões de euros. Desde que em dezembro de 2010 a FIFA atribuiu ao emirado árabe do Catar a organização do Campeonato do Mundo de 2022 que têm surgido questões em torno dessa decisão. As suspeitas de corrupção, os estádios, as altas temperaturas e os problemas de exploração laboral estão na ordem do dia.

 

A tão falada corrupção

O Catar é uma pequena península no Golfo Pérsico, um território um pouco maior que a região portuguesa do Baixo Alentejo. Contudo, ali existem abundantes receitas devido ao petróleo e ao gás natural, do qual tem a terceira maior reserva mundial. A influência do dinheiro deste emirado tem crescido em vários setores de atividade no Mundo, nomeadamente no futebol onde têm uma posição dominante no Paris Saint-Germain, são patrocinadores do Barcelona e conquistaram uma grande influência nos centros de decisão, sobretudo na FIFA. O ponto alto de afirmação do Catar na indústria futebolística foi quando a 2 de dezembro de 2010 foi escolhido como organizador do Mundial 2022, para espanto de muita gente.

 

O que se passa com a construção de estádios e hotéis?

Várias organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram ao longo dos anos violações sistemáticas nas condições dos migrantes que chegam ao Catar para a construção civil nos estádios. No Catar há o chamado sistema Kalafa, em que os trabalhadores ficam dependentes de um “patrocinador”, o que implica, por exemplo, não terem autonomia para mudar de emprego ou deixar o país. Segundo a organização, a construção dos estádios mobilizou cerca de 30 mil trabalhadores para obras como estádios, hotéis e estradas ou outras infraestruturas.

Ao longo dos últimos anos foram surgindo cada vez mais denúncias de violações de direitos de trabalhadores sujeitos a trabalhos forçados, a viver em condições precárias, a trabalhar em condições climatéricas extremas, sem limitação de horário, sem direito a descanso e muitos não têm recebido salários. Estas condições conduziram muitos à morte.


Quantos já morreram?

O jornal inglês “The Guardian” fez contas. Com base em dados recolhidos junto dos governos da Índia, Bangladesh, Nepal, Sri Lanka e Paquistão (os países com mais emigrantes no Catar), já terão ocorrido, pelo menos, 6500 mortes de trabalhadores nestes últimos dez anos devido à falta de condições de trabalho. Um estudo da Organização Mundial do Trabalho concluiu que, só em 2020, morreram 50 trabalhadores no Catar, registando ainda 500 feridos graves e 37 600 que sofreram ferimentos leves.

 

O que vai acontecer aos estádios depois do Mundial?

Num país com poucas tradições futebolísticas e uma seleção nacional que não dá cartas no plano competitivo, a questão que se coloca é o que irá acontecer aos sete novos estádios construídos de raiz? A organização esclareceu que os recintos foram construídos com recurso a estruturas modelares, sendo por isso desmontáveis. Um dos casos curiosos é no estádio Abu Abou em Doha, conhecido também por Estádio 974 por ter sido construído com recurso a 974 contentores de aço reciclado. Será o primeiro totalmente desmontável na história dos Campeonatos do Mundo de futebol.

 

Vozes internacionais contra a prova no Catar?

O antigo jogador Cantona lamentou que, não tendo o Catar a paixão pelo futebol, a competição seja neste país. Depois considerou “uma aberração ecológica” a questão dos ares condicionados. Recorde-se que os estádios são fechados e tendo o Catar um clima tão quente, a organização decidiu colocar em todos enormes aparelhos para fazer face às altas temperaturas.

O selecionador alemão, Hansi Flick, diz que este não é um Mundial para os adeptos, fazendo menção a amigos que vão deixar de assistir à competição em jeito de protesto contra a organização.

Por seu turno, o ex-futebolista Phillipp Lham garante que prefere acompanhar o futebol em casa, questionando os critérios usados na escolha do Catar para acolher a competição. “Os direitos humanos deveriam ser a principal preocupação e não são”, rematou.

VÍDEOS: MUNDIAL 2022: QATAR APRESENTA... ADEPTOS PORTUGUESES "CONTRATADOS" NAS RUAS DE DOHA


A uma semana do início do Campeonato do Mundo de Futebol, o Qatar continua a ser notícia pelos motivos mais inusitados. Esta sexta-feira de manhã, uma centena de adeptos juntou-se nas ruas da capital, Doha, para celebrar a competição. Mas as imagens deixaram dúvidas.

A própria organização do Mundial 2022 refere que “a festa mundialista já passa nas ruas de Doha”, com grupos de adeptos argentinos, espanhóis, brasileiros e franceses vestidos a rigor, acompanhados de bombos, bandeiras e cachecóis. Há até um grupo de portugueses apaixonados por Ronaldo e companhia que decidiram celebrar na estação de metro da cidade.

Um segundo olhar mais atento permite distinguir que se tratam antes de “fãs qatari” das diferentes seleções que vão entrar em campo. Ou seja, os quatro grupos de adeptos não são argentinos, espanhóis, brasileiros ou franceses, mas sim nacionais do Qatar.

Nas redes sociais, começam a circular imagens e comentários jocosos, ironizando com a necessidade de “pagamento” de adeptos para que haja pessoas interessadas na competição.

Nos últimos meses, têm sido cada vez mais recorrentes as críticas e apelos ao boicote do Mundial 2022, promovendo denúncias de ataques aos direitos humanos, defesa de trabalhadores e da vida LGBTQI+.

Esta semana, Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, admitiu em entrevista ao grupo de media suíço “Tamedia” que a escolha do Qatar para organizar o Mundial 2022 foi um erro: “Assumo a minha responsabilidade como presidente da FIFA naquela altura. O futebol e o Mundial são demasiado grandes para isso”.





VÍDEO: DOIS AVIÕES HISTÓRICOS COLIDEM NO AR DURANTE ESPETÁCULO AÉREO EM DALLAS


Dois aviões militares históricos, da era da Segunda Guerra Mundial, colidiram e caíram, no sábado, durante um espetáculo aéreo em Dallas, nos Estados Unidos da América. Segundo os meios locais, a bordo dos aparelhos estariam seis pessoas, mas esta informação ainda carece de confirmação oficial. Vídeos nas redes sociais mostram momento do embate.

A colisão entre o bombardeio B-17 Flying Fortress e o caça Bell P-63 Kingcobra ocorreu durante o espectáculo "Wings Over Dallas Airshow", por volta das 13.20 horas de sábado. Após o choque, os aparelhos partiram-se em vários pedaços e embateram no solo, provocando uma bola de fogo, que criou uma enorme pluma de fumo negro.

Vários vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento dramático em que o caça Kingcobra choca com B-17.

Apesar de as autoridades ainda não terem confirmado o número de vítimas mortais, os meios de comunicação locais avançam com seis mortos. Cinco deles eram os ocupantes do bombardeio B-17 e o sexto trata-se do piloto do caça Bell.

"Como muitos de vós já viram, tivemos uma tragédia terrível na nossa cidade durante um espectáculo aéreo. Muitos detalhes permanecem desconhecidos ou não confirmados neste momento", afirmou o presidente da Câmara de Dallas, Eric Johnson. As causas do acidente vão ser investigadas pela National Transportation Safety Board.

O acidente espalhou destroços pelo terreno do aeroporto, bem como numa autoestrada e num centro comercial próximo, mas nenhum dos espectadores no local ficou ferido.

O B-17, um bombardeiro a quatro motores, desempenhou um papel importante durante a Segunda Guerra Mundial na vitória contra a Alemanha. Com uma reputação de cavalo de batalha, tornou-se um dos bombardeiros mais produzidos de sempre.

O caça P-63 Kingcobra era um avião de combate desenvolvido durante a mesma guerra pela Bell Aircraft, mas foi utilizado em combate apenas pela Força Aérea Soviética.

Um dos últimos grandes incidentes de um B-17 foi a 2 de outubro de 2019, quando sete pessoas morreram num acidente num aeroporto em Windsor Locks, Connecticut.


sábado, 12 de novembro de 2022

DRONE MILITAR DOS EUA REGRESSA À TERRA APÓS 908 DIAS EM ÓRBITA


Um drone espacial das Forças Armadas norte-americanas aterrou este sábado na base aérea do Cabo Canaveral, na Florida, depois de passar quase dois anos e meio em órbita, informou o fabricante de aeronaves Boeing.

O vaivém não tripulado, cujo primeiro voo ocorreu em 2010, passou, no total, mais de uma década no espaço durante as seis missões que já realizou, acrescentou a empresa em comunicado.

O X-37B "continua a bater recordes e fornece ao nosso país uma capacidade inigualável de testar e integrar rapidamente novas tecnologias espaciais", adiantou o vice-presidente da Boeing Space, Jim Chilton.

Lançado em sigilo, o veículo não tripulado é abastecido por painéis solares, tem nove metros de comprimento, uma envergadura de 4,5 metros e foi projetado para a Força Aérea dos EUA pela United Launch Alliance, um consórcio que juntou as empresas Boeing e Lockheed Martin.

O Pentágono tinha levantado o véu sobre os seus objetivos antes do seu último lançamento, em maio de 2020, adiantando que a missão que levou 908 dias pretendia testar as reações de certos materiais no espaço, avaliar os efeitos da radiação numa série de sementes e transformar a radiação solar em energia radioelétrica.

VÍDEO: NASA TESTA COM ÊXITO (DISCO VOADOR) PROJETADO PARA POUSAR HUMANOS EM MARTE


A Nasa concluiu a demonstração tecnológica de sua missão Low-Earth Orbit Flight Test of an Inflatable Decelerator (LOFTID). O “desacelerador aerodinâmico inflável” ou tecnologia aeroshell, com formato semelhante ao de um disco voador inflável, poderá ajudar a pousar humanos em Marte. O objeto foi lançado ao espaço ontem e em seguida trazido em segurança, pousando em águas perto do Havaí.

Segundo a Nasa informou ontem, o novo aparato conta com pára-quedas e foguetes aeroshells rígidos para desacelerar pessoas, veículos e hardware durante sua descida de entrada e pouso em um planeta ou outro objeto cósmico com atmosfera.

A agência espacial passou mais de uma década desenvolvendo sua tecnologia Hypersonic Inflatable Aerodynamic Decelerator (HIAD). O teste de voo orbital LOFTID foi o passo seguinte do programa. Com 6 metros de diâmetro, o veículo de reentrada LOFTID foi o maior corpo sem ponta a entrar na atmosfera, de acordo com a Nasa.

Tecnologia de reentrada


Quando uma espaçonave ou outro objeto entra na atmosfera de um planeta, o arrasto age sobre o corpo e o desacelera, convertendo energia cinética em calor. O grande tamanho do dispositivo HIAD significa que ele cria mais arrasto e inicia o processo de desaceleração mais alto na atmosfera do que os aeroshells tradicionais.

Isso não apenas permitirá cargas úteis muito mais pesadas, mas também poderá permitir pousos a partir de altitudes mais elevadas. Além disso, também poderia ser usado para trazer de volta objetos massivos da órbita da Terra, como itens da Estação Espacial Internacional. A Nasa diz que a tecnologia também poderá ser usada para trazer de volta partes de foguetes após o lançamento.

Um dispositivo HIAD terá uma estrutura inflável capaz de manter sua forma contra forças de arrasto. Também terá um sistema térmico flexível que o protegerá do calor gerado durante a reentrada. Sua estrutura é feita com uma pilha de anéis concêntricos pressurizados que são amarrados para formar uma estrutura em forma de cone.

Segundo a Nasa, esses anéis são feitos de fibras sintéticas trançadas que são 15 vezes mais fortes que o aço. Todo esse sistema é dobrável, embalável e implantável, o que significa que ocupará menos espaço nos foguetes. Isso também permite que seu design seja escalável.

ELETRICISTA CAI EM FORNO COM ALUMÍNIO A 720ºC E SOBREVIVE


Um eletricista de 25 anos teve um encontro com a morte quando caiu num forno com alumínio a 720°C. Talvez o mais notável disto seja que o homem sobreviveu para não mencionar o facto de ele próprio se ter puxado para fora do forno.

O homem está agora a ser tratado como pode imaginar por algumas queimaduras bastante graves. No entanto, embora esteja realmente muito ferido, conseguiu escapar com vida. O eletricista estava a realizar o seu trabalho na fornalha da fábrica em St Gallen, na Suíça, na altura do incidente. Ele caiu de um alçapão no metal quente por baixo e ficou imerso até aos joelhos.

Apesar de estar no tipo de agonia que só podemos esperar nunca experimentar, ele conseguiu sair e o alarme foi então dado. Os paramédicos e médicos foram a correr para o local, antes da chegada da ambulância aérea para o apressar a ir para o hospital.

Agora, a polícia lançou uma investigação sobre as circunstâncias que conduziram a este terrível incidente.

Não é a primeira vez que ocorre um acidente grave nesta mesma fábrica, com uma explosão inexplicável em 2014 deixando um homem com queimaduras graves no rosto.

Com alguma sorte, o homem que caiu através de um buraco circular e no metal quente em chamas fará uma recuperação total, embora esteja em estado grave.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

COMPANHIA AÉREA AUSTRÍACA ANUNCIA NOVA ROTA A PARTIR DO PORTO


Duas companhias aéreas anunciaram novos planos de voo com destino ao Porto. A Austrian Airlines vai abrir uma nova rota para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro no verão de 2023. Já a Emirates tem intenção de retomar os voos entre Porto e Dubai no segundo semestre de 2024.

A companhia aérea austríaca do Grupo Lufthansa apresentou os novos destinos programados para o próximo verão, tendo incluído o Porto, com três voos por semana, desde Viena.

Os voos para a Invicta começam com a mudança para o horário de verão e são uma das principais novidades na rede da companhia aérea para a época estival de 2023. O Porto é um dos sete novos destinos que a Austrian Airlines vai passar a incluir nas suas propostas de viagem, para além de Marselha (França), Billund (Dinamerca), Tivat (Montenegro), Palermo (Itália), Vilnius (Lituânia) e Tromso (Noruega).

“Os destinos Porto, Marselha, Billund e Tivat são completamente novos”, indica a Austrian Airlines no comunicado publicado no site, revelando que os quatro novos destinos vão contar com até três voos por semana, desde Viena, capital da Áustria. No próximo verão, a companhia aérea passará a ter 43 destinos no Mediterrâneo, disponibilizando cerca de 300 voos por semana. Todos as rotas e voos para o verão de 2023 estão já disponíveis para reserva, através do site da Austrian Airlines.

Emirates espera retomar os voos Porto – Dubai em 2024

Entretanto, o diretor da Emirates em Portugal, David Quito, anunciou, em Lisboa, que a companhia aérea espera retomar os voos entre Porto e Dubai no segundo semestre de 2024. “O Porto não está esquecido”, garantiu.

Para o Porto, a companhia aérea pretende retomar os quatro voos por semana que operava em 2019, antes da pandemia, mas está dependente de vários fatores, incluindo “de outros mercados externos, como por exemplo a reabertura da China”, disse o executivo da Emirates.

O objetivo da Emirates, “a médio prazo, é ter uma operação como tinha em 2019, com cerca de 50 mil lugares por mês para Portugal”, ida e volta, com 18 voos por semana (14 semanais de Lisboa e quatro semanais do Porto).

TAÇA DA LIGA SERÁ REDUZIDA A QUATRO EQUIPAS


Os clubes pretendem reformular o modelo da Taça da Liga e da Taça de Portugal, mas manter os quadros competitivos da I e II Liga, revelou esta sexta-feira o presidente de Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença.

A questão foi discutida durante a Cimeira de Presidentes da LPFP, realizada no Porto, e onde participaram todos os presidentes das sociedades desportivas que competem nos campeonatos profissionais, que concordaram, na maioria, que a Taça da Liga seja reduzida a quatro clubes, que apenas disputarão uma 'final four'.

"Mediante as alterações competitivas promovidas pela UEFA para 2024, a proposta é fazer uma redução do número de equipas na Taça da Liga, e dos respetivos jogos, mas mantendo a 'final four'. Em cima da mesa, está um projeto de internacionalização, que aproveita o período, para disputar esses jogos em espaço internacional", disse Pedro Proença.

Sobre as quatro equipas que serão apuradas para disputar essa 'final four', o dirigente disse que o modelo ainda será estudado, mas que pode passar "pelos quatro primeiros classificados da Liga, na época anterior".

Sobre as propostas de alteração para a Taça de Portugal, que terão de ser feitas pela LPFP para aprovação da Federação Portuguesa de Futebol, os clubes defendem, segundo Pedro Proença, "passar para apenas um jogo a fase da competição que é disputada a duas mãos (meias-finais)".

O presidente da LPFP lembrou que as medidas hoje debatidas na Cimeira de Presidentes, "um órgão político", terão de ser formalizadas em forma de propostas para serem votadas em Assembleia Geral da LPFP.

Esta necessidade de mudança sinalizada nos clubes decorre da reformulação que a UEFA pretende fazer, a partir da época 2024/25, nas competições europeias, nomeadamente na Liga dos Campeões, que vai 'retirar' quatro semanas às competições nacionais.

A necessidade de fazer um reajuste ao tempo disponível para competir tem de recair, segundo os clubes, nos modelos das Taças (de Portugal e da Liga), já que a maioria concorda que os campeonatos devem manter os formatos com 18 equipas.

"A decisão dos clubes é manter 18 equipas na I e II Liga", partilhou Pedro Proença.

O líder da LPFP revelou ainda que nesta Cimeira de Presidentes, a primeira da presente temporada, foi debatido o processo de centralização dos direitos audiovisuais, tendo marcado presença na reunião o presidente da Liga Espanhola, Javier Tebas, que partilhou o modelo usado no país vizinho.

"O processo da centralização dos direitos audiovisuais é irreversível, e os clubes ainda equacionam a antecipação da sua implementação (apontada para 2028). Será o mercado a ditar se tal pode acontecer" disse Pedro Proença.

O dirigente relembrou que a intenção da centralização dos direitos é "reduzir a diferença entre os que mais ganham e os restantes, que atualmente está na proporção de 1 para 15", e embora ainda não detalhando o modelo a implementar, garante que o pressuposto "é manter os valores mínimos dos atuais contratos (televisivos), sendo que boa parte do incremento será para os que menos ganham".

"O modelo a seguir pode ser o da La Liga (Espanha), em que 50% das receitas é distribuída equitativamente, 25% pela performance desportiva da época anterior e os restantes 25% através dos processos de implementação das marcas dos clubes no espaço nacional", partilhou Pedro Proença.

Questionado a se a implementação do modelo de centralização implicará, ou não, uma revisão dos modelos competitivos, o líder da LPFP disse que "foi apresentando um estudo encomendado pela Liga a uma empresa, que aponta uma correlação direta entre o modelo competitivo e o valor dos direitos audiovisuais", nomeadamente que a redução de jogos poderia levar a uma redução do valor dos respetivos direitos.

"Foram apresentados cinco modelos, percebendo as implicações no aliviar do calendário, mas também percebendo a consequência no valor dos direitos audiovisuais", confirmou Pedro Proença.

Alguns dirigentes de clubes, tanto da I como da II Liga, ouvidos no final desta Cimeira de Presidentes, sublinharam a importância da implementação da centralização dos direitos televisivos para "melhorar a competitividade das sociedades desportivas e dos campeonatos".

MULHER DE VILA NOVA DE GAIA TENTA VENDER GRANADA EM PLATAFORMA ONLINE


Uma mulher de 49 anos foi constituída arguida pelo crime de posse de material exclusivo das Forças Armadas. Tentara vender nas redes sociais uma granada de morteiro militar do pai por 80 euros.

A GNR foi alertada através de denúncia para um anúncio com uma granada de morteiro militar numa plataforma de vendas online. O anúncio da venda do morteiro por 80 euros seria retirado, mas os militares realizaram diversas diligências que permitiram localizar e identificar a autora da publicação.

Os guardas foram até à residência da mulher, operária fabril, e abordaram-na. Ela colaborou e foi até casa da mãe, em Grijó, onde estava o morteiro e entregou-o voluntariamente.

A arma seria do pai, um ex-combatente no Ultramar, falecido recentemente. A filha encontrou-a nos seus pertences e tentou vendê-la nas redes sociais com outros artigos. Pelo morteiro pedia 80 euros.

O engenho foi recolhido por militares da Secção Explosive Ordnance Disposal (EOD) do Destacamento de Intervenção do Porto da GNR. A suspeita foi constituída arguida e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia.

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

OS 26 ELEITOS DE FERNANDO SANTOS PARA O MUNDIAL 2022 NO CATAR


O selecionador nacional, Fernando Santos, divulgou, esta quinta-feira à tarde, a lista de 26 convocados para o Campeonato do Mundo do Catar, que se realiza de 20 de novembro a 18 de dezembro.

Pela primeira vez na história dos mundiais, cada seleção pode levar 26 atletas para a fase final, sendo que os treinadores não terão de abdicar de nenhum para as partidas: além dos 11 titulares estarão 15 futebolistas no banco de suplentes.

Entre as escolhas, destaque para as estreias absolutas do central António Silva e do avançado Gonçalo Ramos, ambos do Benfica, enquanto José Sá, guarda-redes do Wolverhampton, também não soma qualquer internacionalização, mas já foi chamado algumas vezes aos trabalhos da seleção.

Por outro lado, alguns pesos pesados da história da seleção não têm lugar na comitiva para o Catar, com realce para os campeões europeus de 2016 João Moutinho e Renato Sanches, e para o autor do golo que deu a vitória na Liga das Nações 2019, Gonçalo Guedes.

Convocados de Portugal

Guarda-redes: Diogo Costa (23 anos, F. C. Porto); Rui Patrício (34 anos, AS Roma); José Sá (29 anos, Wolverhampton).

Defesas: João Cancelo (28 anos, Manchester City); Diogo Dalot (23 anos, Manchester United); Rúben Dias (25 anos, Manchester City); Pepe (39 anos, F. C. Porto); Danilo (31 anos, Paris Saint-Germain); António Silva (18 anos, Benfica); Nuno Mendes (20 anos, Paris Saint-Germain); Raphael Guerreiro (28 anos, Borussia Dortmund).

Médios: João Palhinha (27 anos, Fulham); Rúben Neves (25 anos, Wolverhampton); William Carvalho (30 anos, Bétis); Vitinha (22 anos, Paris Saint-Germain); Matheus Nunes (24 anos, Wolverhampton); João Mário (29 anos, Benfica); Otávio (27 anos, F. C. Porto); Bruno Fernandes (28 anos, Manchester United); Germain);

Avançados: Bernardo Silva (28 anos, Manchester City); Cristiano Ronaldo (37 anos, Manchester United); Rafael Leão (23 anos, Milan); João Félix (22 anos, Atlético Madrid); André Silva (26 anos, RB Leipzig); Ricardo Horta (28 anos, Braga); Gonçalo Ramos (21 anos, Benfica).

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

PRESIDENTE UGANDÊS ACUSA EUROPA DE "HIPOCRISIA" E "DUPLOS CRITÉRIOS" CLIMÁTICOS


O presidente ugandês, Yoweri Museveni, acusou esta quarta-feira a Europa de "duplos critérios descarados" e "hipocrisia" em relação a África sobre a questão das políticas climáticas e energéticas, numa publicação por ocasião da COP27.

O chefe de Estado ugandês, que está no poder desde 1986, criticou a reabertura de centrais elétricas a carvão na Europa face à crise energética causada pela guerra na Ucrânia, enquanto o velho Continente pede às nações africanas que não utilizem combustíveis fósseis.

"Não aceitaremos uma regra para eles e outra para nós", escreveu Museveni.

"O fracasso da Europa em cumprir as suas metas climáticas não deve ser um problema de África", acrescentou, criticando a "hipocrisia" da Europa.

Estas declarações seguem os avisos dos líderes africanos durante a 27.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27), a decorrer no Egito, sobre as consequências das mudanças climáticas no seu continente.

Em fevereiro, os especialistas em clima da Organização das Nações Unidas (ONU) estimaram que, em África, dezenas de milhões de pessoas irão enfrentar secas, doenças e deslocações devido ao aquecimento global.

Os países mais ricos, no entanto, não cumpriram as suas promessas de dar 100 mil milhões de dólares (99,71 mil milhões de euros) por ano aos países em desenvolvimento a partir de 2020 para os ajudar a enfrentar as consequências do aquecimento global e a tornar as suas economias verdes, tendo atingido apenas 83 mil milhões de dólares (82,77 mil milhões de euros), de acordo com a ONU.

A pegada de carbono de África é a menor de todos os continentes, sendo responsável por apenas cerca de 3% das emissões globais de CO2.

"Não permitiremos que o progresso de África seja vítima do fracasso da Europa em cumprir as suas próprias metas climáticas", disse o Presidente ugandês.

O chefe de Estado africano denunciou também a "falência moral" da Europa, que "utiliza os combustíveis fósseis de África para a sua própria produção de energia", recusando ao mesmo tempo "a utilização destes mesmos combustíveis por parte de África".

A TotalEnergies e a empresa chinesa Cnooc anunciaram, em fevereiro, um acordo de investimento de 10 mil milhões de dólares (9,97 mil milhões de euros) com o Uganda e a Tanzânia, incluindo a construção de um gasoduto de mais de 1.400 quilómetros ligando os campos do Lago Albert na parte ocidental do Uganda à costa tanzaniana.

O projeto, que inclui a perfuração de poços no Parque Nacional de Murchison, o maior do Uganda, tem sido fortemente contestado por ativistas e organizações ambientais que afirmam que ameaça o frágil ecossistema da região e a subsistência de dezenas de milhares de pessoas.

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução não vinculativa contra o projeto em setembro, citando "violações dos direitos humanos" contra os opositores.

MACRON QUER REFORÇAR LAÇOS COM ALEMANHA E REINO UNIDO NA ÁREA DA DEFESA


O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou querer reforçar a cooperação com a Alemanha e com o Reino Unido no domínio da Defesa como parte da revisão da estratégia do país nesta área, apresentada esta quarta-feira.

Macron classificou a Alemanha como "parceiro indispensável" de França e assegurou que o projeto europeu depende do equilíbrio desta parceria.

O chefe de Estado francês admitiu esperar "progressos decisivos nas próximas semanas" relativamente a esta aproximação à Alemanha e sublinhou que as forças dos países "foram feitas para se juntarem".

A nova estratégia no domínio da Defesa, apresentada num contexto de guerra desencadeado pela invasão russa da Ucrânia e pelo aumento das ameaças híbridas à segurança, inclui ainda um reforço da aliança com o Reino Unido.

Nesse sentido, Emmanuel Macron anunciou que França e Reino Unido vão realizar, no primeiro trimestre do próximo ano, uma cimeira sobre questões de Defesa, pedindo ao seu país vizinho que fortaleça a relação.

"A nossa parceria com o Reino Unido também deve ser elevada para outro nível e espero que retomemos ativamente o curso do nosso diálogo sobre operações, capacidades e (as questões do) nuclear", afirmou no discurso, acrescentando querer que Paris e Londres voltem a ter uma ligação "que convém a países amigos e aliados".

A estratégia da Defesa francesa vai passar também a abordar de forma mais dura a desinformação, tendo o Presidente decidido que "a influência" de França, ou seja, a promoção do país, passará a ter estatuto de "função estratégica".

"Não seremos espetadores pacientes" da disseminação de informações falsas ou narrativas hostis em relação a França, pelo que "a certificação faz claramente parte dos requisitos estratégicos" do país, declarou Macron, adiantando que "esta luta será dotada de meios substanciais".

A França terá que saber "detetar sem demora" estas formas de guerra híbrida e "impedi-las", afirmou ainda Macron, para quem é estratégico que "à maneira de uma democracia, (essas armas sejam) antecipadas e usadas a favor (do país) nos campos digital e físico".

"Uma atitude apenas reativa ou até defensiva não será nossa", assegurou Emmanuel Macron.

No seu discurso, o Presidente fez ainda questão de sublinhar que as forças de dissuasão nuclear francesas "contribuíram para a segurança" da Europa, numa reação às críticas que enfrentou depois de, a 12 de outubro, ter afirmado que um ataque nuclear "na região" da Ucrânia que pode incluir países europeus membros da NATO não se enquadrava nos "interesses fundamentais" de França.

"Hoje ainda mais do que ontem, os interesses vitais de França têm uma dimensão europeia", sublinhou, referindo que "todas as forças nucleares contribuem, com a sua própria existência, para a segurança da Europa".

"Tenhamos cuidado para não esquecer que a França tem (força de) dissuasão nuclear e para não dramatizar algumas observações", acrescentou.

"A nossa doutrina é baseada no que chamamos de interesses fundamentais da nação, que são definidos com muita clareza. Não é isso que estaria em questão se houvesse um ataque nuclear na Ucrânia ou naquela área", esclareceu.

Emmanuel Macron que, nos últimos anos, defendeu muito o fortalecimento da soberania europeia em matéria de Defesa, também insistiu na ligação "exemplar" da França à Aliança Atlântica.

A ambição de França é ser "uma potência fundamental da autonomia estratégica europeia, com fortes raízes atlânticas, mas na vanguarda e um eixo do mundo", insistiu.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

BRUXELAS PROPÕE NO INÍCIO DE 2023 A CRIAÇÃO DO EURO DIGITAL


A Comissão Europeia vai apresentar, no primeiro semestre de 2023, uma proposta legislativa para criação do euro digital, a forma virtual da moeda única, querendo evitar "erros" e salvaguardar também o numerário.

"Uma decisão desta magnitude deve ser tomada com total responsabilidade e transparência. Precisamos de um processo aberto e democrático onde todos possam contribuir para a discussão e é por esta razão que a Comissão está a trabalhar numa proposta legislativa para sustentar um potencial euro digital, que estabelecerá a sua criação ao nível da lei e regulará os seus aspetos essenciais", anunciou o vice-presidente executivo da instituição Valdis Dombrovskis, em Bruxelas.

Intervindo na Conferência de Alto Nível sobre o Euro Digital, organizada pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu (BCE), o responsável no executivo comunitário da pasta "Uma economia que funciona para as pessoas" acrescentou que, "uma vez apresentada, o que deverá acontecer na primeira metade de 2023, a proposta será negociada pelo Parlamento Europeu e pelos Estados-membros", os colegisladores.

"Entretanto, tanto o BCE como a Comissão têm vindo a realizar consultas abertas para recolher opiniões de todas as partes", salientou Valdis Dombrovskis.

De acordo com o responsável, "há muitas coisas a considerar".

"Esta é uma decisão memorável e não podemos dar-nos ao luxo de errar. A emissão de uma moeda digital terá consequências profundas e sistémicas, afetará bancos, comerciantes, empresas e todas as pessoas que participam nos mercados financeiros e tem o potencial de alterar o funcionamento e a estabilidade do nosso sistema financeiro", elencou Valdis Dombrovskis.

Desde logo, "os bancos tradicionais desempenham um papel vital como intermediários", para evitar os "riscos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo", apontou.

Discursando na ocasião, o vice-presidente executivo da instituição apontou que "o euro digital complementaria o numerário, proporcionaria uma alternativa de dinheiro público aos meios de pagamento digitais privados e seria um meio de pagamento digital seguro, instantâneo e eficiente para todos utilizarem".

Ainda assim, certo é que "a introdução de um euro digital afetaria diariamente centenas de milhões de pessoas", ao ter "implicações na forma como lidam com o dinheiro, fazem pagamentos e no grau de controlo que sentiriam ao participar no sistema financeiro".

"Este não é um processo rápido e nem deveria ser", pelo que "o BCE e a Comissão Europeia têm vindo a trabalhar em conjunto para examinar as questões políticas, jurídicas e técnicas decorrentes da possível introdução de um euro digital", indicou Valdis Dombrovskis.

O responsável frisou que "o euro em numerário não vai desaparecer", adiantando que, por isso, "a Comissão apresentará um regulamento que clarifica o estatuto legal do euro em numerário" para assegurar a sua disponibilidade no futuro.

A criação de um euro digital tem vindo a ser estudada há vários meses pelo banco central, sendo que a estrutura ainda não tomou qualquer decisão sobre o assunto.

Um euro digital seria uma forma eletrónica de moeda única acessível a todos os cidadãos e empresas tal como as notas de euro, mas em formato digital, permitindo por exemplo realizar pagamentos diários. Funcionaria, então, como um complemento às notas e moedas de euro sem as substituir.

Uma moeda digital é um ativo semelhante ao dinheiro que é armazenado ou trocado através de sistemas online, sendo que no caso do euro seria gerida pelo banco central.

Adotado por 19 Estados-membros da União Europeia, o euro está em circulação há 20 anos e é a segunda moeda mais utilizada ao nível mundial nos pagamentos globais.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

DONA DO FACEBOOK DEVERÁ DEMITIR EM MASSA ESTA SEMANA


A gigante de tecnologia de Mark Zuckerberg não tem obtido bons resultados com o Meta e deverá despedir milhares de empregados a partir desta semana. A previsão é de que o layoff comandado por Zuckerberg seja o maior da indústria de tecnologia nos últimos meses, o que também marca a diminuição do setor no seu todo.

A Meta, empresa do Facebook e do Instagram, seguirá o mesmo plano de demissões em massa que o Twitter de Elon Musk. De acordo com o "The Wall Street Journal" as demissões podem afetar "muitos milhares" de funcionários e os cortes de empregos serão anunciados na quarta-feira.

Após a recente divulgação dos resultados trimestrais, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que o número de funcionários da empresa não aumentaria até o final de 2023 e poderia inclusive diminuir.

A Meta, tal como outras plataformas, fez uma onda de contratações durante a pandemia, acompanhando a tendência de crescimento do digital. No entanto, o lucro líquido da Meta caiu 4,4 mil milhões de euros no terceiro trimestre.

A empresa preocupa os mercados desde o início do ano, quando pela primeira vez anunciou a perda de usuários na sua rede social original, o Facebook.

Além dos seus problemas de publicidade, os investidores estão preocupados com a decisão de Zuckerberg de dedicar grandes fundos ao desenvolvimento do metaverso, um universo paralelo incipiente anunciado como o futuro da Internet.

domingo, 6 de novembro de 2022

GIGANTE AGROALIMENTAR GENERAL MILLS SUSPENDE PUBLICIDADE NO TWITTER


A Mondelez International (fabricante dos biscoitos Oreo), a Pfizer e a Audi (Volkswagen) já tomaram decisões semelhantes.

A 'gigante' agroalimentar norte-americana General Mills suspendeu a publicidade no Twitter, naquele que é mais um sinal da preocupação das marcas com a visão do novo proprietário da rede social, Elon Musk, sobre moderar os conteúdos digitais.

"Suspendemos a publicidade no Twitter", confirmou à France-Presse (AFP) a porta-voz da General Mills, Kelsey Roemhildt.

O grupo, que inclui as marcas Cheerios e Häagen-Dazs disse ainda que vai continuar a "monitorizar a evolução da situação e avaliar os gastos com marketing".

Na sexta-feira, um dia após a aquisição do Twitter pelo chefe da Tesla, a fabricante General Motors informou que tinha suspendido temporariamente o pagamento por anúncios no Twitter.

Na quinta-feira, o Wall Street Journal afirmou que a Mondelez International (fabricante dos biscoitos Oreo), a Pfizer e a Audi (Volkswagen) tomaram decisões semelhantes.

Os anunciantes, que respondem por 90% da receita do Twitter, temem que a liberalização dos regulamentos de moderação de conteúdo, defendida por Elon Musk, torne a plataforma inóspita, com a maioria das marcas a preferir evitar a associação com conteúdo não consensual.

Desde quinta-feira, o empresário tem tentado tranquilizar as marcas, tendo escrito uma mensagem onde prometia que o Twitter não se tornaria numa plataforma "infernal", "onde qualquer coisa pode ser dita sem consequências".

Musk prometeu também formar um conselho de moderação de conteúdo e levar algumas semanas antes de, eventualmente, autorizar o regresso de pessoas banidas da plataforma, como o ex-Presidente norte-americano, Donald Trump.

No entanto, nem as marcas, nem várias organizações não-governamentais (ONG) parecem estar convencidas.

Um grupo de quase 50 associações democráticas e anti-desinformação enviou uma carta aberta aos 20 maiores anunciantes no Twitter, incluindo a Coca-Cola, a Google e a Disney, pedindo-lhes que ameacem Elon Musk com a suspensão de toda a publicidade na plataforma, se ele implementar a sua estratégia "para minar a segurança da marca e os padrões da comunidade, incluindo a liquidação da moderação de conteúdo".

Na quarta-feira, Elon Musk perguntou, num inquérito aos seus 113 milhões de assinantes, se os anunciantes deveriam "apoiar a liberdade de expressão" ou o "politicamente correto".

LÍDER DA COREIA DO NORTE PROMETE FORÇA ESTRATÉGICA NUCLEAR "MAIS PODEROSA DO MUNDO"

A Coreia do Norte, munida de armas nucleares, tem "a força estratégica mais poderosa do mundo", disse o líder Kim Jong-un numa cer...